sábado, março 29, 2008

Cris Moreno

O silêncio é porque estive pensando, antes de deixar escapar qualquer palavra inválida que faça eu me arrepender depois. Refleti sobre o seu discurso, sua fala. Conversei com minha mãe-amiga. Conversei com Caiocito amplamente sobre questões filosóficas e a tonga da mironga. O que esperar de muito pragmático? de nós que somos escritores? mesmo quimeras e fúteis palavras, mesmo que meros escritores. Você deseja da mesma forma que eu desejo, percebe?, idealizando. Também procuro uma pessoa idealizada, mas o que encontro é um anjo em perigo. Um anjo libertário que sussurra ao ouvido de Psiqué uma fórmula mágica e tentadora de se viver cansou-me ser. Usarei esse modus operandi em meu proveito, enquanto espero cruzar em uma esquina qualquer “a” pessoa da minha vida. É de uma imbecilidade inútil pensar assim, mas meus olhos parecem estar fechados. Cansei de escrever sobre o que todos nos buscamos, o amor. Cansei de tentar entender as mulheres, que é como decifrar um código. Disse “eu te amo” como forma de verbalizar, mas esqueço q estou dizendo isso para outra pessoa. Em realidade, guardado seu sentido relativo, digo isso a mim mesmo refletido no sorriso dos teus olhos. Quando os olhos sorriem fazem-me sentir como um adolescente que pela primeira vez fez sexo com a namorada. Façamos um acordo, também não sou tão apático quanto ao amor, que diz Pára com a mesma entonação que diz Prossiga. Receio? odeio essa palavra. A Prudência é uma solteirona rica e feia cortejada pela Incapacidade, Blake. Quanto aos ovos, não pise neles. Melhor seria fazer uma omelete e se faltar sal eu tempero, mas cuidado! meu tempero é um pouco acre... Quanto à Psiqué, deixa-a correr atrás do próprio Eros enquanto eu cuido da vida.

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5 comentários:

Cris Moreno disse...

Meu "post comentário" :

Você é fantástico, Gustavo. A semiótica funciona com você de uma forma sublime. Simplesmente sublime. Você está dentro deste “post comentário” como sombra, ou seja, por trás destas benditas palavras. Impressionante. Então, vou pisando em ovos, mas com muito cuidado, OK? Não idealizo o amor. Não espero o amor. Não corro atrás do amor. É que não chegou. O “meu quero” não é tão difícil assim. Não está além das estrelas, ao lado da lua e embaixo do sol. Não quero nunca entender os homens(seria horrível isso). Desejo sempre o quebra-cabeça de ponta-cabeça. E também nunca encontrei anjos em perigo. Só deuses perdidos. Mais do que eu. E tem outra coisa, seu Gustavo, Psiquê foi castigada por Eros(seu marido em segredo), porque tentou descobrir quem era o seu amado(responsável para matá-la a mando de Afrodite). Vagando sozinha à própria sorte, recebeu ajuda da natureza. Com a interferência de Zeus, como pedido de Eros, os dois ficaram juntos. Portanto, meu papagaiopiratapirado, Eros é que foi correndo atrás dela. Mas cuide de sua vida, assim mesmo, viu?
Agora, pegando a deixa de Blake, mas trazendo à baila uma frase de Frank Herbert, a vida é a “unidade escondida da bondade e da crueldade” . Vou mais adiante, pegando Edgar Morin, em que as forças sempre mais fracas, como o amor, amizade, comunicação, blá.blá.blá., são resistência à crueldade da vida. Olha, sabes o que estamos fazendo aqui? Nos resistindo.
Quanto ao sabor dos ovos, já pisados e fritos, vou deixar uma música pra você do Vinícius de Moraes. Claro que não é uma GAL COSTA... rsrs :

Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que ouve e não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê

Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô

Você que lê e não sabe
Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe
Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê
Na tonga da mironga do kabuletê

Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê

Trocando em miúdos e alguns quebrados, PPP, nós somos todos uns perdidos nessa vida. Precisamos nos achar, urgentemente.

Beijos.

Obs. Repare no meu sinal no final do texto.

<”>

rsrs

Adoro vocês dois. Muito mesmo! :)

Cris Moreno disse...

Não, consertando: meu "comentário post"

Beijos.

Papagaio Mudo disse...

Quando elefantes brigam, é a grama quem sofre.

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Fofo! <"> parece uma gatinha.
Essa garota afegã de olhos verdes
é você?

Anônimo disse...

Por conta de Afrodite também nasceu a má fama das sogras...

Papagaio Mudo disse...

Hoje é domingo, é Fantástico...
Não gosto de números pares.
Obrigado Cris.

Bjs

>¨<