terça-feira, novembro 28, 2006

Para Mildred


Você foi de uma beleza sólida
aos meus olhos bacantes
Queria essa embriaguez para sempre
Não quis hora nenhuma te ofender
eu quis você
Me completa
Com a mesma toalha que limpei minha porra
enxuguei minhas lágrimas
Eu só queria te ver e morrer no sonho
ao invés de acordar de um pesadelo
Ter a cumplicidade de olhar nos seus olhos,
intimamente.
de um gozo que nunca tem fim
Com amor,

Ein von die viel


Feinde der Grammatik

quinta-feira, novembro 23, 2006

Profissão e Sacerdócio

Sabem quem é esse neguinho aí em cima? É o Spinoza. Pois então, é por esse caminho espinhoso, de ler, reler e ler novamente até entender os pensamentos e a forma de expor o pensamento dos outros, que transitam os fortuitos filósofos. Eu prefiro ouvir jazz, mas não deixo de ler. Sem compromisso com a academia e a erudição que ela requer, sem pensar nos rótulos. Deixo isso para os glossadores, como o próprio Deleuze diria. Digo isso na minha condição de poeta e homem das palavras. Há um pensamento nas entrelinhas? eu não sabia, mas procuro contrariar um pouco a gramática, assim como os filósofos criam palavras e os filólogos as explicam. E esse caminho espinhoso da filosofia eu não quis, nunca sonhei. Considero que no máximo dos máximos eu deva ter apenas um baixíssimo e frustrado devir filosófico. Mas foda-se. Fodam-se os academissismos e os acadêmicos por consequência. Quem vai organizar meu pensamento sou eu. Ou talvez um bom psiquiatra? Vá lá então o que é a psicologia ou a psiquiatria? A que se dedicam esses nobres seres humanos, não mais do que humanos? Talvez seja eu um dissoluto. Perdido na memória rústica e talvez cruel do passado que eu acredito. Talvez, talvez, talvez, mais nada além de talvez, talvez quiçá. E então faço essas palavras pertencerem a mim e tecem uma longa teia na eternidade. Num momento em que tenho que sentar no ombro de gigantes que nem nunca vieram aqui na rocinha pra falar o que é Deus ou criar conceitos e discutir a própria maluquice. Sinto muito mas a porralouquice tomou conta geral, invadiu. É como Fernando falou: " Ninguém sabe que coisa quer/ Ninguém conhece a alma que tem/ Nem o que é mal/ Nem o que é bem. . ." encerro a minha ladainha por aqui. Mas saiba que muitos jazzistas americanos e sambistas brasileiros (o óbvio ulula) ganharam o pão com a sua ladainha. Dizzy, Thelonious, Mingus, Cartola, Sargento, Lupicinio Rodrigues...e por aí vai, até hoje. Ladainha de boa qualidade. Que diz o que tem pra dizer, não enrola, só na hora, e faz. BuM!!

Profissão e Sacerdócio


Axioma
A partir do relato de minhas próprias experiências tentarei demonstrar que, em menor ou maior grau, profissão, ainda hoje, pode ser cosiderada uma espécie de sacerdócio da era moderna. Qual o que, em busca de uma profissão que possa defini-lo socialmente, o peso do dinheiro ainda é maior que qualquer idealismo. Pense no meu ideal de ser escritor. Como explicar isso para a sociedade? Como sobreviver com todas as letras? Palavra por palavra? Da observação do que supostamente seja essa corrida por uma estabilidade econômica, casada à realização pessoal, tentarei de forma clara e isenta estabelecer pequenas verdades sobre cada profissão a ser analisada. A começar por aquelas mais óbvias que serão invintávelmente abordadas e usadas como figura de linguagem, como o próprio sacerdócio. Também sair em defesa de cada uma. A medicina, em seu valor milenar, também como forma de sacerdócio, relativo às reverências recebidas por aqueles que têm prestígio dentro da sociedade (que quanto menor, mais poder social esse indivíduo deve ter). Mas simultaneamente tentar desvendar os males e estigmas que assolam cada uma.
Continua Prólogo...

