segunda-feira, março 31, 2008

So What?

Para ler ao som de Miles Davis

Alguns dias são mudos. Esqueço que mais mudo fico eu. Refluxo de palavras, páginas lidas, coisa muda. Esse inverno será seco como mein Herz, infrutífero como os Alpes da Suíça, infértil como o deserto do Saara. Voltarei ao início, dando círculos. Até que chegou a hora da linha divisória. Branca como nuvem distancia-se de mim. Preso feito bandido de uma vanguarda tardia. O Nada subjetivo q a madrugada procura em busca de prosa e poesia. Sim, a paciência é uma virtude. E eu esperei demais em virtude das mulheres de minha vida. Esperei até resolverem (o que nunca aconteceu) seus problemas e dilemas, enquanto talvez, elas também esperassem q eu resolvesse os meus... erramos. Vejo seus olhos de perfil, sorrindo qnd digo coisas que você quer ouvir. O outono apenas começou. É o início de um tempo desconhecido para mim. Como lidar com a solidão?
traurige Katze

Entrevista

Pelos Dublês de Poeta

Fui fazer uma entrevista com Weisse Katze, depois dos cumprimentos e antes mesmo de deixa-lo acender um baseado, fui pegando a minha pauta e pedindo logo um tempinho. Na primeira pergunta, ele não deixou que a completasse, respondendo: “é culpa do ser humano”. E desconfiado perguntava sempre: “você está anotando tudo aí, né?”.

Superficial, super ficcional, paradoxal e intuitivo. Lendo um pouco de Weisse Katze todos esses elementos se desvanecem em um texto coerente, melancólico e bonito, como numa batida de jazz. Pode alguém só existir quando escreve? Alguém que, se escondendo atrás das letras, quer se revelar a cada instante.

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UMA FESTA PAGÃ para um deus paN. As horas passam. A dor não volta atrás, acelera. Um grito de mulher quebra o silêncio da madrugada. Correr como um lince, morrer no asfalto.
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AQUELA NOITE NÃO FOI apenas uma noite, foi a noite da ‘lei seca’ em que uivamos pra lua no terraço do quarto da casa da Bailarina. Sentia nas veias sujas de sangue sujo avinagrado aquele amor impossível, inviável e antagônico. Apesar de, por dentro, minha revolta com a vida, com o mundo, a minha revolta enlouquecida de álcool, de vinho, de cachaça, uísque e velho barreiro, ouvindo Billie Holliday, Chet Baker e Marvin Gaye... Não pude evitar de tocar aqueles seios negros, sentir o amor estranho amor entre eles. Meu amigo me perdoe defini-lo, ou melhor, não defini-lo um homossexual indefinido de muita força vital, do homem, e do lado feminino estranhamente forte. Essa noite a Bailarina jogou as cartas para ele. Brindamos com bom vinho, cantamos e choramos juntos, à vida. Eu também não podia definir, aquela beleza negra psicoanalizada; aquela beleza negra que já leu filosofia e que, de vida, entende um pouco; aquela voz um pouco rouca e eu, um pouco louco. Não, não estava ao meu alcance entender aquele amor. Um amor de épocas passadas, um amor condenado, um amor de complacência, um amor que nada encontra em si mesmo além dele próprio. Que goza pelo Cu. Que ama uma mulher e um homem. Não eu, ele.

