sábado, setembro 30, 2006

Ideologia, política e juventude

Uma vez o Lúcio
uma pessoa q eu preso muito e a qual custei para adquirir o respeito. Eu digo como: através da indiferença. Ele é uma pessoa carismática que as outras pessoas querem se aproximar ou fugir. Muitas vezes quis ir até ele trocar boas idéias mas não fui. Como toda pessoa extremamente inteligente ele tb não tem muita paciência com o ser humano. Certa vez ele disse que eu estava muito beatnick. Como é estar muito beatnick? É não ligar pra porra nenhuma? Quando eu mangueava meu livro. Quando eu alimentava doces ilusões sobre a vida, sobre o amor. Alma beat presa nesse corpo e nessa condição de liberdade. Começo a ficar existencialista... Moro sozinho e já que não tenho com quem conversar, escrevo. Com o Lúcio, na época do café ( antes q me rotulem: eu, poeta de café ), aprendi muita coisa e sendo ele uma pessoa das Letras dedico esse texto a água da palavra. Na verdade* acho mesmo que quero me esconder da sociedade. Me esconder atrás dessas palavras. É mais cômodo não existir. Aos homens e mulheres, à toda e qualquer pessoa que se sinta a mais sozinha do mundo.

* Sempre no sentido de valor relativo de verdade.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Noites Adentros

POR QUE NOITES ? Não gosto do contágio das horas. Não gosto do verão. Os dias alongados fazem-me pensar que o ciclo dia-noite q todos nós vivemos nunca vai acabar. Eu preciso, assim como todos precisam, da noite. Preciso ter inspiração. Ao crepúsculo ocorre uma espera. Pela noite q nunca chega. Quando chega já é tarde e ainda é cedo. Ao crepúsculo o dia parece subir numa escalada sem fim, nessa estação. O mais ao sul do equador onde já estive a noite nascia somente tarde da tarde. Imagine você para um noctívago como é isso. O pesadelo dos noctívagos: o círculo polar, o sol da meia-noite, o dia em que o sol nunca se põe... é óbvio que há algo sugeneris nisso. Fato é que sinto desconforto. Seria minha mente ou meu corpo? Como fazer essa separação? Abandonar o relógio. Deixar o T em pó...andar solto sem ele ao redor. em cima, em volta, enfim, não gosto do verão. Talvez ( talvez é uma palavra q resume tudo ) por estar preso às montanhas, por querer e por gostar. Aqui na cidade eu digo: é uma conspiração sem fim anoitecer...
Weisse Katze Pirat@

Noites Adentros

NOITE DAS DAMAS DECADENTES NO BAR de uma senhora árabe. Fragmentos da Semana-Trem-do-Horror, dias e noites dominados pela angústia, embriaguez, medo, desespero e saudade. Saudade essa que eu não aguento. O que há de errado no gueto? Conheci o filho do espala. Talvez a mesmice... talvez. De repente estamos cercados de todas as damas decadentes do bairro. Aparece uma amiga-por-acaso para compor o cenário, a Bailarina. Veio de outro bairro e logo ela se ela se transformava numa delas. Sem parecer q eu esteja enciumado, mas ela caiu na conversa do primeiro rapaz q chegou perto dela e logo já cantava no coro das desesperadas, fez da noite suja parecer ainda mais suja e assim desapareceu de repente. Cantamos em uma só voz nossa loucura. Prazer, ódio, dor, rodopio, vai além. Sobramos nós, estranhos, na mesa vazia da calçada-dos-que-se-foram. Uma mulher em crise não sei porque, a outra com os olhos mais tristes que eu já vi, uma tristeza infundada, uma tristeza viciosa, uma tristeza que não quer sair de si. Vou com ela e as outras até o Sopa Carioca. Última cerveja, última cachaça, meio PF, e manda meio também pro mendigo que tá dormindo aqui do lado.