quarta-feira, novembro 22, 2006

Conto de Fadas


Para sair um pouco dessa história de mim mesmo um tanto ensimesmada: um conto de fadas, mas, somente nos sonhos de Mildred.
Numa aldeia longínqua, fora de todas as rotas de comércio e de passagem onde hoje é o norte da Alemanha, viveu uma moça muito romântica e sonhadora, seus olhos porém, não mais normais do que seus pensamentos, sua força guerreira era de uma ancestralidade celta e gnóstica. Esses contos Pã, de fadas, elfos, duendes e gnomos, que eram contados apenas nas tabernas estavam proibidos pelas leis da Igreja, católica ou protestante. Nessa época, por volta de 1780, os caprichos se chocavam entre o alto clérigo e a nobreza mas isso não é importante agora. O importante é que essa moça se apaixonou uma vez. Tão somente uma única vez.
Nessa aldeia vivia também um rapaz que já era um homem, pois naquela época os homens viravam homens mais precocemente. E aquele rapaz trabalhava: plantava e colhia, cortava e carregava lenha para quase todos os aldeães e enquanto caminhava pelas colinas do campo, seu pensamento fluía para além do horizonte, até que seus olhos pudessem enxergar somente o vulto das montanhas.
Não eram muitos os jovens na aldeia e tampouco com a vitalidade que deles emanava, como perfume de jasmim em noite de verão misturado à relva selvagem dos bosques, isso fez com que os dois se aproximassem um do outro.
Continua...

terça-feira, novembro 21, 2006

eu quase eu



eu quase eu.


A vida é assim essa confusão sem vírgulas sem fim, de atrapalhadas ilusões. Eu quase eu. Com dor de estômago, sem voz, sem fôlego, eu quase morro, tropeço, sofro. Abuso da festa que é estar vivo. Abuso do tempo, das horas. Quem não acompanha (Cronos) se assusta quando elas passam. E quando elas não voltam mais, feito as mulheres. Pregos escorridos no metal líquido do surrealismo. Floresta de vidro. Este sou outro eu.

segunda-feira, novembro 20, 2006

Abalada Idiossincrasia



No embalo desse eterno momento
o ciúmes, um afago, um apego,
um beijo
Há cumplicidade entre dois seres
nasce e morre e cresce
o homem
Se o meu corpo falasse
e minha alma fosse algo
além de mim mesmo
restaria apenas
o desejo

domingo, novembro 19, 2006

Por onde andará Valentina?
os porcos e pigmeus devem saber.
além dos putos.

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Nasce um jornal

Picolé de notícias

Como



Como impedir que eu me engane? Que não seja ético comigo mesmo? Como não impedir que eu chore? Que eu me envergonhe? Como não continuar me enganado? sem saber ao certo o que é verdade? Como ñ duvidar? Como calar? Como ser um bicho escroto nessa batalha titânica de ser uma barata? Como preencher essa página ,à toa? Como ainda não ser? E o Zé, como vai? Como não encher a pagina de perguntas? como uma galinha ciscando dúvidas? Eu e nem ninguém, sabe o que quer. "Ninguém conhece a alma que tem...

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É a Hora
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(Fernando Pessoa)
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Nem Rei
Nem Lei
Nem Paz
Nem Guerra
Define o perfil do ser
Este fulgor Baco de Terra
Que Portugal a entristecer
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Brilho sem luz
e sem arder
Que o fogo fátuo
encerra
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Ninguém sabe que coisa
quer
Ninguém conhece a alma
que tem
Nem o que é Mal
Nem o que é Bem
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Que ânsia distante perto
chore?
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Tudo e disperso e derradeiro
Tudo é incerto nada e inteiro
Ô Portugal, hoje
és nevoeiro

É a Hora!

terça-feira, novembro 14, 2006

vor drei Tagen

Nesses dias não tenho me sentido muito bem. Sem libido, sem vontade. O sábado e o domingo passei sozinho. Há alguma coisa dentro de mim que não encontro, a buscar nos instintos, a buscar nos livros, a buscar no abismo, a buscar em um dicionário. Esqueço as coisas que se vão na velocidade infinita do pensamento. São pontes que desabam entre u pensamento e outro. Outrópico. Voa como uma pássaro livre. Quando pensava que meu barco ia em direção ao mar a maré o trouxe de volta para a bahia. de volta ao horizonte sinuoso onde nos apoiamos em mesas, platôs, taças e em que a atividade em si se torna o horizonte, o plano de imanência. Numa terra onde me sinto tentado a sair a ser um cigano, me desvencilhar dessas montanhas que acercam nossa cidade. Ir além do círculo que se fecha entorno do meu próprio umbigo entre a infinidade em que voa o pensamento e o exercício de mantê-los à razão de uma atividade diária de sermos "seres lentos". Em dias como hoje em que dormi a tarde toda, ouvi barulho de avião, atendi duas vezes o telefone, vejo, com uma peculiar distorção algo que aparenta ser Realidade. A, como alguém diria, nervura do real. Tenho preferido dormir, entretanto, na tentativa vagarosa de me adaptar a isso. Ler é ouvir o que alguém tem a dizer, às vezes no tom mais agudo. Tenho preferido escrever a ler.
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Weisse Katze

