segunda-feira, novembro 26, 2007

A “Moda” da Idéia

Aconteceu na ultima terça-feira, 20 de novembro, no Café com Letras (Antônio de Albuquerque, 781), seminário voltado a discutir a moda em tempo real, aqui e agora.
O evento, que aborda várias facetas da produção cultural e crítica local e global, esse dia, dedicou o espaço ao debate sobre produção de moda.
Estiverem presentes os palestrantes convidados Natália D’Ornellas (O Tempo/ L’Officiel Brasil), Carla Mendonça (UFMG) e Suzana Bastos, estilista da marca Coven. Como moderadora o seminário estava presente Mariana Tavares, coordenadora do curso de design de moda na UMA.
A noite foi aberta com explanações sobre o atual panorama de todas as áreas que envolvem moda. Permeada de contradições, opiniões e consensos, o discurso das palestrantes abriu margem à reflexão de como fazer moda. Também foram discutidos os modos de produção, de como se mostrar, como vender, etc.
Abrindo o ciclo de palestras, a acadêmica Carla Mendonça dissertou sobre a análise dos sintomas da moda em Belo Horizonte, e sintoma, como sabemos, quer dizer também a queda: o caso, o acontecimento infeliz, a coincidência, o fim do prazo, a má sorte.

Sugestão de hipertexto-depoimento enquadramento [in Box]

“A moda está definitivamente
consolidada como arte”


Tentando reconhecer sintomas e sugerir diagnósticos, foi discutido o “vestir-se”, inseparável de todas as outras figuras do “próprio do homem”. Estruturalmente, os “próprios do homem” podem imantar um número infinito de conceitos, a começar pelo próprio conceito de conceito. A moda necessita de um ser-estar público, necessita reflexo midiático. Mas como?

Subtítulo:
Do gueto para o mundo

Suzana Bastos expôs a questão da moda versus roupa: “ainda não entendemos a moda como um produto” afirmou. Segundo ela, a moda é muitas vezes reduzida ao produto roupa, quando na verdade, envolve na fabricação, divulgação e comercialização, uma série de outros fatores. Diversas mídias se envolvem nesse tema. Alguns fashionistas vestem a camisa da modernidade, e se manifestam formando agrupamentos e novas proposições. A exemplo de Brick Lane Market, de atmosfera vibrante, com o cutting-edge (corte de ponta) e suas lojas de moda independente.
A professora Mariana Tavares, mediadora do debate, colocou em questão: “por que não temos iniciativas coletivas como nossos visinhos da Argentina?” Segunda ela “Buenos Aires, apesar de não se comparar a Dover Street Market, em Londres, edita a revista View Point que visa o focus trend do momento, ou seja, visa centrar tendências.” e questiona ainda “se já existem mídias, ou seria o caso de se criarem novas formas de divulgar a moda?” conclui.
Respondendo a essa pergunta, a jornalista Natália D’Ornellas nos lembra que alguns eventos que se propuseram a mostrar a moda em Minas, além de não contarem com uma organização ideal, não tiveram grande repercussão de público. Um bom exemplo, no entanto, foi o 3º Colóquio de Moda 2007, que “inclui a cidade na cena fashion, mesmo que debatendo o fazer da moda” nos lembra Carla Mendonça, doutoranda pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). E acrescenta sem digiversar que “a moda está definitivamente consolidada como arte, tendo sido reservado um espaço exclusivo à moda na Documenta de Kassel” (maior evento de arte contemporânea do mundo, que acontece de cinco e cinco ano em Kassel, na Alemanha).
Além de tentar fugir do hyper (o moderno instituído) e somente ele, ditando as regras da moda, “devíamos fazer moda de forma mais experimentalista, com parceiras e divulgação como um caminho para a consolidação do produto” completa Suzana. A experiência transgressal, se não transgressiva de uma “limitrofia”, inexistente ou artificial, que, no entanto, não nos permite fugir do espaço geográfico onde vivenciamos nossas experiências.

Subtítulo:

Lógica de Mercado
Sociedade de Consumo ou Sociedade do Descarte?