Weisse Katze

Los Coguis
CombiA

quarta-feira, setembro 27, 2006

O Corsário de Itabaiana

e o mal-estar da platéia

O maestro Mikail Karabitwzchewisky passou mal ontem quando se apresentava em turnê exclusiva por Belo Horizonte e foi obrigado a abandonar o palco e a sinfonia que estava regendo. O espetáculo teve de ser interrompido por 25 minutos até a produção do teatro saber o quê estava acontecendo. O maestro, 63 anos (fuma desde os quinze), que estudou composição na Alemanha diz não gostar de se exercitar. Já declarou várias vezes a imprensa mundial " eu odeio exercício físico. Um cooper, um joging em volta da Lagoa não seria nada mal, sendo que eu moro no Rio, mas..." Apesar dessa declaração polêmica soubemos do regente Ivan Ilich, amigo do maestro, que ele pratica bocha (jogo originado na Ucrânia) e cria pássaros em Carmo do Jacuí. "...só ando de motorista particular e de avião" emenda, "mesmo assim fazem 25 anos que saí da Rússia". Imaginem para esse homem que aventura reger uma sinfonia. No terceiro movimento (presto e fogoso) ele sentiu-se mal, "Senti uma fincada daquelas" afirmou. Prevenido que é (inclusive com a imprensa) logo saiu de cena para tomar seu Isordil (remédio para o coração). O maestro da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Honório Pinto Coelho, que estava na platéia, trocou de roupa com um dos técnicos do Palácio e regeu os dois últimos movimentos da nona sinfonia de Maller acompanhado pelo Quarteto de Flautas de Amsterdã. O público aplaudiu.
Weisse Katze

Noites Adentros


COLOQUE ISSO NO lugar comum da sua prateleira: Foi uma grande reflexão, foi um luto. Flor de lótus, do tempo em que vivemos juntos, da estranha forma com nos amávamos, que desmancha no ar. Você fez o que quis comigo. Eu fiz o que quis com você. Na verdade foi por isso que ficamos juntos. Um último beijo marcado de lágrima e desejo. O jazz às vezes era pranto, em outras era paz às minhas tardes... Um pedacinho de céu, sinto falta desse espaço vertical mas essas lembranças, Pearl, já não doem tanto.
ORA COMO EU PRECISO de um pedaço de papel e uma caneta! para reclamar aqui essas palavras, um quase lamento. Tive um momento só meu, onde músicos tocavam em um palco iluminado. O sol poente acalentando tons e harmonia. Estive ali sozinho por alguns minutos. Nesses momentos de admiração plena da arte languidamente eu penso em como libertar todas as princesas do mundo. Mas como eu, homem livre, hei de faze-lo? sendo um vagabundo Shakespeariano? um homem prosaico, um gitano? um personagem Hemingwayniano? Ela mesmo não ia querer vir comigo. Seu nobre castelo a oprime tanto quanto a solidão em uma casinha de pau-a-pique. Liberdade provisória. incluindo o para sempre nada é demais. Inclusive a tinta da caneta. Inclusive os hipócritas. Inclusive aqueles que o dinheiro conduz demasiadamente. Ganas! Ganas! Desejo! É o que nos proporciona a carência, carência de infância.

Weisse Katze

terça-feira, setembro 26, 2006

Daydreaming

Dia estranho. Agora a pouco me senti um fantasma. Espectro vazio de mim mesmo. A beleza do sol e o brilho nas, entre os prédios, casas. A beleza clara e opaca, fácil e difícil de um super rapid delay, conceito criado por aquela filósofa africana Ouka Lele para descrever esses momentos de lenta rápida transição. Esses sintagmas de tempo os quais estou vivendo. É difícil escrever sem criar eufemismos e metáforas para quem queira expressar algo. Mas enfim, e daí? Me oriento por índices da natureza. Observo as nuvens como quem observa o movimento das marés. Sonhei com um cavalo branco (meu animal totêmico) em cima de um barco. Será que isso faz algum sentido?

