sábado, maio 03, 2008

durée de vie équitable


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer
-Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


(luzes da Bahia captadas por fatumbi verger e as palavras de pessoa em primeiro lugar. um poema que já recitei várias vezes) Ó Bahia, axé
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5 comentários:

Papagaio Mudo disse...

Leia meu auto retrato.

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Papagaio Mudo disse...

Acho que disse tudo de uma vez só.
Esse vômito peremptório que manda em mim. Obrigado pelo conselho.
Eu mesmo já escrevi um poema dizendo isso:
não espera nada de ninguém...

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liberté disse...

este, deve ser dedicado a Queirda Simone Blade!
A qual em guarda-napos recitou sua preferida e a transcreveu ao poeta em sua pererinação.
Linda, ela!
Não, é?

Papagaio Mudo disse...

Certamente. Devidamente bem lembrado. Eu estava no lugar mais distante aonde já estive. El Chaltén, Argentina setentrional, calota polar, aventura, cybernet caríssima via satélite.
Obrigado por lembrar. Farei essa dedicatória. Foi uma peregrinação mágica aquela...

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Hellen Rêgo disse...

nem ao mar e nem a terra nao é um bom lugar, as vezes. pelo menos hj não.
chegue logo a um ou outro.
ao melhor por favor.
;)