terça-feira, novembro 14, 2006

vor drei Tagen

Nesses dias não tenho me sentido muito bem. Sem libido, sem vontade. O sábado e o domingo passei sozinho. Há alguma coisa dentro de mim que não encontro, a buscar nos instintos, a buscar nos livros, a buscar no abismo, a buscar em um dicionário. Esqueço as coisas que se vão na velocidade infinita do pensamento. São pontes que desabam entre u pensamento e outro. Outrópico. Voa como uma pássaro livre. Quando pensava que meu barco ia em direção ao mar a maré o trouxe de volta para a bahia. de volta ao horizonte sinuoso onde nos apoiamos em mesas, platôs, taças e em que a atividade em si se torna o horizonte, o plano de imanência. Numa terra onde me sinto tentado a sair a ser um cigano, me desvencilhar dessas montanhas que acercam nossa cidade. Ir além do círculo que se fecha entorno do meu próprio umbigo entre a infinidade em que voa o pensamento e o exercício de mantê-los à razão de uma atividade diária de sermos "seres lentos". Em dias como hoje em que dormi a tarde toda, ouvi barulho de avião, atendi duas vezes o telefone, vejo, com uma peculiar distorção algo que aparenta ser Realidade. A, como alguém diria, nervura do real. Tenho preferido dormir, entretanto, na tentativa vagarosa de me adaptar a isso. Ler é ouvir o que alguém tem a dizer, às vezes no tom mais agudo. Tenho preferido escrever a ler.
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Weisse Katze

2 comentários:

Caiocito disse...

gostei da entrevista.

Papagaio Mudo disse...

obrigado.
apareça mais vezes.

>¨<