Weisse Katze


Dublês de Poeta: O que você está fazendo agora?
Weisse Katze: Abri um blog que vai fazer parte de uma crítica ao Capitalismo. Vão ser publicadas sob o título de “Profissão e Sacerdócio”. São dois ensaios condensados em um só, “Juventude, ideologia e política”. Tem conexão, não tem?
DP: É poesia?
WK: sim, agora enveredando pela prosa, mas a poesia é sempre maior, por ela ir de encontro ao acaso. Mas de qual prosa estou falando? Porque isso consiste em dizer necessariamente que falaríamos da prosa poética. É melhor ser poeta do que escrever poesia.
DP: Viver como poeta?
WK: Mudar os panoramas, seduzir. Registrar isso no papel não é o objetivo central do poeta. O objetivo central do poeta é ser poeta. Aquela coisa: “Deus é um grito na rua”. A personalidade, poética, sabe o que é isso?
DP: Então por que escrever?
WK: Não sei. Isso marca, estigmatiza e pode até durar uma geração depois, seilá, bem depois.
DP: Quando li “Uma Cidade Meio-Nula”, do livro 4x4, lembrei de Menphis.
KW: Primeira coisa que veio na minha cabeça foi dizer Belô, mas, existem nulos. Outras coisas que me anulam. No fundo a cidade é você mesmo. É Menphis, no Egito. Não Menphis do Elvis, a original mesmo. E sabe o que tem de interessante lá? Nada. Nem conheço. É o nome mais bonito depois de Dublin. Você sabe que mesfisto é a voz do capitalismo, né?
DP: Mesmo você dizendo que não, tem muito humor no que escreve. Isso é uma forma de humor?
KW: Prefiro um tipo mais sutil de sarcasmo. Satiricon, Petrarca.
DP: Eu falo isso porque você é muito engraçado.
KW: eu acho ótimo, devo agradecer? (risos)
DP: Você é uma sátira de algo que eu desconheço o original. Sem um pouco de sátira não existe Vinícius de Moraes.

(Weisse Katze começa a recitar Vinícius, faz uma pausa para dizer que são 23 horas e 23minutos, e que isso era muito interessante, e volta a recitar Vinicius)
De repente do riso fez se o pranto / silencioso e brando com a bruma / das bocas unidas fez-se a espuma / e das mãos espalmadas fez o espanto / de repente da calma fez-se o vento...
WK: existe um Sarcasmo nisso, nos versos finais.

Fez se triste o que se fez amante /e de sozinho o que se fez contente.

Talvez fosse mesmo um sarcasmo recitar Vinícius as 23:23h. Mas sempre foi assim, como uma indecifrável festa pagã. E se é indecifrável e efêmera toda festa, é culpa do ser humano.

Escrito por Dublês de Poeta às 23h34

Almost Blue



Estou mais confuso que tudo. Só tenho certeza das coisas práticas q devo viabilizar no dia-a-dia. Se devo fazer tais e tais coisas. Muitas vezes trabalhar em casa é um tédio. Conduzimos as tarefas de maneira vagarosamente lenta. Podemos usufruir dos confortos do lar, muito embora eu já tenha passado horas na frente desse computador. O que há de melhor é que da cadeira posso rolar para a cama, mas minha cabeça não me deixa mais de cinco minutos afastado da máquina, ali tão perto. Se digo q estou confuso é porque não espero mesmo que ninguém me reconforte. Eu teria outras formas mais sutis de pedir ajuda. Então acontece-me o erro de dizer coisas q eu não deveria. A sentir coisas q eu não deveria. A envolver-me com o passado como se ele ainda estivesse presente em minha vida, e não é bem assim. Então nos tornamos zumbis, nos tornamos homem e mulher invisíveis, nos tornamos realidade falsa, nos tornamos fantasmas dos nossos sonhos e nossos próprios algozes. Isso é lustrar a minha dor, Mildred? Começo esse texto dizendo que no que compete aos meus afazeres tenho toda disposição possível, além do que me apraz fazê-los. Apenas torno-me mórbido quanto trato temas mórbidos, como um trágico luto, não apenas banal e passageiro em tudo que apostei e... Mas, saúdo aqueles que me reconhecerão do passado além dos tempos, pois eu não mudei, sou o mesmo. Acredito q as pessoas não mudam tão facilmente. Ainda tenho a polidez que falta a algumas almas imorais. Se refletir sobre isso, não basto seja apenas um devir domingueiro, é necessário não sucumbir. Quando soçobra a barcaça que nos levava ao domínio dos piratas. Náufragos derradeiros de nossas próprias, mais suas e criminais, sanguinolentas, marginais e assassinas vontades contidas.
Oxum maré que espanta o mal olhado.

