sexta-feira, outubro 24, 2008

bounced

Estou sozinho e os sinos tocam. Há cinco dias sem meu remédio. Sem destino, sem saber minhas prioridades, permitindo que a dúvida se instalasse. A cinco dias sem escrever. Acordo, durante meu sono cortado, com um poema a pular para o consciênte. Minhas costas doem. A situação de vulnerabilidade física que se tem talvez não seja conciência de todos nós, mas um dia o porquê se levanta e tudo recomeça, nessa lassidão tingida de espanto. Um poema de duas estrofes de três versos que se perdeu e deve estar em alguma gaveta do meu cérebro. Nada me desabona, além das palavras. Explicando, a minha maneira, que fosse meio eu meio você, percebe?, mesmo que você não veja a mesma paisagem de prédios e janelas acesas e a minguante, com seu sorriso amarelo, zombando de mim no céu, zombando dos que dormem. Mesmo que três xícaras de café sirvam somente um. Um cigarro de cada vez. Já não penso mais em nada, já não penso mais, já não penso. Você liga pra me procurar, você me persegue, onda anda minha vida? quem é essa galera? você se sente rejeitada. Você se esconde. A quem você mostraria a sua realidade? é como tentar esquecer uma sina, um acidente climático. Feito tentar esquecer a realidade, feito rasgar uma carta de amor. Os sinos tocam para marcar a passagem dos dias, enquanto a matéria envelhece. Eu me comprometeria a eliminar todos os tempos verbais. Eu exterminei o Tempo. Agora existo numa outra marcação da passagem das horas, uma marcação biológica, rizomática. Meus músculos doem. Qual seria minha vocação? minha vocação... sim, minha vocação.

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7 comentários:

Hellen Rêgo disse...

Ainda Ontem Chorei de Saudade
João Mineiro e Marciano
Composição: Moacyr Franco

Você me pede na carta
Que eu desapareça
Que eu nunca mais te procure
Pra sempre te esqueça...

Posso fazer sua vontade
Atender seu pedido
Mas esquecer é bobagem
É tempo perdido...

Ainda ontem
Chorei de saudade
Relendo a carta
Sentindo o perfume
Mas que fazer
Com essa dor que me invade
Mato esse amor
Ou me mata o ciúme...

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...

O dia inteiro te odeio
Te busco, te caço
Mas em meu sonho de noite
Eu te beijo e te abraço...

Porque os sonhos são meus
Ninguém rouba e nem tira
Melhor sonhar na verdade
Que amar na mentira...

Ainda ontem
Chorei de saudade
Relendo a carta
Sentindo o perfume
Mas que fazer
Com essa dor que me invade
Mato esse amor
Ou me mata o ciúme...

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!...



;)

bjinhos

morenocris disse...

lá.lá.lá...rsrs

Beijos, chorão.

<">

Papagaio Mudo disse...

Eita, você não sabe que o poeta é um fingidor, Moreno?
Beijo, gus...


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Papagaio Mudo disse...

ô Hellen,

é saudade ou novidade, novas sensações, que achas?
Bjs,

Gu

Hellen Rêgo disse...

Q bom q sao novas!!!
:)
bj

Papagaio Mudo disse...

Ainda ontem chorei de saudades...
eita!

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Hellen Rêgo disse...

kkkkkkkkkkkkkk
:)