quinta-feira, dezembro 06, 2007

Juventude, Ideologia e Política

National Kid

"Não se descobre o absurdo sem sentir-se tentado a escrever algum manual de felicidade" *

Sinto estar tentando (gerúndio justificável) escrever aqui o meu pequeno manual de felicidade, expurgando os males da alma, deixando o pensamento fluir. Primeiro, tentei traçar um panorama do mundo sob o atual sistema capitalista, onde o cartão de crédito, por exemplo, tornou-se um "bezerro de ouro", um ídolo moderno, uma maneira de manter vínculos de relacionamento (até crianças possuem). Criei inclusive um slogan: as vezes ele opera milagres, mas depois ninguém te ajuda a carregar a cruz. O mundo do rápido desenvolvimento tecnológico, o qual eu já disse anteriormente que não condeno. O mundo do dinheiro, o qual inevitavelmente eu não posso condenar porque nasci e fui criado nele, e a roupa (bens de consumo) que visto foi comprada por mim e não pelo estado. A maneira que esses bens de consumo são adquiridos é que pode ser criticada. A maneira que determinado governo opera uma democracia é que pode ser criticada, afim de apontar os erros e danos causados. E não é preciso ir longe no tempo. Após uma averiguação do caráter de cada nação e como ela, de um modo geral, se comporta e se relaciona com o mundo. Bastaria enxergar da década de 50 para os dias de hoje. Após Segunda Guerra Mundial, após guerra fria, após o atentado de 11 de setembro. Eu digo que a proposta comunista, nos seus primórdios, foi escrita para os países industrialmente desenvolvidos da época. Um pensamento veramente sutil para ser implantado e funcionar em uma Rússia que vivia um sistema feudal. Teve valia como dura crítica ao capitalismo porém não funcionou como proposta. Contudo, alguns ideais de igualdade apontados por Marx ainda fascinam. Viver a vida? Quando eu souber te mostro como. Até agora, nessa batalha titânica da modernidade só posso mostrar como ser um mau herói. Como não ser Super Homem que Nietzsche descreveu. Übermensche, que também poderia ser traduzido como além do homem, acima do homem (na escala evolutiva). Termo que foi apropriado indevidamente pelo nazismo. Não invejo o super homem. Ao contrário, admiro a minha desafortunada fragilidade, pois nela construí meus sentimentos.
Gustavo
* O Mito de Sísifo, pág 126. Camus, A.

2 comentários:

liberté disse...

Dos dois lados facistas da moeda ningu'm pode fugir. Um apelam pelo governo, outros pelo privado. Logo, eu apelo pelo Free.

caiocito disse...

Ainda quero conhecer liberté, dizer peroles em francês e enganar seu coração... Mas quanto a discussão entre Coelho e Perez. Não vi nada. Vi dois medrosos no escuro gritando... mais para terem certeza que estão juntos sabendo que ambos tem medo de escuro. Mas quanto maior o convívio com a escuridão, mais sensível o olho fica a claridade. Enxergar no escuro usa-se o sentido contrário da visão.