quinta-feira, janeiro 15, 2009

Capital da Rodésia

Enfim, a parafernália indecifrável e caótica do tempo deixa ferida escorrer passado. Então acende mais um cigarro. Mesmo cálido e calado o seu grito é válido. No desprazer que abisma, sua alma esvoaça, retarda o tempo, pára. Faz-se ouvir um sussurro. Um frêmito efêmero frenético que dispara. (Nas noites de domingo pra segunda, tem sempre alguém dando a bunda). Água vazando em algum canto me diz que é hora de ir. Um grito obsceno vem do alto, de onde ouço som de congado. Vendo cego meu mundo no claro - como obra inacabada. Vendo a inocência de qualquer coisa q ainda não vi. Mas que me doeu saber que existe gente assim nesse mundo. Mesmo que absurdo, jamais pensei que um ser humano fosse capaz de deixar o outro ir morrendo aos poucos, cruel, ébria, sorbeba e lento cada dia parecia noite e os horrores eram poucos comparado à madrugada. Nada mais faz mal se você se entrega ao silêncio of a dawn. A rua está deserta mas todo mundo te flagra. Você não é mais o mesmo. Você não tem mais respeito. Não é mais aquele menino-zona-sul que eu conheci, virou favelado e agora sempre será, sempre.
>>¨<<

Blue lines for a drunk lady

12 comentários:

Bruna Gil disse...

pra dizer a verdade, não é a primeira vez que passo por aqui.

eu leio o que voce comenta e ainda mais o que voce escreve. eu gosto. gosto muito.

'Mesmo que absurdo, jamais pensei que um ser humano fosse capaz de deixar o outro ir morrendo aos poucos, cruel, ébria, sorbeba e lento cada dia parecia noite e os horrores eram poucos comparado à madrugada. Nada mais faz mal se você se entrega ao silêncio of a dawn.'

incrivel!

caiocito disse...

Esse é o Katze, Weisse Katze. No seu melhor estilo. Bem-vindo de volta.

liberté disse...

do fim para o começo:
1 - antes todos somos assim cada um com seu nivél.
2 - depois entramos no barco e tudo e felicidade
3 - sem querer passamos mal, e vomitamos até ficarmos pasmos
4 - mais uma vez
5 - tomamos um remédio
6 - a gente acorda e se acalma
7 - respira fundo
8 - e olha para frente, Enfim!!!

Terra a vista

Salut, Monsieur Katze. "Benveinou" com sua próspera e ritma métrica.

Bruna Mitrano disse...

Poesia em prosa, isso bom.
Verdade, "segunda" rima com "bunda". Eu sei que deveria ter feito um comentário mais útil, sei sim.
Me reconheço nesse texto. Gostei também por isso, mas principalmente gostei porque gostei.
Só falta vc cortar a orelha pra ficar igualzinho ao Van Gogh. Mentira, claro. Esse texto é muito Van Gogh, tudo a ver. Talvez por isso eu me identifique com ele.

Papagaio Mudo disse...

anônimo,

já providenciei a retirada do fundo musical para a tertúlia virtual.
mas quem quiser apertar o play, há músicas novas lá embaixo.
abraços no ar,

>¨<

Liberté disse...

gosto de van gogh

Papagaio Mudo disse...

gogh vinha de van
gogh não tinha blog

Liberté disse...

gogh tinha um vans
gogh ja estava grogue

Papagaio Mudo disse...

gogh tomava um gole
na quartier latin

Papagaio Mudo disse...

gosto de van gogh

gogh vinha de van
gogh não tinha blog

gogh tinha um vans
gogh ja estava grogue

gogh tomava um gole
na quartier latin


Por
Liberté & papagaio mudo

Liberté disse...

blz! :)

Papagaio Mudo disse...

Gogh foi nadar com Gaugain
tomara que não se afoge