Weisse Katze

segunda-feira, setembro 25, 2006

Ideologia, política e juventude

Perceptos e afectos

C o n t i n u a [e]+


para ler ao som de Thelonious Sphere Monk
E VEJAM QUE A NOVA velha tecnologia condiz com a moderna tradição, a tradição da modernidade. Aí pode. Ipod . Destruir conceitualmente a conjuntura verbal. No silêncio sussurrante of a dawn, sou um necrófita, adorador da palavra morta, memorial de imagens soltas. Absorto, me encontro, chutando a bola com os 2 pés. Absorto percebo, estranho afeto pelo útero. Exílio, ostracismo, fuga, solidão, o tempo não pára, meu coração dispara. Escrever é a hierarquia de si mesmo. CAFé La CRIoLA. Felizes eram os piratas, doces bárbaros, até descobrirem q o mundo é um quarto fechado. Em uma ilha escondida da cosmografia ainda não completamente conhecida, em Madagascar talvez, essa foi a primeira sociedade anarquista que não funcionou. Se funcionou durou muito pouco tempo. As relações de amizade, inimizade e outras cocitas más (ganância, poder...) fizeram com que um acordo de paz entre eles fosse por água abaixo. Uma chuva meteórica de idéias q me fogem ao pensamento e nada mais angustiante do q não poder descreve-las. De qualquer forma expressá-las, ou expressá-las mau me desagrada. E é o que penso que estou fazendo. Vivemos submersos em um mar de conceitos. Vanguardas históricas, Dadá, Surrealismo e Modernismo; vanguardas tardias, Beat Generation, Poesia semiótica, Arte postal e pós-vanguardas, Poema Intersemiótico e Poesia Sonora.
Alguém acredita nesses rótulos?

Weisse Katze

domingo, setembro 24, 2006

eU sou


mais ou menos assim. . > > m<

La dolce vita

A Milano
AQUI ESTOU, sem saber o que eu faço. Sem saber como reparar um erro do passado. De repente inábil. Ouvindo Chet Baker e fumando um cigarro. Há uns dias atrás tive um acesso de solidão. Não criei vínculos com aqueles amigos com quem apostei. Me roubaram as fichas de um valor sórdido de ser algo que se é sem se querer ser- o mal hereditário. O tempo se reduziu a pó, já que meu passado agora me condena a passar por essa angústia. Vontade muita de cruzar a linha que ainda me liga à meus pais. Faz falta um amor. Faz falta eu estar aqui escrevendo sem você, deitada lá na cama. O bem que isso me faz. O bem que isso me faria, todos os dias. Aquelas coisas todas que você me prometeu com os olhos. Agora eu vejo seus olhos próximos de chorar. Por quê um quase eu? Por q quase com você? Tento me desculpar de coisas que ficaram no passado. E me faz falta chorar outros ritmos e coisas que eu não sei dizer. O outono se vai, com o sopro que leva as velhas verdades. O inverno chegou frio e frio fica meu pé, mesmo de meias. Não dêem valor a nada do que aqui está escrito. São apenas notas que dissonam do que eu realmente sinto e não quero reverberar lugar comum. Estou perdido nas relações humanas. Me sinto isolado. A troca de fluídos e energia com a pessoa que eu amo agora. Escrito infernal. Porque o meu tema é sempre a repetição daquele que não se importa em ser um ribombar de melodramas e choros.
Merda!

Juventude, ideologia e política

Não consigo abandonar a idéia, o desejo, a compulsão de escrever, escrever, escrever. Agora o espírito crítico para ver as coisas se instalou como um download. Agora é a hora de dizer coisas que me enojam, quando não se pode engolir, mesmo pelos 7 buracos da cabeça, nem mesmo vomitar o que não se consegue digerir. Não consigo, se consigo sigo e si consigo mesmo, eu com relação ao mundo, com relação a cidade, na verdade como me comporto? Quero abrir portas, portais. Cada dia à cada passo, tijolo por tijolo a aventura da modernidade. Na última cena do Fausto de Goethe onde uma visão de modernidade se dispõe diante dos olhos de Fausto como um grande canteiro de obras. De Putchin, a Gogol, à Dostoiévsky, à Mandelstam, de como uma minoria de intelectuais ajudaram a si mesmos a ascender ao poder, através de ideais utópicos de justiça distributiva. Apesar do desejo de poder, Wille zu Macht, apesar da luta titânica do homem para atingir a vida que deu certo, Vohl geratenreit. E, "Onde a burguesia só pode existir com a condição de revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso todas as relações sociais." as relações "...tornam-se antiquadas antes mesmo de ossificar-se. Tudo que é sólido desmancha no ar, tudo que era sagrado é profanado e os homens são obrigados finalmente a encarar com serenidade suas condições de existência e suas relações recíprocas."
K a R L M @ R X

