sexta-feira, dezembro 29, 2006

Moacir Santos



Biografia

Moacir Santos é considerado pelos críticos e pesquisadores musicais como um dos principais arranjadores e compositores brasileiros, aquele que renovou a linguagem da harmonia no país. Moacir Santos começou cedo sua história musical, se unindo à banda da sua Flores do Pajeú natal, em pleno sertão pernambucano, aos 14 anos, tocando saxofone, clarinete e trompete, entre outros instrumentos. Dois anos depois ele saiu pelo nordeste afora até 1943, quando arrumou um emprego na Rádio Clube de Recife. Em 1945 foi para a Paraíba, onde tocou na banda da Polícia Militar e na jazz band da Rádio Tabajara como clarinetista e tenorista. Em 1948 ele mudou para o Rio de Janeiro, onde trabalhou na gafieira "Clube Brasil Danças" durante 18 anos como saxofonista, arranjador e maestro.Outro longo emprego que teve foi na Rádio Nacional, começando como tenorista da Orquestra do Maestro Chiquinho. Como fazia arranjos sem conhecer as regras, Santos se iniciou em teoria musical com Guerra Peixe e depois foi estudar com o grande musicólogo e compositor alemão Hans Joachim Koellreutter, de quem Santos depois se tornou assistente. Durante essa década ele começou a dar aulas, mas foi nos sessenta que ficou famoso, sendo professor de grandes talentos, como Paulo Moura, Oscar Castro-Neves, Baden Powell, Maurício Einhorn, Sérgio Mendes, João Donato, Roberto Menescal, Dori Caymmi e Airto Moreira, entre outros. Em 1951, ele foi convidado por Paulo Tapajós, diretor da Rádio Nacional para ser um maestro e arranjador do elenco, onde permaneceu até 1967. Em 1954, Santos foi para São Paulo onde dirigiu a orquestra da TV Record. Dois anos depois, ele voltou ao Rio de Janeiro, retomando seu trabalho na Rádio Nacional e se tornou regente na Copacabana Discos. Com o prestígio alcançado no Brasil, Santos gravou em 1965 pela Forma, o seu primeiro álbum solo, "Coisas". Santos compôs trilhas sonoras para muitos filmes como "Love in the Pacific", "Seara Vermelha"(Rui Aversa), Ganga Zumba (Cacá Diegues), O Santo Médico (Sacha Gordine), e Os Fuzis (Ruy Guerra), entre outros. Em 1967, ele deixou a Rádio Nacional e se mudou para os EUA, indo morar em Pasadena, onde ficou dando aulas de música até ser descoberto por Horace Silver. Em 1985, ele abriu junto com Radamés Gnattali, no Rio de Janeiro, o I Free Jazz Festival. Em 1996, ele condecorado pelo Presidente Fernando Henrique com a comenda da Ordem do Rio Branco. No mesmo ano, Santos foi homenageado no Brazilian Summer Festival em Los Angeles.Seus arranjos originais para várias de suas composições foram transcritas por Mário Adnet e Zé Nogueira no álbum duplo "Ouro Negro"(2001), que teve as participações de Milton Nascimento, João Donato, Gilberto Gil, e do próprio Moacir Santos, entre outros.

Discografia
1965
Coisas
Forma/Universal Music
1972
Maestro
Blue Note
1974
Saudade
Blue Note
2001
Ouro Negro
Independente

das Neves

de 36 a 49 – de 0 a 13 anos
Criadores da Escola – Old School

terça-feira, dezembro 12, 2006

Verdana

Preciso voltar a mim mesmo. Hoje estive fora. Fora do mundo, fora da mente que pensa nos problemas. Ando crescendo para dentro ultimamente, lendo as aventuras de Alice. Preciso voltar.