For you Mildred...>¨<

domingo, março 30, 2008

Fernanda canta



Dedico essa música a quem me ensinou a posta-la, minha amiga
blogueira de sucesso, Cris Moreno.

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Sad walk

"É perigoso apagar as pessoas dos seus sonhos". Escrevo essas palavras sobre as manchas d porra da minha indignação, em um papelzinho com telefones. Anne, a garota de 19 anos me chamou d EMO. Disse a ela q eu era apenas mais um homem sozinho desencontrado, um dos vários, apenas mais um, mas q não tinha idade para esse tipo de taxonomia urbana. Não desejo entender as mulheres. Mulheres são como ventos fortes, mas minha senda se perde na alma do nevoeiro, Um Poeta em Nova York. Não me envergonho de demonstrar sentimento, mas descobri q estava chorando mágoas no ouvido de quem oferecia apenas um ombro amigo. Estou triste, “na pior” como você disse mistério Moreno, mas não conte isso pra ninguém. É a tua hirta ignorância onde esteve meu dorso limitado pelo fogo. Norma de amor te dei, homem de Apolo. Pranto de Rouxinol alienado, porém pasto de ruínas te afiavas para os breves sonhos indecisos. Pensamento de fronte, luz de ontem. Índices e sinais do acaso, mas tua cintura de areia sem sossego atende somente rastros que não escalam. Hei de buscar pelos rincões tua alma tíbia sem ti que não te entende, com a dor de Apolo detido com q rasguei a máscara que trazes. Ali leão, ali fúria do céu! deixar-te hei pastar em minhas faces.Continuo ouvindo Cartola, mas tenho evitado Chet Baker - mas ouça Sad Walk

sábado, março 29, 2008

Cris Moreno

O silêncio é porque estive pensando, antes de deixar escapar qualquer palavra inválida que faça eu me arrepender depois. Refleti sobre o seu discurso, sua fala. Conversei com minha mãe-amiga. Conversei com Caiocito amplamente sobre questões filosóficas e a tonga da mironga. O que esperar de muito pragmático? de nós que somos escritores? mesmo quimeras e fúteis palavras, mesmo que meros escritores. Você deseja da mesma forma que eu desejo, percebe?, idealizando. Também procuro uma pessoa idealizada, mas o que encontro é um anjo em perigo. Um anjo libertário que sussurra ao ouvido de Psiqué uma fórmula mágica e tentadora de se viver cansou-me ser. Usarei esse modus operandi em meu proveito, enquanto espero cruzar em uma esquina qualquer “a” pessoa da minha vida. É de uma imbecilidade inútil pensar assim, mas meus olhos parecem estar fechados. Cansei de escrever sobre o que todos nos buscamos, o amor. Cansei de tentar entender as mulheres, que é como decifrar um código. Disse “eu te amo” como forma de verbalizar, mas esqueço q estou dizendo isso para outra pessoa. Em realidade, guardado seu sentido relativo, digo isso a mim mesmo refletido no sorriso dos teus olhos. Quando os olhos sorriem fazem-me sentir como um adolescente que pela primeira vez fez sexo com a namorada. Façamos um acordo, também não sou tão apático quanto ao amor, que diz Pára com a mesma entonação que diz Prossiga. Receio? odeio essa palavra. A Prudência é uma solteirona rica e feia cortejada pela Incapacidade, Blake. Quanto aos ovos, não pise neles. Melhor seria fazer uma omelete e se faltar sal eu tempero, mas cuidado! meu tempero é um pouco acre... Quanto à Psiqué, deixa-a correr atrás do próprio Eros enquanto eu cuido da vida.