segunda-feira, novembro 13, 2006

A Lagoinha e seus segredos

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Em nossa tentativa de descobrir um pouco mais da essência do Bairro da Lagoinha, que fazia parte da zona boêmia e se eternizou em livro, série de TV e muitas outras historias com seus personagens nobres ou dissolutos, entramos em contato com dona Marília Ferreira de Freitas, ex-aluna do UNI-BH, na época em que a instituição se chamava Fundação Belo Horizonte, e ela concordou em nos ceder essa entrevista. Estávamos motivados a saber mais da época em que, "de repente não mais que de repente", a ditadura se instalou de vez no Brasil, mais precisamente em 1964, o chamado "ano do golpe militar". A intenção era entender um pouco mais o que acontecia na vida daquelas pessoas e qual era o seu cotidiano, de uma maneira geral. Uma entrevista que abordasse as lembranças mais tênues de alguém que viveu essa época. Em nossa conversa dona Marília recordou-se de vários fatos peculiares e engraçados. E também revelou-nos saborosas lembranças daqueles que foram chamados anos dourados. Confira.
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Papagaio Mudo: Para começar, nos conte um pouco como era a vida cotidiana da sua família?
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Marília de Freitas: Bem, meu avô saiu de Catas Altas muitos e veio morar aqui nesse bairro, quando a cidade ainda era bem nova. Meu pai consertava coisas, era mecânico. Ele tinha um Ford modelo 28. Eu me lembro de ter andado nesse carro. Ainda hoje ele é preservado por meus irmãos como uma relíquia de família. A minha família aliás é uma das mais antigas do da Lagoinha, assim como os Vaz de Melo, a família Morici, de origem italiana, e a família Sampaio.
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P. M. : Em geral como era a aparência do bairro? Como era o cenário em que vivia a sua família?
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M. F. : Na minha casa havia fogão de lenha. As casas eram como chácaras espalhadas entorno do Conjunto I.A.P.I. . Dizem que no início da construção da cidade havia, onde hoje é a avenida Antônio Carlos, uma lagoinha, que acabou dando nome ao bairro. As ruas em de pedras, haviam procissões das igrejas...havia também um único ônibus, o bonde...Ah tinha a "Casa da Loba"

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P.M. : Era uma casa residencial? Por quê tinha esse nome?
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M.F. : Eu acho que era chamada assim por ostentar na eira aquela cena clássica da loba amamentando Remo e Reno, mito de criação de Roma, sabe? Deve ser por isso que era famosa a casa.
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P.M. : Haviam pensões ou hotéis na Lagoinha, devido à proximidade com a rodoviária?
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M.F. : No bairro haviam republicas de estudantes que vinham do interior cursar o Cefet ou a UFMG. Tinha também aquelas casas para moças, sabe? E duas ou três pensões sim, talvez mais, não me lembro bem.
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P.M. : Você se recorda dos jovens e do comportamento das pessoa naquela época em que a Lagoinha fazia parte, senão centralizava propriamente a zona boêmia da cidade?
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M.F. : Sim, eu me lembro. Era um tempo de serestas e serenatas, em que os jovens tocavam violão na porta das casas. O bairro era mesmo dos pinguços e das putas durante a noite, mas eles respeitavam a vida cotidiana dos moradores. Meu tio era oficial do exército e músico da banda marcial. Ele tocava no Montanhês (clube) e tocou uma vez com Luís Gonzaga, o rei do baião. A minha tia se vestia de homem, para não ser reconhecida, e ia lá no clube vigiar meu tio. Não sei porque me lembrei desse fato curioso...
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P.M. : Aproveitando o viés dessa conversa, dizem que na época lendas de alguns personagens exóticos. Você se lembra de algum?
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M.F. : Ah, sim, claro. Aquela era a época do Cintura Fina, que era bastante conhecido na zona boêmia, mas naquele tempo era só uma figura folclórica da cidade e ninguém sabia que iria virar patrimônio literário belorizontino. E tinha a Loira do Bonfim, que muitos disseram ter visto e as pessoas tinham medo, faziam medo nas crianças. Essa sim era uma verdadeira lenda da época.
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P.M. : E como eram os carnavais da época? Você se lembra de algum bloco caricato?
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M.F. : Lembro sim. Era muito bom o carnaval. Não tinha toda essa violência que a gente vê hoje em dia. Eu desfilei no Canto da Alvorada, bloco aqui do bairro da Lagoinha, e tinha também o Bloco dos Caricatos, do Santa Teresa e o Boca Branca, do Floresta. E nos clubes também tinha carnaval. Nos bailes do Fluminense a gente pulava carnaval de sandália Havaiana e era normal.
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Nome: Marília Ferreira de Freitas
Idade: 50 anos
Profissão: Professora
Meio de transporte: Ônibus
Time do coração: Atlético Mineiro
Medos: Da morte, da violência e dos clichês
Sonho: Ganhar na loteria
Frase ou pensamento: "A vida é o pecado dos homens"
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Aguerdem mais um perfil de um ilustre anônimo . . .