weIsSe KaTzE

domingo, dezembro 10, 2006

Riso rizoma

Preciso falar incessantemente como se se eu parasse, algo sobre o vazio sem sustentação cairia com a leveza de uma bigorna e desmancharia no ar antes de alcançar o chão. Preciso falar mesmo que apenas para preencher esse pedaço de espaço virtual, esse papel eventualmente. Ah! porque q eu fui lembrar de não mais me preocupar e sofrer com o anonimato, mas saber que, como disse o outro: o importante é caminhar. Não importa que seja na frente. Os que estão ao lado também têm seu valor na caminhada. Papo meramente político, mas isso me tocou. Eu sou anti-maquiavelíco. Não importa o quanto seus pensamentos políticos tenham servido para elucidar o panorama da época, chegando a traçar uma elaborada via de conduta. Vejam, eu tenho que falar. Comigo mesmo, com o teclado, com você, seja quem for onde estiver. Tentei contato com seres humanos, mas tá difícil. Eles sumiram. Talvez (palavra que a tudo define ou indefine) eu tenha sumido. E é assim que eu estou me sentindo: invisível. É assim que eu acho que todo mundo se sente, não importa o brilho dos holofotes. Por isso elas tanto os desejam. Para não passarem a vida sem dinheiro e ainda mais desapercebido. Não perceberam ainda que existe um maneira pouco convencional de ser livre. Essa maneira que cada um, eu sei se sente vítima de uma prisão aberta, deve encontrar. Às vezes pouco convencional, às vezes totalmente convencional. Mas libertar-se a qualquer custo. Mesmo que esse seja a própria vida.

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Ein von der viel

Tua goela!



Nervos na mão
escolho a informação
vou sair daqui


não aguento mais essa

rodadesonsdesencontrados
cacos de palavras sobrepostos
paravólas ânvulas de caos

Vai-se

alçar vôo

o doce trombone
já vai se acalmando
na Paleontolinésia

sábado, dezembro 09, 2006

YouTube

ajg GODOTil,mhbhslç´ ] [ ]ç,mnbvcxdazwq24topúç´´ppo=-09i987766567126482iytdlelkbef.u buewyt8dofup94u-8qvt8elri~qvp3>adlfhi h~vihrp np 9u~-9u-p bç´´];ç n070
Godard
c'est ça
..................................................................................KaTze
........

Conclusões


ALLA TEDESCA

Pode-se dizer, usando a linguagem alimentar que existem pessoas amargas, indigestas, azedas até. mas não estou certo de que já se tenha dito que o amor também possa ser como o movimento d uma ulceração contínua. Há vítimas que nascem com vocação para carrasco e há vítimas que serão sempre vítimas. seja desse, dessa ou daquele outro. O amor como movimento regurgitório, autofágico, canibal. Enquanto Cronos devora uma vaga noção de tempo.

Alice e o gato de

Cheschire
Eu nunca estive preparado para nada e mesmo assim a vida seguiu seu rumo, inevitavelmente, ao mesmo tempo em várias direções. Nao importa que a vida seja mesmo uma aventura errante. O que importa agora é me sentir vivo. Estou preparado para o que vier ao meu encontro. Como lidar com esse algo indecifrável? Porque amanha será o passado.
Katze

