quarta-feira, dezembro 24, 2008

downtown


Como exterminar de vez essa lembrança? Como assassinar em público essa dor? Somente matando a si mesmo? A dor física dói menos, distrai. Cadê o espírito imortal do Capão? Será que só choro eu? Chora você? Hey Joe. Quando criança tinha um sonho, mora no Blues que não desejo a você. Sabe sobreviver com outro homem, sozinha. Por quê me dói essa dor consoante dor-de-corno? Será que ainda te amo? Ou sinto falta da possibilidade de wohlgeratenheit, daquilo que deu certo, de ter dado certo, mas tudo é incerto. Que ridículo a possibilidade ser uma lacuna, uma falta, uma saudade, uma dor. Estive fora e as sirenes tocam mais um labirinto, lamento mais uma vez aqui ensimesmado. Trocando valores por maços de cigarro e cerveja. Eu me escondo da chuva fumando meu baseado, dando a minha risada mais profunda. Gargalho e rio e jogo bola, com os pés descalços. Eu sou do povo, embora muitos me critiquem. De domingo pra segunda tem sempre alguém dando a bunda. But the wind cries mary..
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4 comentários:

Papagaio Mudo disse...

suicídio filosófico
não posso acreditar que ela

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http://papagaiomudo.blogspot.com/2008/04/o-peso-do-mundo-o-amor.html

Raquel Emanuelle disse...

Você não é do povo.

Papagaio Mudo disse...

Não?

Papagaio Mudo disse...

show me why!

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