O mundo da contemporaneidade interessado em descartar, pois, a força avassaladora do tempo de subjugar a si mesmo, deixa-nos somente o Espaço. “Hoje, se compra uma bolsa da Jay (marca coreana). Daqui a dois meses, rasgou você joga fora.”, disse a estilista Suzana Bastos. É o fast fashion que foi vaticinado há décadas atrás e hoje invadiu de forma expressiva o coletivo pensante, coletivo cognitivo. A imagem da moda chegando antes da roupa. O tempo tentando acompanhar o desejo. A moda tentando atender o desejo de consumo. A lógica de mercado da moda sendo a mesma para vender ladrilho, ou carro, ou celular.
A prerrogativa mais constante durante o seminário, no tocante ao produto da moda, ou seja, o próprio homem (que veste a roupa: objeto final da moda), deveria abordar o ser conceitual, levando em consideração o calor tropical, o corpo brasileiro, a paisagem, etc. A moda interessada em criar identidade cultural. A exemplo disso foi citado “Cadernos de Notas sobre Roupas e Cidades” do cineasta Win Wenders onde ele faz um ensaio sobre o estilista japonês Yohji Yamamoto. Para o diretor, fazer uma roupa ou fazer um filme contém a mesma busca da verdade. Do prêt-à-porter e da moda dos meninos de rua e das garotas do subúrbio.
A moda como uma atividade “transversal”, que corta diversos segmentos das atividades socioculturais. A moda, que era uma manifestação restrita ao ambiente privado e associada à dimensão feminina da vida, vem extrapolando em muito essas características, associando-se à indústria cultural de diversas maneiras, desde o cinema clássico de Hollywood, que, enfim, promoveu a moda. “Então, é a figurinista da novela, a grande difusora de moda no Brasil” segundo a jornalista Natália D’ornellas, “em uma sociedade que valoriza tanto a aparência como a nossa, o interesse pela moda é bastante legítimo” finaliza.
Weisse Katze

sábado, novembro 24, 2007

A Tímida Maldade dos Coelhos Brancos

Nos arredores da Católica. Lá encontrei olhares mortos, triste no meio do vazio, mesmo assim sem fazer alusão a nada. Antes fosse o nada, mas nada. Vi como se a vida fosse uma loja em oferta. Sinto ter visto tanto contentamento com essa vida sem sentido. Sobrevivem senão pelo amor à si, mesmos e nada mais. A ilusão um dia se torna realidade. Livrai-vos dessa imbecilidade triste e prepotente que vos assola e dêem um tapa na cara do mundo, em quem você acha que merece. Indignem-se!!! com toda falsidade ideológica eu esteja ao seu redor mesmo que seja essa mesmo que estas lendo... meu caro, meus caros nada mais imoral do que ter olhos e não querer enxergar, ter ouvidos e não querer ouvir, ter boca e não querer falar. Vi somente o que estava ao meu redor em apenas um dia de análise participativa portanto não tome esse como um texto que pretende ser político antropologicamente acadêmico. Mas isso não me impede de dar minha opinião. Isso não me impede de refletir a primeira impressão que tive. Nada me impede de criticar quem eu bem quiser, inclusive a mim mesmo. Esses talvez sejam alguns exemplos que eu citarei mais tarde nas minhas considerações finais, mesmo assim, ninguém está imune a imbecilização da indústria cultural/ mídia protegida pelas elites caretas e quanto menos elite mais careta pois passará pelo crivo da hierarquia da caretice que ainda governa pelas rédeas, que ainda domina pelo poder econômico, que ainda destrói ao invés de criar. Tecnicamente falando nossa juventude é ultra miserável ( de cultura, história, escola...) e bossa nova no sentido de que mesmo sob a nova ditadura ( talvez velha) da mídia, do capital, do crime contra a ética, é plenamente aceitável e ponto final, continua...