Juventude, ideologia e política

Achados e Perdidos

Freitag war ich frei. Freitag war ich gefinden.
Sexta-feira eu estive livre e na mesma sexta-feira eu fui encontrado. Sexta-feira, a impressão de que tudo tinha mudado. O mundo em tempo real. Assim exterminamos o Tempo, minimizando-o ao máximo deixando só Espaço. Informação, a desinformação, o abismo entre pobres e ricos, a física quântica também nos dizendo que não existe tempo. Tudo, inclusive nós, (aqui não existe verbo: somos, fomos, seremos) ao mesmo tempo futuro, presente e passado. Não estou evocando o assunto religião, apesar de querer esmiuçar cada coisa em seus ínfimos detalhes de forma verborrágica e sem importância. Nada que tenha excessiva importância terá valor e sim, as pequenas coisas que compõem o dia à dia. Aqui farei minha Bible com os meus próprios versículos. E citando o Manifesto Zapatista, apesar da opressão do relógio: " Não morrerá a flor da palavra. Poderá morrer o rosto oculto de quem hoje as nomeia, mas a palavra que veio desde o fundo da história e da terra não poderá ser arrancada pela soberba do poder. Nós nascemos da noite. Nela vivemos. Morreremos nela. Mas a luz será manhã para todos mais, para todos aqueles que hoje choram a noite, para quem se nega o dia, para quem a morte é um presente, para quem a vida está proibida. Para todos a luz. Para todos tudo. Para nós a dor da angústia, para nós a alegre rebeldia, para nós o futuro negado, para nós a dignidade insurgente. Para nós nada. "
Hoje é domingo, pede cachimbo. Logo mais falarei sobre o sábado.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Ideologia e juventude política


Uma pessoa me perguntou porque até agora não falei sobre juventude. Quis fazer uma super breve contextualização do cenário político-ideológico. Daquela forma em que nenhum de nós entende completamente, tudo em todas as áreas do conhecimento, de como chegamos a esse cenário mundial, global. Chegarei lá, na juventude atual, mas antes gostaria de esgotar a pouca informação que tenho (que talvez seja muita para muitos e pouca para poucos) de como estamos sendo governados. Sendo governados em todos os sentidos: político, capitalista, midiático, artístico, tecnológico, religioso e etc. Por isso gostaria de falar mais sobre mim, eu-mesmo, quem eu penso que sou, como eu seria rotulado pela sociologia e até mesmo analisar o que é o eu-indivíduo para mim e o eu-indivíduo como o outro e que representa isso para mim(?), para depois poder contextualizar esse indivíduo dentro do alcance dos meus belos horizontes e até onde eu possa realmente emitir uma opinião, em busca da verdade que se dispõe diante dos olhos e da razão proferida e criada por mim.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Experimentação

EXPERIMENTAÇÃO. 09 de janeiro de 2006. minha letrinha miúda demonstra como estou me sentindo, demonstra também tantas outras coisas, inclusive o fato de não querer usar maiúsculas, evito os pontos e desando em um contínuo inacabado de palavras EU_tempo fracionei a metade do começo em duas partes, a primeira, sentado no chão do corredor, ao ar livre, apoiando o papel num banquinho que é também meu tabuleiro de xadrez, a segunda, agora, depois de horas se passarem e o tempo-fragmento se escondeu, ficou nulo, dizimado, imperceptível, reduzido apenas a junção das palavras. então, sintomaticamente sinto-me, pelo espaço-tempo, pulverizado, exterminado, aniquilado. por isso junto os fragmentos, por isso até, faço passar o dia em vão, em vãos. ó dia! vai escoando formas lentas, de hoje até o hoje de amanhã passa boi passa boiada, começo titubeando, na calada. meia-noite recomeço as palavras, recomeço a colocá-las num lugar sem fim, num lugar sem fundo falso, sem porquê, sem razão, sem métrica nem matemática e feda-se a gramática. após um sono noturno. 11 e 23. o que eu faço agora? moment, please. momento, plebes. escrever faz o tempo passar, difícil só quando se engasga com o pêlo do gato de Alice, ou seria do coelho? nas rusgas do ego_fácil quando se está dopado de tristeza ou de alegria-tarja-preta. fazer bem, eu não sei, sei que a caneta corre atrás das palavras avant la lettre e à frente delas, apenas escrevo por necessidade, como respirar o ar de Belfast ou de Moscou.. palavras, palavras, palavras diluídas nas quais a força da minha imbecilidade não consegue acompanhar a velocidade do pensamento. com os filósofos não há dialogo possível, são tantas as questões que ao fim da tabuada vão apenas reiterar aquilo que eu sou, que eu talvez já saiba, vocês também.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Política, ideologia e juventude

