sexta-feira, dezembro 01, 2006

Para Theo

MEU TIPO INESQUECÍVEL, segundo os princípios do neopositivismo de Wittgenstein. E o que eu poderia falar do meu tipo inesquecível? Sendo que esse foram tantos e de tantas formas? Eu falaria dos olhos da Beatriz: tristes e alegres ao mesmo tempo, jamais irradiantes. Eu me lembraria de uma característica física de cada uma delas, sendo que considero como tipo aquela pessoa que marcou sua vida, no caso, no amor. Por falar nisso, eu acho o ponto e vírgula tão inútil. Esteticamente ele é feio. Eu me lembraria jeito de cada uma. Remontando um quebra-cabeças de cada uma. Seria isso possível. Talvez. Os sonhos de Pesseguinho, sua boca, seu olhar inatingível, por mais longe que eu fosse dentro dos seus olhos. Um poeta vive de sonhos e sobrevive sei lá de que. De amor. Nesse caso, amor pode ser idolatria, piedade, pena, ou desprezo. O amor pode ser tudo, até ódio. Mas o contrario dificilmente é verdadeiro. O Dalhai Lama fala que você pode até sentir raiva(ele não diz ódio) por alguém que você ama(partindo do princípio de que se ama a todos, o amor fraterno) e vê que não está fazendo a coisa certa. É isso que ele diz.... Eu odiei e amei muitas vezes. Devia ter só amado? Nem a mi mesmo isso acontece. Por isso é tão difícil escrever sobre esse tema. Ah.. tem uma pessoa nessa história que eu incluiria: minha mãe.

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