quinta-feira, novembro 22, 2007

A cor da nova realidade

Um deletério constante em movimento contínuo que não se contradiz mas que, mimetizado em ondulações de ritmo, flutua invisível o esquema rizomático. A minha realidade vista como canudos, linhas (que transmitem ou não, ou são o próprio objeto em si) fluxos, refluxos e influxos que se desnudam espectrais e, plasmados se cruzam e bailam se fundem e se transpassam. Exemplo: para mim o domingo é um dia de reflexão à inspiração e expiração que chamam semana. Percepções vagas bizarras. Exemplo: da visão de uma doença que vos deixa a cara feito máscara de monstros de lojas de badulaques de carnaval de centro-da-cidade. Entendo que vivemos pensamos. Pisamos em falsos e fôbicos beirais. Caimos em abismos intermináveis de constante angústia, onde o que se duvida se divide se redivide se reconstrói. Exemplo: um registro, quando aberto, canaliza reguladamente determinada quantidade de água que é mantida (renovada, aquecida, reaquecida...) em determinado container. Essa água se ramifica e se perfila através dos canos em direção aos cômodos e registros: pia da cozinha, privada (acionada por uma verdadeira descarga de água), pia do banho, etc. Tomemos o exemplo de uma casa, ou o cérebro, a sociedade (cosmo que se pinta diariamente sobre uma tela pré-determinada, pré-determinada; e se desfigura sob os nossos olhos com a nossa inteira participação, apesar pelo olhar). Imaginemos então que todos esses registros estivessem abertos: por dedução lógica, certamente haveria um transbordamento. Metaforicamente o pequeno se infla ao estado de intercessão. Esse estado pode causar dor e desorientação. É como ver-se na semi-escuridão, palidamente, diante de um espelho; com as pupilas contraídas de quem estava em um ambiente ensolarado. Você sabe que é você que está diante do espelho. Você se reconhece por um vulto de si mesmo, mas não se vê inteiramente. Não se reconhece totalmente como objeto, senão, através de uma estrutura ou sistema, através de grandes sínteses do pensamento e padrões herdados pelos costumes. Senão através da síntese. Senão através de ilusões abrigadas nas teses sociais grandiloqüentes. Essas ilusões (da ótica, no caso), se tornam fluxos indizíveis de violenta intensidade, coerente e não-coerente, resultando em nódulos ou interpolações. Nada mais angustiante do que pensamentos que fogem à nossa percepção. Esse sentimento causa um conflito de entendimento e retorna à gestalt hegeleniana. Por fazer parte do ambiente (unwelt) mundo, as pupilas se adaptam no cômodo escuro onde entraste, e passa a ver a escuridão com certa nitidez. Um registro milhares de vezes fragmentado. Fractal. Através de perceptos e afectos, no plano de imanência, assim considero a aquisição de conhecimento e as formas do absurdo (sem significado) que dele derivam. Fragmenta-se a harmonia da paisagem até a pouco familiar: onde antes havia nitidez, continuidade e causalidades explícitas, hoje proliferam as ruínas, a descontinuidade, o isolamento. Os trajetos físicos superpõem-se as derivas virtuais; aparatos tecnológicos, ou melhor, processos de comunicação de base tecnológica reconfiguram o espaço e impõem a necessidade de reorientar a discussão sobre o problema.
Continua...


Ratinho Sabedoria

quarta-feira, novembro 21, 2007


La rencontre de Nature morte aux grenades, Vence, 1947 (coll. musée Matisse de Nice) et Intérieur rouge, nature morte sur table bleue, Vence, 1947 (collection Kunstsammlung-Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf) s’accompagne de la présentation d’œuvres liées à la thématique de la représentation de la grenade, à celle des intérieurs vençois, ainsi que d’un ensemble de photographies, documentation et publications.
>¨<

Weisse Katze

segunda-feira, novembro 19, 2007

Aloe Vera



cuida das minhas plantas...

Metalinguaguem


Seria apenas ocasional sentar-me aqui para escrever? Qual seriam a freqüência e a distância de tempo? Analisando estatisticamente, haveria um padrão de repetição, vulgo, um hábito? E, passando para o campo da metafísica, quais seriam os motivos? Questão essa muito mais complicada de se responder. Por envolver uma analise do comportamento e da psique humana, não necessariamente nessa ordem.
Tentarei responder aqui, algumas perguntas e questões referentes à temporalidade, às causas, aos motivos e motivações. Com intuito de desvelar e aprender analisando essa batalha que travamos diariamente. Muitas vezes há dores que causamos a nós mesmos sem saber, sem ter a consciência. Amar é a pior e a melhor delas. Deontologia é um termo muito antigo que foi encontrado recentemente perdido nos alfarrábios da história. Quer dizer “o homem busca o prazer e evita a dor”. Esse enunciado traduz com clareza a essência do que quer dizer. Quer diz também que, usando a metáfora, “os homens... (através do amor) buscam o prazer e evitam a dor”. Qual e como seria essa dor?
Voltando alguns séculos atrás, com certeza ouviríamos algo sobre a eterna busca de Psique por Eros; Afrodite, deusa do amor, tendo lançado-lhe uma maldição... Fazendo da transgressão um pecado, termo que seria usado amplamente pelo mundo ocidental.
A representação do mito de Eros e Psique demonstram que os povos gregos já problematizavam o paradoxo do amor.


