segunda-feira, dezembro 24, 2007

Scheiße!

Ainda deglutindo um novo começo. Começo um novo dia disposto a quase nada, apesar de não estar ansioso. Acho q o remédio faz efeito prolongado. O rivotril me deixa um pouco pasmado, mesmo no dia seguinte. Tomo-o para dormir, mas fico acordado até tarde, no silêncio of a dawn. Depois q reinstalei na minha mãe quase não durmo direito. No início eu dormia no quartinho lá debaixo. Sentia-me um hóspede, apenas passando uns dias. Pensando em uma casa q não mais existia e nem mesmo na imaginação eu conseguia coloca-la, firmar um pensamento de habitar. Desaninhado, sentei bunda no quartim que me cabia de inspiração naquela hora. Tentar ficar o máximo mimetizado. Escondido como um ratinho confuso. Calado, quietinho. Com medo de mim, medo de incomodar, e estava.
Tentando ser contido eu comecei com lágrimas de nostalgia, de uma coisa q eu jamais seria, e terminei com ódio preso na garganta de cortar com a tesoura todas as suas roupas. Tentar te destruir pedaço a pedaço. Nunca havia sentido esse ódio antes. Como se cortasse cada veia e sua cara. Terminei com um par de algemas de um anjo rebelde, quem mais sofreu naquela hora. Mas tudo bem. La nave va. Ausente afligido compungido lacrimoso atormentado atribulado descontrolado entristecido desolado consternado puto.
Vente en ligne : Egon Schiele mis à nu - Octobre 2005

Um comentário:

Caiocito disse...

Apesar de discordar que sou um péssimo crítico, o quanto você seria ruim argumentando - pelos dosi pontos de vista-, deixo-o falar. Não se deve acordar sônambulos. Leve isso como elogio. Eu que nem durmo para ter sonho, sonho um dia em dormir sem ressaca de rivotril. A coisa mais odiosa que fiz contra minha mãe, e faço até hoje, é assinar o sobrenome dela em meus textos e não o do meu pai. seilá. Continuo lendo Gustavo Perez. Procuro no seu texto algo raivoso que perdi em mim. Mas continuo acreditando nos EUA... seilá.