sexta-feira, janeiro 04, 2008

Capítulo negro de mim

Crises existenciais são as piores. Nada se define enquanto se definha. Não sabemos como negociar o resgate de uma vida roubada. Tomou de assalto emprestado e por alguns meses emprestei aquela, volto a dizer, q era a minha própria. Estava eu entregue cento e dois por cento. O mundo ficou pequeno de repente. Limitado àquela maldita rua. Não tenho vergonha de maldizer aquela rua e nem temo a Deus por isso. Agradeço a experiência mesmo que, cedo ou tarde, eu fosse pagar a conta e Ele, nessa hora, pouco me poderia ajudar. E realmente não pôde, portanto fui trans(ferido) para casa de minha mãe. As cicatrizes ainda doem. Afinal, foi uma longa e breve história. Longa em sua transcendência e breve em sua brevidade. Estava fraco, drogado, bêbado, perdido sem direção, sem esperança.
Espero que agora, escrevendo tais palavras, um dia eu volte a sorrir.
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