Ass.: cultive-a-paz

Segunda das Dores

A segunda então seria das Dores, sobrenome Solidão, de nome Maria. Nenhuma delas conhece a Temperança ou a Justiça. Vem de encontro à Experiência. Outro a ser o que era, enquanto outro Eu desperta. Revolta- análise- aceitação- Hegel- eu.
A terceira é o próprio despertar. E não digo metaforicamente, digo literalmente. O ato de despertar: a primeira visão do dia, a primeira alegria do dia. Já todos os sentidos em alerta: tato, olfato, audição. A realidade se apresenta: amarga, doce, concreta, dura ou macia, mas, sempre cruel. O fato de pensarmos e, por conseguinte existirmos, logo no remete a dor da existência, no entanto, quem cultiva a própria dor faz dela uma religião. “Ser ou não ser? Eis a questão”
assim disse Shakespeare através de Hamlet e o próprio Hamlet através de Shakespeare
A fim de extravasar com palavras essas esparsas e dispersas, é que minha caneta caminha por essa folha, ordenadamente, revisitando as horas.


Conselho Nacional de Produção Multimídia apresenta

Ingelicência Coletiva

Um espetáculo feito por você mesmo.
Participe!

ass.: Um dos muitos

Können Sie mir helfen?

....



hoo doo wodoo
I doo do you?

quinta-feira, novembro 15, 2007


Ouve um chamado distante. Um riso, um lobo, um lamento. Uivo. Milanovítch acorda de um sono profundo. Na porta de sua cabana jazem três rifles descarregados depois que Mila resolveu parar de caçar. Seus dentes podres e seus olhos amarelos revelavam seus hábitos alimentares cada vez mais degradados. Impoluto, seguia à chegada de seu último inverno. Sonhava com uma pessoa que nunca conhecera: loira e sem aparente beleza. Fria e indiferente nas noites de verão, quando a luz do sol nunca descia completamente no horizonte. No inverno, seu calor era radiante e sua pele dispunha de uma fragrância que só o próprio Ivan Milanovítch conhecia.
Mila chegava das estepes alvas em seu cavalo branco. Iluminado pelo sol glacial de forma pálido como o entardecer em algum subúrbio parisiense. Porém, ao invés do cinza, mil tons de branco se descortinavam aos olhos bem treinados de Mila e sua mulher invisível. O nome dessa mulher de origem não conhecida, possivelmente uma foragida germânica ou de algum cantão da Ucrânia onde se aglomeravam as legiões de estrangeiros. Alguns haveriam sido levados para a Sibéria ou Kazaquistão onde un passant povoaram a cabeça de Mila de fantasias.
O temido vento de inverno se aproximava. “Vindo de tão longe”, assim pensava o ex-combatente, general Ivan Milanovítch, “veio roubar minhas memórias”, única coisa que o general imaginava ter, “agora talvez me vença”. E o vento de inverno soprava em velocidade e força estrondosas, durante quarenta dias e noites.
Em seu delírio, Mila respirava o ar que vasculhava o fundo de seu pulmão. Sentia as bolhas de ar suspensas no interior da cabana sem nunca tê-las visto. Todas as panelas, canecas e facas tinham de serem guardadas em lugar fechado à chave. Toda essa cena de confusão tampouco atordoava Mila, concentrado em manter em si seus pensamentos.
Agora haviam tomado forma de mulher. Mas não a germânica, outra. Talvez sua mãe viesse vê-lo em pensamento.

terça-feira, novembro 06, 2007

Panteon

>
>
<

Manual do Usuário Casa Cor
User’s manual


Por
Gustavo Perez

Aconteceu em Belo Horizonte, na avenida raja Gabaglia, nº. 319, dos dias 24 de setembro ao dia 28 de outubro a CasaCor®, evento que ocorre anualmente, trazendo tendências da arquitetura contemporânea com referenciais do mundo inteiro.

No ano de 2007 os organizadores do evento, em conjunto com o grupo Coletivo Contorno, conceberam um novo espaço na mostra que ganhou nome de Salão de Festas. O Salão abrigou vários ambientes, desde a fachada, o jardim de entrada, a garagem e o loft, chill-in chill-out com bar, o lounge da bilheteria, a sala de jantar e a cozinha gourmet, o salão de festas e o banho do salão. O mais interessante: a entrada é FREE!

Destacam-se a sala de jantar em tons de negro. Bastante intimista e sofisticada, com isolamento acústico no teto e que pende verticalmente dando espaço ao nicho que abriga um ... do artista ... Um arranjo de copos-de-leite ameniza o ambiente, iluminado por persiana branca que deixa transpassar a luz do dia. O lustre marca uma presença gótica sobre a mesa, por sua imponência de cordões negros e o brilho dourado de seus detalhes.

Creio que mademoiselle Coco Chanel aprovaria essa sala, assim como aprovaria o salão de mademoseille Grabrielle Chanel, na Place Vendôme, 18, em Paris. Com mise-em-escéne assinada por Karl Lagerfeld, também conta com lustres de Ingo Maurer que dão brilho especial ao ambiente. Embora, penso que, ela trocaria os copos-de-leite por rosas colombianas.

