terça-feira, outubro 28, 2008

Shaman

Então escrevo desesperadamente, compulsivamente. O que não me deixa. O que não me deixava. Procura auxilio nas palavras, minhas próprias palavras. Amaciando o teclado, amaciando o pensamento. Penso que sou essa página em branco e que devo cuidar-se com muito cuidado. Nem sempre isso é possível. Blasfemo esse pedaço de documento virtual com certeza de que não vou ferir ninguém, mas as conseqüências dessas palavras ressoam, e acabar por arder em mim mesmo. Há um pensamento em fuga, uma poesia. Ela se esvai, porque dilacera mais em poucas palavras que a prosa corrida e articulada. Não que a poesia não seja articulada, não necessariamente o é. Na sua desarticulação cria, no seu estado de caos sistematiza. Desconforto é pra quem está confortável, equilíbrio é para quem está desequilibrado. Quero ser o beijo nessa consciência e mesmo apesar do estrume, ainda enxergar a rosa. Sinto que coisas boas, essas que ficam guardadas na nossa memória lúdica, começam a desabrochar. Estou reunindo toda a força do mundo. A força e o poder de cura das florestas amazônicas, fluidos cósmicos, juventude.

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7 comentários:

Menina do mar disse...

Amei a foto. Deixo um beijo. Inté!

Papagaio Mudo disse...

Oi, menina do mar,

Anda sumida. Como está o inverno por aí? de um pôr-do-sol...
Beijos,

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roserouge disse...

Adoro o bichano...coisa mais linda!

Papagaio Mudo disse...

rs

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miau...

Menina do mar disse...

Inverno frio... gelado mas maravilhoso, sempre!
Beijos

Menina do mar disse...

Inverno frio... gelado mas maravilhoso, sempre!
Beijos

Papagaio Mudo disse...

que delícia! adoro frio.
Beijos,

Gustavo