terça-feira, dezembro 18, 2007

Um Nada suBjetivo

de 1964 a 1984

Aqueles que cresceram à sombra de uma Ideologia com I maiúsculo. A nuvem que encobriu nossas cabeças durante 20 anos até a redemocracização (em 1982 eu tinha apenas 4 anos) fezexistir um abismo (usando um pouco do estilo literário Nietzschiano) que separa a minha e as gerações subseqüentes. E como diz o filósofo: as pessoas não querem encarar o abismo pois o abismo torna de volta o olhar. De fato, a massa oprimida não quer encarar nada pois já vive se equilibrando na corda bamba. "Os políticos são todos ladrões" ouvi isso de um motorista de coletivo. Não que isso necessariamente reflita o pensamento do povo mas é uma premissa enganosa. O homem necessita dos meios de produção para exercer sua força, física ou mental e estar inserido no mercado. Tomo a liberdade de usar a máxima de Rosseau: "foram obrigados a ser livres". E desde então, feito o meu recorte de tempo, junto com a tecnologia, cresceram indivíduos adestrados na corrente desse pensamento pequeno burguês. Em poucas palavras: o povo brasileiro, em geral, não tem consciência política. O povo brasileiro não tem consciência da própria "fala", ou mesmo regristro, da história. Me perdoe quem se sentir ofendido e/ou pela falta de qualidade desse ensaio litero-poético-político-devir-filosófico, ainda que por intuição. Anarquia, estado e utopia. Mas vale evocar Camus pois "Só um dia o ‘porquê’ se levanta e tudo recomeça nessa lassidão tingida de espanto (...) no extremo desse despertar vem, com o tempo, a consequência- o suicídio ou o restabelecimento (...) porque tudo começa pela consciência e nada vale a não ser por ela". Porém, apesar das tendências da filosofia contemporânea (Racionalismo e idealismo, Empirismo, Pragmatismo, Materialismo dialético, Existencialismo, Positivismo e neopositivismo, Estruturalismo e funcionalismo) a manifestação do universo como uma idéia complexa em si mesma, em oposição a estar no interior ou exterior do próprio e verdadeiro Ser, é inerentemente, um nada conceitual ou um Nada em relação a qualquer forma abstrata de existência, de existir ou ter existido perpetuamente, sem estar sujeito às leis de fisicalidade, de movimento ou de idéias relativas à antimatéria ou à falta de um Ser objetivo ou a um Nada subjetivo.
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