A cozinha da mostra é ampla e funcional: praticidade na forma e modernidade no look. Racionalidade no uso é o tempero perfeito para moderna cozinha fusion de grandes e pequenos chefs. O ladrilho hidráulico (que sozinho ocupa uma parede inteira) remonta às cozinhas das antigas fazendas mineiras. Destaca-se o herbário, onde havia uma pia na saída da cozinha e uma cadeira de balanço do outro lado de um pequeno corredor. O herbário, que separa o ambiente da área externa, possibilita “colher com a mão a pimenta o sal” assim como cantava Elis, just in time com a refeição a ser preparada.
Baco Fest

Finalmente o Salão de Festas, que abrigou Exposição de Tapetes do Projeto Fred (tapeçaria manufaturada pelos detentos que cumprem pena na Penitenciaria >>>), dos dias 03 a 14 de outubro. Os coquetéis, alguns fechados outros abertos, promovidos pelos patrocinadores do evento aconteceram nesse ambiente, causando interatividade contínua com o público. Destacou-se o desfile de noivas do estilista Zuza Nacif, que, em seguida, proporcionou uma exposição de fotografias, nos dias 20 e 21 do mesmo mês.

“O telhado duas águas dá aparência de casinha ao espaço.” segundo nos conta a designer Marja Marques, membro do núcleo de criação do Coletivo Contorno. No salão tubos de metálicos brutos e a telha de fibra cimento contrastam com materiais sofisticados, bem no estilo Hi&lo, “... o que possibilita de um barmitzva a uma recepção de casamento a uma festa neogótica.” afirma.

A utilização do branco, pálido branco barbante, puro, glacial, off white, assim como os esquimós são capazes de enxergar e nomear mais de duzentos tons de branco, são esses tons que transmitem aos olhos de quem vê, a leveza e a suavidade do infinito.

Espelho de Afrodite

Em um dos fechamentos laterais do ambiente, um painel de espelho trazia sobre si, em uma longa faixa de plotter recortado, nus neoclássicos de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905) que retratam, ou melhor, “recitam”, através dos desenhos, uma verdadeira Ode a liberdade. Poetizando uvas, ursos e folhas de parreira, ninfas e deuses Pan e também o próprio Baco, onde “bêbadas bacantes brancas o beijam”. Tudo se tateia, todos se tocam.

No outra lateral, os vidros também receberam interferências gráficas de grandes arabescos e imagens inspiradas em desenhos clássicos.
As persianas ficaram ainda mais criativas recebendo inéditas impressões digitais com desenhos de Bouguereau, que permitem a limpeza sem danificar.

O chão suspenso e iluminado por baixo “solta” a estrutura conferindo leveza ao espaço. O piso, em ladrilho hidráulico cinza metal e branco sujo paginado em xadrez, tem desenho clássico e elegante.

Destacou-se a luminária Blushing Zettel’s do mago da iluminação Ingo Mauer, que possibilita a multiplicidade de interação com quem utiliza a peça.
No dia 12 de outubro, os fios que pendem aleatoriamente da luminária tinham em suas presilhas, cada uma, uma folha de papel de cor diferente, em homenagem as crianças. A Zettel’s, de maneira quase lúdica, pode ser utilizada para desenhar, escrever, customizar, enfim, esse é o grande convite, que possibilita criar novos efeitos de luz.
(Ver mais em
www.ingo-maurer.com/splash.html,"Hanging Lamps "Blushing Zettel’s).

Culturale Mix
Und ein Groβ Stadt

De um Brasil tupiniquim com seus falares e dizeres próprios, folclóricos, fala peculiar em cada frase, a face mais e menos sofisticada da capital mineira, em bares e cantinas que, acolhedoras se espalham por toda parte.
Cantoria caipira em serenata, Ave Maria em orquestra de congado, as mais redundantes retóricas acústicas, um cavaquinho chorando na noite estrelada.
Oscar Niemeyer Soares Filho assevera que a construção da capital é apenas parte de seu trabalho, cujo projeto mais importante foi o Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, feito por ele em 1943.
“Isso não quer dizer que Brasília não seja importante, mas, para mim, Pampulha é mais.”

O barroco que salta aos olhos, entretanto neobarroco, clássico e atualizado, urbano, prima por sua excelência na contemporaneidade.
O numero de artistas cresce em proporção cabalística 1<3<7<10<13...

Decoupáge dos valores dos materiais

[ IN BOX ]

Coletivo emotion__________ Emoçãocoletiva


jkilil...