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Das neue Bild

Por weisse Katze

A imagem torna presente o que não está presente. O homem tem a capacidade de anular a distância temporal. Para isso dispõe de imagens que fazem (imaginação) ou que ele mesmo produz (técnica). Uma lembrança é um indício de uma pessoa. Um retrato é a imagem de uma pessoa. Se pronuncio seu nome (linguagem) é um símbolo daquela pessoa. Os indícios são sinais que remetem naturalmente à coisa ausente porque são elementos isolados que pertencem à essa coisa. Enquanto imagens são representantes da coisa ausente e estão em relação de similitude e semelhança com ela.
O sistema sonoro facilita a troca de uns pelos outros (pensamentos). O sistema visual facilita a representação coletiva. Uma imagem é suficiente por si mesma. A palavra jamais o é. O que explica o poder de captação da imagem sobre o homem não são suas virtudes e sim, seus defeitos.
A imagem ignora o conceito. Ela é racional. No entanto o que ela mostra nada pode dizer. Ela conhece apenas uma maneira de faze-lo: a afirmação. A imagem ignora a negação. O defeito da imagem tem uma contrapartida positiva. Se ela não pode dizer nada, ela diz melhor o "é". Dizer "isto não é um cachimbo" (texto do pintor René Magritte) é dizer com o texto o que a imagem não pode dizer por si, pois a imagem não pode dizer a negação, como também não pode dizer dela mesma que é uma imagem e que não é portanto o que ela mostra.
A imagem conhece só um modo gramatical: o indicativo. Ela ignora a nuances do subjuntivo ou do condicional. "É", jamais "se ou "talvez", defeito do qual ela ainda tira forças. "É isso, é exatamente isso". As mais finas argumentações podem ser refutadas mas nada podem contra a prova da imagem.
A imagem está sempre no presente. Ela ignora passado e futuro. Platão diz que freqüentemente criticamos a ilusão (portanto, a imagem). O homem confunde a imagem com a realidade.
Durante a história antiga e medieval, as imagens sacras em transparentes porque eram potentes. Acreditava-se na personificação da imagem. Acreditava-se na representação do real com real. Houve um dia em que essas imagens começaram a ser visíveis, começaram a ficar um pouco opacas, começaram a se mostrar elas mesmas. É o nascimento da arte. O momento em que as imagens se tornam artísticas, a arte se apoderou das imagens.
No começo do século XX a arte abandonará as imagens, deixaram de ser inteiramente transparentes, mostraram-se elas mesmas. Tornaram-se mais opacas na forma de reconhecer um determinado autor, de como ela foi feita, etc. Uma imagem opaca ao mesmo tempo em que mostra alguma coisa, mostra-se a si mesma. Uma imagem é opaca se não apenas representa alguma coisa, mas se representa a si mesma como imagem, quer dizer, como representante; se enquanto ela mostra aquilo que representa, mostra que ela representa determinada coisa. "o próprio autor dessa presença está ele mesmo presente na imagem"
A imagem sozinha é nula de conceito, é irracional. Somente afirma, porém nada pode dizer.

(Referências bibliográficas: Wolf, Francis. Por trás do espetáculo: o poder das imagens.)
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quinta-feira, março 27, 2008

Para Cris Moreno

Salve o Acre. E o doce, o amargo, o azedo. É verdade, estou ajoelhado no milho. Pagando penitência por uma surpresa inesquecível. Sabe Moreno?, daquelas que você não se arrepende de ter vivido, mas quem pode dizer se eu teria vivido melhor? Não se pode prever perdas e danos e nem vale a pena calcular o depois. “Não adianta chorar sobre o leite derramado” são águas que rolam. Sou mesmo o contrário d você “que olha e não vê”, você que diz nunca ter sido amada. Racionalmente não calculei o que seria melhor para mim. Me entreguei, como ainda estou, percebe?, à uma realidade que me fez mal. Desenhando peixinhos e escrevendo sobre ela. Ela, a vida dor amor com rima pobre pecado da maça. Fruto de alguma piada divina, algum anseio e o sentimento (ou ilusão energética tardia) de realidade. Isso! em busca da realidade- Lato censo. Vivendo minha ilusão particular.

