sábado, junho 14, 2008

morte íntima

Venci a mim mesmo. Finalmente retiro de mim qualquer vontade de amar ou desejos de vingança, raiva, mágoa, ódio, rancor. Fui direto ao ponto. Cortei de vez o vínculo, as linhas energéticas que nos uniam, com o tesoirão de cortar grama. Realmente (guardado o sentido relativo de realidade) coloquei uma enorme e irremovível pedra sobre esse relacionamento. Foi indescritivelmente difícil fazê-lo. Outras vidas nos ligavam, além desse passado recente. Acreditem ou não, pois isso pode parecer bastante ficcional. Sei bastante coisa. Sei dos enlaces do passado que vocês não sabem. Portanto digo, repetindo palavras, que talvez esse tenha sido o maior “abençoado sofrimento” pelo qual já passei. Acredito que essa dor me purificou. Ofereço meu perdão pelo mal que me causou. Confunde meus sentimentos, mas só posso dizer que esse foi um gesto definitivo e último. Seja feliz. Vá em paz...
Perdoa-me Senhor.
Perdoa a dívida que agora paguei com tantas lágrimas.
Faz com ela receba o meu perdão e o meu pedido de perdão, pois reconheço que também causei muitas dores e feridas q deixam cicatrizes na alma.
Faz com que eu perceba em mim a sua etérea divindade. Ajuda-me a perdoar e a perdoar a mim mesmo. Pois a exemplo de Francisco de Assis “é amando que se é amado, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se nasce para a vida eterna”.
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3 comentários:

Papagaio Mudo disse...

agora mano,
vou me curar por completo
dessa dor
desse afeto

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caiocito disse...

"Realmente (guardado o sentido relativo de realidade)"

Então essa � a certid�o de �bito?

Papagaio Mudo disse...

certamente há de ficar alguma lembrança do morto , mas está aí o obtuário...

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