sábado, novembro 04, 2006

casa 3


A CIDADE MEIO NULA, MEIO morta q açorda quando o céu enrubesce me faz entristecer. Cheguei a conclusão de q esses anos todos pensando desde q mudamos, ainda não cheguei a conclusão nenhuma. Moro em um prédio inacabado q um dia quis ser uma escola, escola da vida, erigido para abrigar sonhos, dramas e romances. Ora, se não há uma dose de loucura nisso. O meio-andar? E a disposição aleatória das paredes? não ouso chamar esse teto que me abriga nas noites de verão, pelo epíteto de apartamento, melhor cela. O pé-direito alto evoca ares de ateliê. Aqui sou uma sombra de mim mesmo, a sombra de uma pintura, noites adentros.
. . .
frei Vogel

2 comentários:

Anônimo disse...

gusWas ist das, Gustavo?
Warum schreibt du in deutsche seine Blog?
Aber, das ist gutt!
Aufwiedersehen,

Uncle Rudolf

liberté disse...

Idas e vindas para descibrir quem somos de verdade neste dia a dia cruel, mas como somos feitos de água somos capazes de absorver e emitir luz em três diferentes dimensões, sendo sempre influenciados pelo ecossistema que nos envolve. sendo eles paredes ou vidraças, quanto mais altas melhor, mais espaço para a propagação da luz e menos lugar para sombra.