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quarta-feira, março 26, 2008

Trinta anos essa noite

Pale Blue Eyes original. Anjo, ajo mecanicamente, mas quando sou chamado à razão, sinto sua falta, uma coisa que a razão desconhece. Meu corpo todo sente a sua falta. Além dessas palavras selo meu dia com coisas mais pragmáticas. Digo “eu te amo” e pouco me importa se essas palavras atrapalham ou ajudam. Importa que, passado tudo que vivi e sofri tudo que fui obrigado a ouvir, outro a se o que era. Muito melhor, mais sábio e com muito mais cautela. Importa dizer o que pode já não mais fazer sentido, mas que está preso em meu peito esse: EU TE AMO, com todas as letras e tudo que pode acompanhar o amor, agora. Penso que não chegamos até das Ende, mas deixe isso em segredo entre nós. Deixe no limbo das suas emoções onde ainda repousa alguma coisa boa sobre mim. Quanto ao fato de sermos confusos eu digo que a minha experiência agora não procura mais problemas. O começo de uma década para mim que completo trinta anos de idade, traz soluções para os problemas que travam meu caminho. Quem pode me julgar, ahm? Fiz muita coisa boa e ajudei muita gente, mas tenho méritos íntimos que só eu contabilizo. Diga-me quantas vezes você velou meu sono, em desespero com a minha “doença”, que eu te digo às vezes que te acolhi nos meus braços, te confortei em meu colo, te dei carinho quando ninguém mais. Logo florescerá um novo começo. Gestalt de Hegel que nasceu em Stutgart em 1770 e faleceu em 1831, vítima de cólera.
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terça-feira, março 25, 2008

Caminhar pela floresta

O que eu posso dizer em minha defesa? Acho que já entendemos o passado e como eu disse Só me proponho a reabrir meu coração quando me sentir independente e com auto-estima elevada. Isso é o que me mata e ao mesmo tempo é o que me faz ter mais força, me faz correr mais rápido, correr mais rápido que o tempo. Eu não tenho nada a oferecer além de mim mesmo. Como escritor, lanço as palavras no tempo. Comunicador lança idéias que ainda estão se materializando. Enquanto você tem um futuro promissor. Caminhe para as frentes assim como eu estou tentando. Quem sabe a gente se encontra numa perpendicular? ultrapassando as frustrações e os sentimentos, aprendendo cada dia mais. Sofremos e confesso que ainda sofro pela nossa separação. Acontece que eu não sou mais o meu passado, eu não sou o meu passado. No final, as poucas coisas boas que fiz não foram computadas. Aconteceu assim, eu não era nada seu de repente eu não era nada. Largado sozinho em um lugar em que eu não me adaptei e me sentia só mesmo com você. Nada fiz de bom que esquentasse a nossa economia e alegrasse a família. Você e tomou pra si e fez e que queria e o que podia fazer. Nunca fui orgulho da família, e começar pela minha. Essa mágoa, esse ressentimento... pluF quero esquecer, para transformá-lo em amor novamente. Mas agora fodass. Vou viver a vida como eu quiser e achar certo. Ser senhor dos meus demônios. Por isso escrever, para escravizá-los. Ganhar crédito para viver em sociedade. Atitudes que prometi a mim mesmo, já estou cumprindo. Sozinho, na luta contra um processo depressivo - comprimido. Agindo no tempo que planejei, sendo que na vida me faltou planejamento. Sempre vivi o presente, intensamente. A ação move-me mecanicamente, mas vivo em um ambiente cultural, conhecendo pessoas, conhecendo lugares. Vivendo a urgência da Modernidade e da necessidade. Caminhar pela floresta em fuga de um outro desastre. Vou correndo tentando fugir da pobreza que me acorrenta. Tento ser um tigre para me erguer, andar frente, lançar-me com “unhas e dentes”. Assumo o risco e me arrisco no meio dos músicos, poetas, atores, bailarinos e disso faço meu universo. Contabilizo minhas conquistas diárias. Vou por caminhos inesperados onde nascem as idéias que são levadas ao Plano de Imanência, ou seja, o plano das ações. Faz girar a ciranda da vida. Dinheiro que vai além das notas e cifras. Sei me arriscar agora com mais prudência. Estava ferido, mas estou vivo. Queiram vocês ou não, seus putos. Por isso coisas que só o tempo pode mostrar enquanto caminho, enquanto sigo livre. Para matar esse amor que me sufoca.