Certamente foi essa sensação de injustiça que levou a cabo as revoluções, tanto na Rússia quanto em Cuba. Porém agora eu gostaria de falar sobre a década de 50 e do advento da tecnologia na vida das pessoas. O homem até então vivia em função do trabalho e dos afazeres. O computador, e isso faz bem pouco tempo (estamos em 2006), facilitou muito a vida dos tabeliães, escritores e empresários, substituindo a máquina de escrever. A escravidão dos afazeres domésticos abrandou-se com máquina de lavar roupas, por exemplo. Enquanto a roupa é lavada, a mulher (ou o homem) tem tempo para ler um livro, conversar com os filhos, visitar uma pessoa doente. No entanto criou-se, por consequência, o desejo de consumo. O homem cria e é criado pela tecnologia, segundo me diria Anthony Giddens mas lembrem-se: este ensaio não tem nenhum compromisso acadêmico. Mas eu vós digo, o homem não pode se manter escravo dessas vantagens tecnológicas na busca desesperada por obte-las. Em busca desse poder fálico e prioritariamente individualista, muita coisa é deixada de lado como: o companheirismo, a amizade, o sentimento. O dinheiro é uma necessidade básica. Impossível fugir dessa dura realidade. Porém, a ostentação não deve ser encarada como forma de viver. Viver o dinheiro como meio e não como fim. Viver o que é justo, salutar e o que é certo. Algumas pessoas colocam trabalho e dinheiro como objetivo final, valendo sacrificar o próprio corpo para ganhar o céu. Apenas anulam-se dessa forma, deixando de viver uma vida saudável, vida de relação: o amor, os pais... e desviam-se do objetivo maior que é cuidar do espírito, cuidar dos sentimentos, conversar com os filhos. Pois tanto na arte e no pensamento, quanto no encantamento poético que cada um tem, da vida, deixa-se apenas a essência, o eterno, o que cada um tem de bom.


* Nos próximos textos, com a mesma ignorância, falarei de Física Quântica e Paraísos Artificiais.

terça-feira, setembro 19, 2006

Ideologia, política e juventude

Tudo começou quando despertei para a realidade do mundo a minha volta, no qual eu estava vivendo e não sabia. Foi, e ainda está sendo, uma passagem eletrizante. Descobrir as necessidades do indivíduo na cidade, ao meu redor e até onde eu posso enxergar. Fora os ataques da mídia, aos quais ninguém sai ileso, eu colocarei como foco final desse indivíduo a necessidade de obter uma casa, o que comer e o que vestir. Afinal, o homem do campo, apesar os requintes oferecidos pela cidade, não precisava mais do que isso (até que lhes fossem imputadas certas idéias) para viver, há um século atrás. Lenin, que era filho de camponeses, Fidel Castro também filho de camponeses, ambos subiram ao poder em busca de uma sociedade de iguais. Pois bem, não devo citar como exemplo (também porque me falta conhecimento) o modelo literário de sociedade comunista, senão de forma fragmentada e para analisar o próprio "mundo capitalista". Coloco entre aspas pois criou-se um monstro chamado mundo capitalista (e creio que ele realmente* seja) mas buscarei aqui, através dessas limitadas reflexões, enxergá-lo de forma mais clara. Marx no Manifesto Comunista não me diz nada além de traçar um panorama claro e bem atual da tradição moderna. Agora sociedade de consumo, sociedade de Patrões e Empregados. Quando expôs Burguesia e Proletariado, primeiro capítulo do manifesto, duvido que não tenha sido essa a força motriz da revolução comunista. A clarificação da disigualdade entre as classes: oficiais e funcionários, nobres e servos, em uma Russia atrasada com relação ao resto da Europa. Continua . . .
*Desde o ponto de vista do valor relativo da realidade

