sexta-feira, dezembro 21, 2007

Noites Adentros

Ernest Hemingway e Fidel Castro
Havana, maio de 1960

AQUELA NOITE COM A BRET na cidade natal quando tudo aconteceu tão derepente. Dei a ela uma rosa da cor de seus cabelos. Então nós demos as mãos em um ato simbólico, representando a consciência de estar perdido. "The Sun Also Rises"- o sol também se levanta e acorda conflitos demasiado humanos. Causa fadiga existencial de um não saber de quês nem porques. Reafirmando um discurso de impotência, de coisa inválida, vida inválida. Preciso jogar um pouco de mágica, q não seja vulgar, na arte desse encontro. A poesia é insólita e somente é, não tem futuro. A cidade chuvosa abafa, descaracterizada pela memória, o medo da própria violência. Tudo oq faz uma pessoa não querer mais olhar pro abismo. Todos os giros e rodopios do dia seguinte em que não dormimos.
Sentei no seu colo, lambi seu umbigo e exaltei Dionísio. Ela observava tudo. Da sombra, o sol. De dentro de si, ela mesma. E eu, um dia que nunca esquecerei.
Katze

Um comentário:

penugem de virgem disse...

Saúde, Cuba, me ocorre agora um poker nas ruas desertas de Havana... esperando no straight flush a recompensa da sorte que atormentou minha vida. Pena não ter sorte em um dia ter ido a Cuba, quero Cuba Libre. Quero umbigos das meninas que escrevem "rsrsrsrsrs" quando eu solto uma piada nonsense... Mas voltando ao texto, é como ir a Cuba, achar nonsense e não querer lembrar que um dia existiu amor puro. Eu continuo escrevendo epitáfios na testa de quem quer ressucitar esse amor de século IXX. Feliz Natal, seu Judeu!