quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Eletric chair

Que tanto um fato pode te assombrar? Por quanto tempo? Eu achava legal naquela moça júpteriana o jeito com que zombava da minha dor, como se conhecesse a fundo os mistérios do coração.

Fui a seu aniversário (os júpterianos também comemoram o dia do nascimento e um monte de outras coisas, de forma bem peculiar). Ela me disse alguns dias antes que achava estar apaixonada por um jovem terráqueo. Pois bem, em seu aniversário, eu não participava do assunto, mas ouvi e pude ver quando lhe disseram que o rapazola estava com uma gatinha do minimal. Vi seu jeitinho. Céus! como seus olhinhos tristes ficam feios, à laia das feras conformadas com o confinamento monótono e eterno. O que faz dela uma principiante no que se refere ao amor, esse sentimento abstrato e demasiado humano, como uma criança terráquea.

Por isso eu ria do seu jeito de zombar da minha dor. Como se risse de um pobre moribundo que finge as dores de um velho. Foi-se embora uma casa decimal, uma biografia do Chet e o peso de um pequeno dicionário alemão.

>¨<

Um comentário:

Karla Oliveira disse...

Oi Gustavo,

Tenho estudado e trabalhado tanto, que quase não sobra tempo pra mais nada... nem blog, nem msn...
Sempre que der vou passar por aqui, também quero falar com vc, uma hora eu apareço no messenger.

Abraço,
Karla