segunda-feira, setembro 18, 2006

Juventude, ideologia e política

COMEÇO A ESCREVER AQUI O meu esboço de ensaio que um dia poderei talvez escrever com credenciais mais sólidas. Começo a escrever aqui a minha visão crítica do mundo, de mim mesmo, família, amores, amigos e de pouco vocabulário e acabo pensando em capitalismo, marxismo, anarquia, liberdade, utopia. Posso dizer que vocês terão uma visão, à partir da minha, mais ou menos isenta, pois, nesses anos todos eu não participei efetivamente do mercado de trabalho. Por isso me ative a várias outras coisas como escrever e a atividade de pensar. Pensar simplesmente, sendo a retórica a única que pude desenvolver de forma menos pior, pois um filósofo que chega a não ter nada que fazer a não ser pensar todas essas coisas da existência, somente assistindo, só poderia desenvolver a retórica em prol de suas próprias crises, sofismar em benefício de uma moral própria. Que assim seja! Sendo eu um réu confesso desse tipo de existência a qual o mundo dispensaria mais de uma centena de filósofos, desejo finalizar o meu prólogo. Não quero fixar-me em abstrações que não me perturbam o cérebro, e ego, a alma e pensamento agora. Nesse exato momento quero projetar daqui para o futuro, coisa mais bela e maior e que me faça sentir estar expurgando um vírus do meu corpo a ter de conviver com ele até a morte.

domingo, setembro 17, 2006

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Tango


TANGO E LIVRE ARGUMENTAÇÃO. Influência comum ao samba, os escravos negros fugidos de Montevidéu, a triste e distante mãe África. Os tambores da ancestralidade que vêm reafirmar a dor de um lamento e outras formas mais agonizantes de paixão. Tango, território sagrado para os intelectuais. Porém o som emana em ondas pelo ar. Um samba triste. Sagradas são as notas que emanam. Enfim, sabe o que sobra das incontáveis noites mal dormidas? Sobram essas palavras aqui, tingidas de melancolia, manchadas de amor e de ódio. O bandoleón canta a realidade compassada e dissonante, dura e leviana. Como na vida, um via vai de notas nos conduz. Escrevo a mão, não posso fugir, sei chorar as coisas do coração. (Faço desse o meu tema para um tango).

SONHO N# 3. Será que eu serei capaz de me perdoar? Será que você? você talvez nem lembre disso: o dia em que me pediu chorando q eu a fosse buscar na casa do seu pai. Me passa agora o sentimento de culpa, de ter sido relapso, cruel, talvez até severo, duro demais. Mandei você pegar um táxi e vir pra cá. Estava "emburrado" com o complexo de cinderela. Hoje sei que eu era o próprio cinderelo e que talvez tenha negligenciado dores incuráveis quando eu podia ser um ao menos paliativo. As horas, os dias, meses se passaram. Agora choro essa lembrança. Por quê eu fui assim? por quê eu fiz isso com você? "Ninguém sabe que coisa quer/ ninguém conhece a alma que tem/ nem o que é mal nem o que é bem" Pessoa. Me perdoe, por favor, por esse dentre tantos erros. É que quando a gente conhece a si mesmo, às vezes quer distância.

Cidade Natal

AQUELA NOITE COM A BRET, na cidade natal quando tudo aconteceu repentinamente. Eu lhe dei uma rosa da cor dos seus cabelos. Nos demos as mãos em um ato simbólico na consciência de estarmos perdidos. O Sol também se levanta e acorda os conflitos demasiado humanos. Causa uma fadiga existencial de não saber o quês nem por quês. Reafirma a teoria do meu discurso de impotência, de coisa inválida, vida inválida. Preciso jogar um pouco de magia q não seja vulgar na arte desse encontro. A poesia é insólita e sem futuro e a cidade chuvosa e abafada, descaracterizada pela memória de antes e com medo da violência de agora. Medo e tudo q faz uma pessoa querer olhar para o abismo e todos os rodopios no dia seguinte em que não dormimos. Sentei no colo da Bret, lambi seu umbigo, exaltei Dionísio. Ela observava tudo. Da sombra, o sol. De dentro de si, ela mesma. Inesquecível dia.

