terça-feira, novembro 07, 2006

Ideologia, política e juventude

É a hora de terminar esse esboço de ensaio antes de ele se torne interminável e bom seria se fosse assim. Antes que eu me aproxime demais da beirada desse um abismo teórico. Assim sendo, pretendo finalizar aqui uma coisa que deixaria para não ser verdadeiramente acabada enquanto intuição filosófica para mim mesmo ou para as gerações, que são muitas e se multiplicam a cada sete anos. O fato é que há muito a se discutir, muito a que se estudar. Muito disso tudo que transcorre na fala multidisciplinar, no discorrer do discurso, nos eufemismos, prosódias, prosopopéias sem que dêem conta disso. Impossível fazer mais recortes no tempo, embora eu agora me contradiga, é necessário que se viva esse momento mas como eu já havia citado através da palavras de Camus que só a consciência do que acontece em si mesmo, ao seu redor, no bairro, no mundo, é que se pode emitir uma opinião com base teórico analítica, depende da sua própria teoria, depende do seu ponto de vista não mais. De resto são reverberações glossadoras de outros autores predecessores, em suas mesquinharias ego-teóricas. Basta dizer que esta flecha que perpassa o ar, ultrajando qualquer moral que se apresente, acaba por realmente cair nesse abismo teórico. Acaba de se dissipar para sempre. Acaba de não saber mais o que dizer além das dicas que deixo aqui nas entrelinhas para serem explicitamente fisgadas. Em mais uma última pincelada, deixo a razão aliada à certeza de que há valor no conhecimento, discernimento e senso crítico que todos que pesam sobre o mundo deveriam exercer. Beijos e abraços àqueles que ficam. Ternura e utopia para aqueles que sonham. Muita clareza de espírito para essa vida social política tão turbulenta, onde as sombras se alongam sobre gerações e gerações em degeneração capitalista. Gerações de homens, jovens e meninos, de cegueira total, parcial e absoluta. Desejo iguais condições de vida a todos que leiam essas palavras. Por um mundo um pouco melhor. Pessoas tristes, não chorem. Expurgai-vos o riso do sarcasmo e da dor, meninas. Chorem de si mesmas.

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