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segunda-feira, março 24, 2008

Assim

Espero quem me espera. Espero quem me faça adormecer essa paixão q me engoliu por tantos meses e me pôs pra fora pelos cus de Judas. Lá onde eu não sabia onde estava. Lá onde eu tinha uma só referência de fuga. E todos apontavam seus olhares como fuzis em um paredão particular. Como gangster italiano sem família em Nova York, fui resgatado, mas eu não estava no Brooklin, eu não estava no Queens, eu não estava em Nova York. Caí de pára-quedas nos braços da família. Desconsolado, sem emprego, sem horizonte, sem desejo, sem carinho de mulher, sem mulher. Dor que pulsante me acalma sem antes tocar a face tua. Do céu reflete entre nuvens a estranha luz da lua. Você à minha frente toda nua em minha mente e eu tão desolado e nu. O chôro infante de um perdido na noite que você não viu. Um chôro infantil q eu não sei como lidar. Vasculho a caixa preta dessa tragédia várias vezes e às vezes ouço sua voz, repetidas vezes como flashs e vi cenas completas de noites como relâmpago sem a contagem das horas. Acelerando os dias e atravessando um caminho pedregoso. Um beijo era a saga de um encontro que selava e todos os lampejos de raiva, um sentimento insuportável, lacerante e violento contra mim. Onde você se sentia “em casa”, onde você se sentia bem. Todos me pareciam tão distante, em outro mundo. Onde morava a violência ia de encontro o meu desespero. Um personagem sórdido de mim fabricou nossa ruptura.
Espera, deixa que eu te leve até a porta. Não fomos compensados pelo nosso esforço e por nossa dor. Quando você se for não mais voltará, não mais voltaremos a ser.(?).

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(f)ato consumado

Hoje saímos dar passear, mas o meu carro foi apreendido no trevo de Ouro Preto. IPVA vencido. Cronos ajudou. Pegamos carona e logo em seguida pegamos o ônibus que nos deixou próximo ao Dalva. A meu pedido fomos tomar uma cerveja para aliviar o stress e aproveitar a companhia um do outro. Mas afinal, quem somos eu-e-ela? Ontem, na sexta-feira da paixão, não queria deixá-la ir, como antigamente e quando cheguei em casa não quis dormir, fiquei pensando confuso, paranóico.
No sábado de aleluia, depois de passarmos a tarde juntos, no chuveiro chorei sentado com as mãos na cabeça sem saber o que estava sentindo. Um desapreço atroz brutal inumano desalmado bárbaro feroz incapaz insuportável insofrível lacerante violento sanguinário selvagem. Brotam coisas desse órgão eufemístico chamado coração. Como? então fico preso à sua atmosfera energética, preso a você. Não tenho mais o poder de opinar em nada e nem sou capaz de imaginar uma fuga dessas trevas que não me levam a ela. Eu sou a mão que não consegue te tocar. Sussurrar no seu ouvido o que você quer ouvir. Deixar-te louca e ficar louco por você. Mas amanhã? Dorme só. Uma saudade enorme da sua pele que beijo com lágrimas e inspiração. Transformei-me em um passado ruim. Lá me sentia longe de casa, você sabe. Sentia-me distante e desiludido. Certamente sou mal visto pelas noites em que tentei morrer, na alegria e na tristeza. E isso me deixou triste, saber que as pessoas mudam em poucos meses. Seria isso então? Eu que sou um malabarista, um acrobata que salta para a morte. Esse torpor que devolve ao meu pensamento uma alegria nostálgica de uma manhã ensolarada, vendendo pão no meio dos artistas, intelectuais e das peruas dos viados dos coroas. Fogo liberto.
Fogo calado. Silencioso fogo fátuo. Ainda queima. Teima em residir em mim como se ainda no sonho e acordado tenho medo. Com o passar dos anos vou te perdendo. Eu te perdi, minha Vênus...
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domingo, março 23, 2008