terça-feira, novembro 07, 2006

Se te dizem

Se te dizem um segredo e você está disposto a realmente não contar esse segredo, você se sente importante. As coisas fluem como devem fluir, mas não fazem como queremos, o quê, quem? Sei lá. "O medo é cultural". E se se abstrai dessa cultura enraizada na barriga, e se se morre filosoficamente sem enlouquecer, pois é o que a sociedade pede aos artistas: morrer, um pouco mais de autocontrole, loucura sadia, loucura comedida, nada de loucura bandida embora essa acaba por aprender a sobreviver, tudo parece normal, tudo parece quase irreal, mesmo a dor que dói na pele, ou angústia se tornam mais suportáveis. Sei lá o que é silêncio o que reverbera dentro de mim sem dizer nada, sem se despedir mesmo quando durmo em sonho, não diz nada. Mas de madrugada, a porta do quarto se abre e aponta um brilho de outro mundo aqui mesmo na terra, o sol Shambala, o Zen, o Nada, e o sono vem novamente.
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Ein von die Viel

Ideologia, política e juventude

É a hora de terminar esse esboço de ensaio antes de ele se torne interminável e bom seria se fosse assim. Antes que eu me aproxime demais da beirada desse um abismo teórico. Assim sendo, pretendo finalizar aqui uma coisa que deixaria para não ser verdadeiramente acabada enquanto intuição filosófica para mim mesmo ou para as gerações, que são muitas e se multiplicam a cada sete anos. O fato é que há muito a se discutir, muito a que se estudar. Muito disso tudo que transcorre na fala multidisciplinar, no discorrer do discurso, nos eufemismos, prosódias, prosopopéias sem que dêem conta disso. Impossível fazer mais recortes no tempo, embora eu agora me contradiga, é necessário que se viva esse momento mas como eu já havia citado através da palavras de Camus que só a consciência do que acontece em si mesmo, ao seu redor, no bairro, no mundo, é que se pode emitir uma opinião com base teórico analítica, depende da sua própria teoria, depende do seu ponto de vista não mais. De resto são reverberações glossadoras de outros autores predecessores, em suas mesquinharias ego-teóricas. Basta dizer que esta flecha que perpassa o ar, ultrajando qualquer moral que se apresente, acaba por realmente cair nesse abismo teórico. Acaba de se dissipar para sempre. Acaba de não saber mais o que dizer além das dicas que deixo aqui nas entrelinhas para serem explicitamente fisgadas. Em mais uma última pincelada, deixo a razão aliada à certeza de que há valor no conhecimento, discernimento e senso crítico que todos que pesam sobre o mundo deveriam exercer. Beijos e abraços àqueles que ficam. Ternura e utopia para aqueles que sonham. Muita clareza de espírito para essa vida social política tão turbulenta, onde as sombras se alongam sobre gerações e gerações em degeneração capitalista. Gerações de homens, jovens e meninos, de cegueira total, parcial e absoluta. Desejo iguais condições de vida a todos que leiam essas palavras. Por um mundo um pouco melhor. Pessoas tristes, não chorem. Expurgai-vos o riso do sarcasmo e da dor, meninas. Chorem de si mesmas.

