segunda-feira, julho 28, 2008

Groβmama Haus

É verdade Mildred, que ainda lembro-me de você nas horas vagas. outro dia me vi no espelho um outro eu e lembrei de um outro você que não era você, sim uma mulher que amei mas, como a sua imagem ainda está ligada àquela mulher que me preencheria. Como combater essas moções, Mildy? Tenho estado feliz por te esquecer, tenho sido feliz sem você, embora esteja triste. Penso que está tentando e vai conseguir ser uma pessoa melhor, com os homens e as pessoas, em geral elas são boas, não as julgue. Não estive com você por sua beleza por sua voz por seu sexo por sua língua por sua inteligência por negligência por sacanagem por culpa por medo por tentar resgatar o que pensam que eu sou e o que eu realmente nunca fui, você sabe. Embora meio engasgado, que minha estima nunca esteve em baixa nem contigo nem comigo. Desculpas Mildred, pela milésima vez te peço desculpas já tão desgastadas já não significam nada, porque agora quem se compraz nesse chorinho apertado sou eu. Imagens antigas me vêem a cabeça imagens antigas e desbotadas e, aos poucos, não resta nada mais para lembrar- é o fim, e tudo recomeça mas fica mais desbotado desgastado e doce, mas você, minha querida, já pos uma pedra em cima disso. q não conhece o céu...

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9 comentários:

Cris Moreno disse...

Caramba, um de seus melhores textos, Gus. Muito bom mesmo!

Beijos.
Boa semana.

Papagaio Mudo disse...

obrigado Cris,

você acha mesmo? já não me lembro como e quando isso começou.
me perdi num tempo ex-tempo, na vastidão do cérebro...
...beijo

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Cassiane Schmidt disse...

Olá Gustavo, muito bom voltar aqui!
Que maravilhoso converter teclados e tintas de caneta em retrato fiél de amor...vivido, esquecido?

Cassiane Schmidt disse...

Olhos Lavados...

O amor invadiu minha vida, matou a solidão,
Encheu-me de torpor, embriagou-me com o cálice da perdição.
Acordei na alcova fria que me deixaste,
Das paredes escuras precipitavam-se anjos sem asas,
Riam, choravam,
Do meu tormento zombavam.
O amor velado sem velas,
Levado sem prece, com pressa,
Nos olhos lavados.

Ébria, sigo adiante na estrada da esperança,
Carrego em meus lábios o teu gosto, no peito um desgosto,
De ter amado mais que podia,
De ter calado antes de amanhecer o dia.
Bebi o ópio da papoula que me deste,
Da flor nada restou, estamos cá as duas,
Na intempérie dum tempo agreste.

Nos meus olhos repousam sofridas nossas lembranças,
Meu olhar distante revela que cá não estou,
Mergulhei no abismo de palavras mortas,
As ditas e não ditas,
Ah! Malditas.


Peço:
- Leve para longe a lua, o sol, o mar, as estrelas, os vales,
São eles testemunhos do crime cometido, cenário do amor vivido.
Como hei de esquecer a peça no palco do teatro?
Com o roteiro preso em minhas mãos?
Com o retrato dum tempo,
Que matou meu coração?


Lágrimas deslizam sobre minha face,
Tem seu curso findo pela saliência dos meus lábios,
Sinto o gosto de dor da lágrima,
Da lástima,
Estranho é provar a própria dor, a do amor.
Sentir o gosto do desgosto,
Ainda assim sentir falta do que provou,
Do que provocou este tal de amor...


( Cassiane Schmidt)

Papagaio Mudo disse...

Oi,
bem-vinda novamente!
há um beber e dar sem conta,
porque hoje é sábado
há uma infeliz que vai de tonta, porque hoje é sábado..."

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Papagaio Mudo disse...

suba em zig-zag

>¨<

Menina do mar disse...

Lindo!!!!

Cris Moreno disse...

Oi, Gus. Seu blog está maravilhoso. Você está ótimo...estou adorando. Tudo de bom para você. Boa sorte.

Beijos.

Papagaio Mudo disse...

Cris,

Como é bom ler essas palavras! Reanima e dá fôlego para seguir o caminho. Obrigado! que esses bons ventos te alcancem também!

Beijos.

Gustavo