sexta-feira, março 14, 2008

medo?

Não tenha medo das minhas farpas porque eu não sou de madeira. Não que eu me sinta uma árvore frondosa, ao contrário, sinto-me um tronco partido. Minha pele sente a falta da sua e eu me desespero em saber que “nunca” ou “jamais”. Agora eu não soltaria “farpas” nem “vespas nem “marimbondos”, apenas tocaria de leve o seu rosto e beijaria suavemente a sua boca e acariciaria sua pele com a inocência infantil de um menino carente. Com tanta delicadeza me apresentaria a você que jamais me lembraria dos momentos em que foste irascível e os momentos em que fui indelicado e vários outros adjetivos que não devo usar contra mim mesmo, mas sei que fui e admito. Não ousaria falar nem pensar em culpas, nem porquês nem pra quê ousamos nos amar muito e tanto. Não somos os primeiros nem seremos os últimos mas não tivemos o tempo suficiente para uma despedida. Com gostinho de café e sobremesa, que não fosse de lágrimas, aperto no peito e rancores, mas de puro amor e afeto que houve entre nós. Perdoa a falta de abraços, e de inspiração também. Mesmo que virtual ou em pensamento me acolhe mais uma vez nos teus braços com carinho, acaricia meu cabelo com a ponta dos dedos, sente cócegas com minha barba sempre por fazer e, quem sabe algum dia eu me sentirei protegido.
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6 comentários:

caiocito disse...

Hoje em dia, com todo esse burburinho em torno da propriedade existencial do feto. É dificil fazer qualquer comentário que não me leve a um julgamento moral.

heart shaped box... e querendo estar nessa caixa, nao sair mais, protegido, preso a mim mesmo, viciado. Sentir medo é perder toda a moral. É ser execrado, um herege de si mesmo.

Freud, Jung, Kardec saberiam explicar melhor a moral do espírito enfrawucido pelo amor. Sou conhecedor de ficção, comungo da frase de manoel de barros, "tudo que não invento é falso", de maneira que o amor é a invensão mais brilhante do homem. depois de Deus...

Eu, que não amo mais. Eu, que sou ateu. Eu, que me faço de contraditório para explicar essas coisas que não compreendo. Eu que não quero compreender.

Eu que fui prepotente e que não tive tempo também para as despedidas, tempo suficiente, ou qualquer outra coisa suficiente. Não tive café nem sobremesa, para alimentar minha insuficiencia.

sorry for... tentar continuar seu poema na minha memória... avec suvenir.

liberté disse...

ei, senti outro dia um medo. saia para almoçar, e vi seu sobrinho, o bruno. Quanto medo me causou sua indiferença, que a unica coisa que fiz foi atravessar a rua sem dizer nem apenas um olá.

bom, agradeça, ainda por recerber visitas, e cure-se. Cebion. te dá assas para correr aonde quer chegar.
pois parece que só assim tudo pode se acalmar.

Papagaio Mudo disse...

Esse texto literalmente transcrito do manuscrito para o computador.
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Cassiane Schmidt disse...

Voçe sempre me emociona com seus textos...
Abraços

Papagaio Mudo disse...

Obrigado Cassiane.
Vejo que você tem se tornado minha leitora assídua. Mais uma vez obrigado!
Que o nosso encontro seja sempre entre taças e abraços,

Gustavo

Cackau Loureiro disse...

Sentir proteção é a melhor coisa do mundo, mas nem sempre precisamos dessa segurança para agir.

=)

Ainda bem!