Robert Cohn

NOITE EM QUE FUI HUMILHADO por Robert Cohn: colecionador de selos, alcoólatra, gigolô e frequentador assíduo do Bar da Esquina. Essa noite fui comprar cigarros e acertar minha conta, com a dona do bar. E também bater um papinho furado com alguém porque é de ferro. Eu já estava encadeando, sem perdão, vários dias de birita na Semana-Trem-do-Horror... O Lobista estava sentado na mesa do Robert e pulou pra minha mesa quando me viu. Tomei uma cerveja com ele mas ele logo se irritou com alguma coisa que eu disse. Se deu conta de que não conseguiria nada de mim e foi embora. Paguei minha conta e comprei cigarros. Nessa hora a Pesseguinho apareceu na minha frente pra entregar as chaves de casa:
__ ?
__ ?
Eu fui só comprar cigarro, com desgosto em nossos olhos que faziam estremecer de amor e raiva. A cena seguinte à essa inesperada despedida me vejo sentado lá fora tentando decifrar estranhas mensagens que a Ruiva me mandava em código. Foi quando o Robert mandou que eu saísse da mesa. Maria de Cristo ainda intercedeu em meu favor mas não houve jeito. Meus olhos estremeciam novamente. Agora de dor, de angústia, de raiva, de pudor e nojo dessa vez. Fiquei paralisado. Eles saíram da mesa e entraram no bar. Eu pude ver o desprezo com que o Robert me olhava lá de dentro. Essa noite voltei pra casa com as lágrimas fervendo nos olhos, com angústia de um vagabundo sem letra, bandido sem arma, uma criança perdida no mundo.

Blues

Blues

Tô mastigando vidro. Vidrado talvez no meu próprio umbigo,
sendo que o amor é um prolongamento pseudíco do ego.
Tomando água eu vou ao cinema só numa sexta à noite.
Meus planos são curtos:
voltar com você. A minha cabeça
viaja longe, ligando a sua na minha,
sugando toda sua energia.
Meu coração palpita, bate, bate, estou aqui parado,
sem vis, sem fala, apesar dessa vós
que não cala. Me dá um beijo atordoado
de tanto amor que mela a boca.
Meu amor bate e volta.
Tô triste.

Começos e fins


INFINITA HIGHWAY. Raios, cores, luzes em alta velocidade, movimento, miopia e, como se, diz? Cegueira noturna, eu acho. O sono tenta vencer o cansaço. Tirar fotos e dar risadas, como pintar um quadro, para enfrentar a chegada na cidade grande. Noturno em movimento, Opus n# 1 de Chopin. Meu pensamento aquela hora era chegar em casa, tomar um banho naquele banheiro estranho e depois amá-la de qualquer forma proibida. Na manhã seguinte os aviões tornariam a pontuar as horas e os minutos, onde a luz penetra pela janela atrás da minha cabeça quando Valentina se vai. Quando ela se vai, ali sou um vampiro desperto e solitário. "Quando não pude dormir aprendi a escrever". Confinado no deserto das idéias, tentando chegar à nenhum lugar. Ilusões perdidas quanto longe eu estava. A Pearl agora se manifesta intermitentemente em minha cabeça, em meus pensamentos. __Memória, eu te odeio! Ouço vozes de mim para mim mesmo mas não compreendo esse esmo, essa lacuna q ficou no tempo. Onde todos os segundos valeram a pena, pela intensidade. Dia, hora, noite após noite.

Continuação


CONTINUAÇÃO. Os pratos se quebravam e não era um casamento grego. O Cigano esteve aqui em minha casa e eu lhe presenteei com uma foto, uma revista, uma meia e uma cueca. Era noite de esquecer de tudo, o começo da decomposição. De esquecer você e extirpar com a navalha alguns miomas intelectuais, além simples objetos...

É DOMINGO DE OUTONO você vem me ver, mas a gente não se vê há dias. Não tenho coragem de te dizer que conheci uma pianista. Você não possui mais o poder que tinha sobre mim mas, não sei de que forma, ainda sou seu. Meu anjo, aprendi a te esperar assim como uma aparição do etéreo. Cansei de te esperar. Nunca se acaba o ciclo da frustração. Meu ego e meu esmo viajam na brisa desse triste deletério. A mesma que faz as folhas velhas caírem. Verdades que nunca foram ditas e que sabemos sem dizer
.
Weisse Katze