segunda-feira, dezembro 04, 2006

O Anti-Édipo

Escrevo aos pés de São Miguel Arcanjo, sobre os auspícios de ser também um anjo. De ser um anjo caído, distraído. De saber o que é o amor, sem dicas, nem regras, nem que direção tomar mas, se não é uma máscara impassível, uma barreira, se não está nos copo e nem é filtrado e nada significa então isso é o que não é o amor. O amor é o perdão. Próximo ao dia 8 de dezembro, dia da morte de John Lennon, as pessoas escrevem cartas à Yoko Ono. Em resposta ela, que alguns amam e outros odeiam, escreveu uma elegia ao perdão:
"O dia de 8 de dezembro está novamente se aproximando. Neste dia, todos os anos, sei que muitas pessoas em todo o mundo se lembram de meu marido John Lennon e de sua mensagem de paz", escreveu Ono em carta publicada pelo jornal New York Times.
A viúva de Lennon também mencionou o sofrimento de outros que perderam entes queridos em atos de violência, assim como dos que sofreram abusos e torturas.
"Digo às pessoas que perderam entes queridos sem motivo: perdoem-nos por não ter conseguido impedir a tragédia, e rezemos para que as feridas se fechem", diz o texto. "Aos soldados de todos os país em todos os séculos, que ficaram aleijados por toda a vida ou que perderam a vida, digo: perdoem-nos por nossos erros de julgamento e o que aconteceu por causa deles", prossegue. "Às pessoas que foram abusadas e torturadas: perdoem-nos por ter permitido que isso aconteça", acrescentou Yoko Ono. "Como viúva de alguém que foi assassinado em um ato de violência, não sei se estou pronta para perdoar o homem que apertou o gatilho. Estou certa de que todas as vítimas de crimes violentos sentem o mesmo do que eu. Mas sarar é do que o mundo mais precisa hoje. Saremos nossas feridas juntos", pediu Ono.
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Signed

Weisse KaTze

vida seca

A LOUCA ESTÉTICA DE DONA MARCELINA. Enquanto íamos e vínhamos eu observava aqueles lugares onde nunca fomos, como aquela noite em Nova Era, queria ter dito mais vezes eu te amo, quimera...Eu observava, no banco do passageiro, as labaredas das indústrias, os descampados, os aglomerados, as beiras de estrada... e me lembrava da Dona Marcelina. Ela quem limpava o apê da Valentina, de forma estranha e meticulosa. Como eu poderia descreve-la? sendo que a vi tão poucas vezes. Era uma senhora de baixa estatura, bem baixa, corpulenta e tímida. O fato é que ela tinha um senso muito louco de limpeza. Ela limpava cada taco do chão, um por um, deixando os que não conseguia para outro dia e uma visível obra de arte no chão. Talvez pela proximidade visual e meticulosidade com que ela exercia cada função, fosse ela assim, sem saber, criadora de estética visual única na arte de limpar tacos de madeira. Se eu fosse antropólogo ou psiquiatra eu estudaria essa mulher. Como ela desenvolveu essa metodologia de limpeza, de onde vem essa obsessão assimétrica e simétrica, em quanto tempo ela calcula limpar todos os extras. Se ela tem noção da susceptibilidade do emprego, e se ela tem, o que ela acha disso, de deixar uma obra inacabada. Essas são as perguntas que eu nunca fiz.
Weisse Katze

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Para Theo

MEU TIPO INESQUECÍVEL, segundo os princípios do neopositivismo de Wittgenstein. E o que eu poderia falar do meu tipo inesquecível? Sendo que esse foram tantos e de tantas formas? Eu falaria dos olhos da Beatriz: tristes e alegres ao mesmo tempo, jamais irradiantes. Eu me lembraria de uma característica física de cada uma delas, sendo que considero como tipo aquela pessoa que marcou sua vida, no caso, no amor. Por falar nisso, eu acho o ponto e vírgula tão inútil. Esteticamente ele é feio. Eu me lembraria jeito de cada uma. Remontando um quebra-cabeças de cada uma. Seria isso possível. Talvez. Os sonhos de Pesseguinho, sua boca, seu olhar inatingível, por mais longe que eu fosse dentro dos seus olhos. Um poeta vive de sonhos e sobrevive sei lá de que. De amor. Nesse caso, amor pode ser idolatria, piedade, pena, ou desprezo. O amor pode ser tudo, até ódio. Mas o contrario dificilmente é verdadeiro. O Dalhai Lama fala que você pode até sentir raiva(ele não diz ódio) por alguém que você ama(partindo do princípio de que se ama a todos, o amor fraterno) e vê que não está fazendo a coisa certa. É isso que ele diz.... Eu odiei e amei muitas vezes. Devia ter só amado? Nem a mi mesmo isso acontece. Por isso é tão difícil escrever sobre esse tema. Ah.. tem uma pessoa nessa história que eu incluiria: minha mãe.