sábado, janeiro 27, 2007

Falsa Nota

Falsa Nota. Nada como uma tristeza qualquer para escrever qualquer merda. Sinto estar só vivendo a vida. Crescendo como uma planta. Ventos fortes não vão abalar o que existe dentro de mim porque minha seiva é feita de matéria mais antiga. Nada padecerá. Nada já me atinge e poderá me atingir pois essa matéria se encontra distante, distante. Escrevendo com meus amigos, aos meus amigos, mas realmente não sinto como isso irá mudar o rumo da minha vida. Não tive filhos. Tenho a mim mesmo pra cuidar e já fico velho no passado presente que me fez refém. Chove um bocado esta noite. A luz da vela produz sombras tremulantes pelos pergaminhos, uma gargalhada solta ao vento e os cachorros não param de latir. Quando finalmente cairá a ultima gota? Quando antes mesmo de germinar vai secar? Uma árvore morre longe daqueles que não viram sua vida. E o próximo inverno também vai identificar aquele projeto de vida que não germinou. aquela velha sensação. Aquela antiga gripe. Verás que la gita não se fez nas minas d’água mas a água da palavra. Sendo mesmo tudo uma soma e nós, rizoma, rio, a r v a l a p . A existência cresce e vive crescendo para onde se considera menos provável. Como um falso brilhante. Como uma nota falsa.

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