Beat Paralelogramo

BEAT PARALELOGRAMO. Andar pelas ruas, as mesmas ruas. Estar sozinho ou acompanhado, viver uma realidade paralela. Ler, sentado em um Café. De tarde, de noite, no meio das pessoas, pareço tão alienado quanto realmente sou. Perto de mim, meus vários eus me confundem com suas personalidades. O eu de chapéu, o eu que espera sentado os vários minutos vagos passarem com imprecisão de tempo hora espaço vago. O eu anda pelas ruas durante o dia. O eu vaga pela noite durante a noite noite que é o meu açoite pois dia, te espero à tardinha, quando nos encontraremos felizes a olhar o céu que vai nos encher os olhos de nuvens. As lágrimas escorrem da felicidade mórbida de um luto. Perdido no globo que não me encontro, as pessoas não fazem a menor diferença e nem me dão nenhuma informação mas eu também não peço, não fazem a menor diferença. Estou imensamente entediado com as coisas que me cercam. Não me sensibilizam mais. Apenas vejo impassível as coisas passarem. Inerte, indiferente a tudo isso. Vivendo como estranha criatura da noite. Observo os desejos de amor, os delírios de amor, amor contido no vazio do eu que implora algum fio-terra com a existência. Os encontros, desencontros e desencontrados, histórias que sempre trazem um personagem oculto. Os amores e desamores que fazem da vida o pior e o melhor da vida. Litígios da aproximação.
Weisse Katze

sábado, setembro 16, 2006

Noite nos arredores e fuga



NOITE NOS ARRORES E FUGA. Como um pequeno príncipe desalmado vindo de um outro mundo vim questionar os mistérios da vida e do coração. Talvez, os mistérios do coração sejam mesmo os maiores, pois eles conduzem a vida à própria vida. Encontro-me fugindo de um problema quando não vejo a solução . Eis a verdade de que nada permanece nessa minha caminhada pelos subúrbios de madrugada. Me faz ver a voracidade da capital e de "o" capital na capital. São os jovens, as mulheres, os velhos, os malandros e os vagabundos. Em busca de um nada qualquer. Uma dose ginsbergiana de qualquer coisa: porra, bunda, caralho, karaokê...não importa. O que eu vou fazer da vida agora? Não encontrei paz interior até agora. Um único momento único me fez vez lá do alto. Onde os sábios respiram. Noite em fuga: de uma realidade menos morta, de um lugar menos obscuro mas meu coração está morto. Noite em jazzzz estou no centro, perto da rodoviária, pacifico blues dos mendigos. Noite fugaz. O quão alto pode voar uma borboleta? O quão alto pode voar meu pensamento?
Inequação.

Noites Adentros


A CIDADE MEIO NULA MEIO morta q açorda quando o céu enrubesce e me faz entristecer. Cheguei a conclusão de que esses anos todos pensando desde que mudamos ainda não cheguei a conclusão nenhuma. Moro em um edifício inacabado q um dia quis ser uma escola. Na verdade foi uma escola, o nome era O Pequeno Príncipe. Acabou fadada a ser escola da vida, erigida para abrigar sonhos e dramas, traumas e romances na memória dos que passaram por aqui. Ora, se não há uma dose de loucura em tudo isso? O meio-andar, a disposição aleatória das paredes... Não ouso chamar esse teto que me abriga de apartamento, não por desprezo, mas é melhor chama-lo pelo epíteto de cela. Embora eu queira ser um Vogelfrei, um fora da lei, um pássaro livre. O pé-direito alto evoca ares de ateliê. Aqui sou uma sombra de mim mesmo à luz de mim mesmo, à sombra de uma pintura noites adentros.

E OS ÚLTIMOS DA FILA. Falta a fala quando a fome vibra, meus olhos vibram. De dormir e acordar, por onde começar? Às vezes sinto presente o ser-animal, quando desperto. Procuro logo abrigo em algum mim-mesmo mais racional, porém , às vezes o animal continua arredio. Fico mimetisado pra ver se ele não me vê. Queria ser o quê não sou, queria ser o q eu era. Renascer dos ventos de uma nova percepção do caos. Glória ao tempo que a tinta apague a pintura dos meus versos. Uma amiga de outras vidas vem me visitar trazendo uma brisa do passado q me consola. Mas Fênix, minha querida, somos os últimos da fila...

Papagaio Mudo



Papagaio Mudo

Quero me cobrir mas quando me cubro
sinto calor.
Chamo isso de frio interior.
Veja, já sinto calor. Mas minhas palavras
estão cravejadas de lágrimas
Eu creio. Auxilia-me Senhor na minha descrença
pois já me descubro
e o frio não passa.
je suis
je
je