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sábado, novembro 04, 2006

casa 3


A CIDADE MEIO NULA, MEIO morta q açorda quando o céu enrubesce me faz entristecer. Cheguei a conclusão de q esses anos todos pensando desde q mudamos, ainda não cheguei a conclusão nenhuma. Moro em um prédio inacabado q um dia quis ser uma escola, escola da vida, erigido para abrigar sonhos, dramas e romances. Ora, se não há uma dose de loucura nisso. O meio-andar? E a disposição aleatória das paredes? não ouso chamar esse teto que me abriga nas noites de verão, pelo epíteto de apartamento, melhor cela. O pé-direito alto evoca ares de ateliê. Aqui sou uma sombra de mim mesmo, a sombra de uma pintura, noites adentros.
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frei Vogel

quinta-feira, novembro 02, 2006

Em Lençóis

AQUELA NOITE EM LENÇÓIS quando eu me encontrava em maus lençóis, em que todo grito não dizia apenas uma palavra, eu vos confesso: cansado ao extremo de toda loucura mundana e no limite das minhas forças, pedi para morrer. Apenas mais um somado à infinita substancialidade. Eu me banhei nas águas frias do rio que além da sobriedade de um cartão postal também esconde certa tristeza. Depois, me deitei em uma pequena gruta como se aquele fosse o berço ancestral de minha existência e novamente não fiz questão de viver. O sono dos justos não me acolhe há tempos. Já não me lembro a ultima vez que dormi em paz e as pessoas me perguntam porquê. Arrebatadora zona de conflito...
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Ein von die viel

quarta-feira, novembro 01, 2006

Como

E COMO SE ESCREVE? Eu escrevo assim: Arial, corpo 9, sem espaçamento, margem de zero à sete e meio, centralizado. Se você estiver lendo isso publicado e não estiver assim, não é o padrão que eu criei. Ou melhor me adaptei por gostar de escrever em papel pequeno. Escrever em bloquinho de garçom é coisa que eu sempre fiz. Veja que eu não faço um parágrafo, nunca bato Enter. Não existe Enter no papelinho. Escrevo à pena, na verdade uma caneta que solta tinta, o mais próximo que consigo chegar de um tempo (não muito longe) em que o Marquês de Sade escrevia. A "pena" dá fluidez, borrões, rabiscos propositais, desenhos de puro inconsciente. Fluidez. Costumo dizer que ela demora um tempo até pegar força xamãnica e então esse poder das forças ocultas me ajudam a fazer fluir inspiração.

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Alice

A TÍMIDA MALDADE DOS COELHOS BRANCOS nos arredores da Católica. Lá encontrei olhares mortos, triste no meio do vazio, mesmo assim sem fazer alusão a nada. Antes fosse o nada, mas nada. Vi como se a vida fosse uma loja em oferta. Sinto ter visto tanto contentamento com essa vida sem sentido. Sobrevivem senão pelo amor à si mesmos e nada mais. A ilusão um dia se torna realidade. Livrai-vos dessa imbecilidade triste e prepotente que vos assola e dêem um tapa na cara do mundo, em quem você acha que merece. Indignem-se!!! com toda falsidade ideológica eu esteja ao seu redor mesmo que seja essa mesmo que estas lendo... meu caro, meus caros nada mais imoral do que ter olhos e não querer enxergar, ter ouvidos e não querer ouvir, ter boca e não querer falar. Vi somente o que estava ao meu redor em apenas um dia de análise participativa portanto não tome esse como um texto que pretende ser político antropologicamente acadêmico. Mas isso não me impede de dar minha opinião. Isso não me impede de refletir a primeira impressão que tive. Nada me impede de criticar quem eu bem quiser, inclusive a mim mesmo. Esses talvez sejam alguns exemplos que eu citarei mais tarde nas minhas considerações finais, mesmo assim, ninguém está imune a imbecilização da indústria cultural/ mídia protegida pelas elites caretas e quanto menos elite mais careta pois passará pelo crivo da hierarquia da caretice que ainda governa pelas rédeas, que ainda domina pelo poder econômico, que ainda destrói ao invés de criar. Tecnicamente falando nossa juventude é ultra miserável ( de cultura, história, escola...) e bossa nova no sentido de que mesmo sob a nova ditadura ( talvez velha) da mídia, do capital, do crime contra a ética, é plenamente aceitável e ponto final, continua...
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Ein von die viel

Noites Adentros

Tô tendo reações infantis porque como são as maduras? Eu podia fazer uma lista de desventuras começando por essa de ninguém ler minhas palavras. Só mesmo fazendo uma propaganda insistente de si mesmo. Você falou que eu falei, eu não lembro. De entre tantas faltas cometidas, dois pênaltis perdidos e toda cultura inútil acumulada sai uma crítica de si mesmo, sai um escracho deslavado, uma dor de barriga? Jorginho, já tomou banho? Alguém ai já teve dor de barriga? Não sei se essas coisas também passam? Passa vida, passa hora, lá se vai o tempo perdido. E com isso eu fico sem resposta. Sem feed-back.

Ein von die viel