Onde

Lua cheia, sexta-feira da paixão. Onde andará a inspiração? Onde andará você? Será que vamos nos ver? Não suporto a saudade que as palavras não conseguem expressar. Ainda não consegui viver inteiramente por dentro. Ainda tento juntar alguns vestígios de mim mesmo. Ainda não vivi uma nova vida íntima e você ainda mora em mim. Embora eu não seja a pessoa que você ame ou queira como companheiro. Difícil pensar que você ainda me queira, naquele momento profundo onde comprimimos o pensamento mais verdadeiro.
Porque escrevo? Porque, na verdade, ainda escrevo? Solto a caneta despejo lágrimas derramo palavras. Se tentar matar você dentro de mim as lembranças permanecem. A memória as traz de algum canto por um caminho tortuoso. De fome embriaguês desespero ansiedade sufocar de amor no peito soluço de medo de não ver nada no horizonte na linha do futuro. Queria entregar-lhe esta carta pessoalmente, escrita com minha própria letra. Leva consigo o meu mais sincero sentimento. Essa estranha vida nova, essa estranha turbulência que estamos vivendo. A sensação de que o tempo passou e alguma coisa ficou no vazio. Assim são minhas frustrações, um descuido em conduzir a própria vida. Continuo escrevendo sobre você. Continuo tomando muito café e fumando sem parar. Parece que às vezes converso comigo mesmo apenas comigo mesmo. E esse teu sorriso vago no espelho vendo meu espectro. Essa necessidade descansa na imutabilidade do abandono de mais um dia, assim sigo vagarosamente um horizonte que se desloca à minha frente. Memória da época em que tive medo, minha tigreza mein süsse. Nada espero tudo espero. Corro com audácia um rumo sem rumo.

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quinta-feira, março 20, 2008

Como duelar com a Modernidade

Falamos do áudio, agora falemos do visual e da facilidade de interface entre novas e antigas tecnologias (ou mídias). A facilidade em captar uma imagem ultrapassou os limites de uma câmera fotográfica. A câmera com filme (ou “película”) se digitalizou e fomos forçados, paulatinamente, a aderir a ela. A princípio por sua facilidade de interface com o computador que já fornecia qualidade e resolução para impressão gráfica. Sofreu queda astronômica de preço, em comparação a oito ou dez anos atrás, e se popularizou (inclusive pela facilidade de interface, seja para uso doméstico ou profissional). Veja que as fontes começam a se inverter, a se rebelar contra seus criadores causando pequenas revoluções já esperadas. Celebridades são fotografadas pelos paparazi ou por qualquer pessoa que tenha um celular com câmera. Assim, tragédias já foram filmadas ou fotografadas em celular - o caso de 11 de setembro.
Hoje existe um festival de filmes feitos em celular. O festival exibe filmes de um a dois minutos, ou menos de um minuto. O artista que queira aderir a esse meio de expressão deve ao menos achar possível ser criativo em menos de dois minutos. O tempo é curto e a resolução ainda é baixa, mas a indústria já está se encarregando de aumentar esses números. Eu diria que é possível, em um curtíssimo espaço de tempo, se expressar. Mas digo também que deve ser necessária (além de todo o necessário para uma criação) muita rapidez, assim como caminha a Modernidade. Somos apenas figurantes dessa modernidade. O abismo que nós diferenciava (capacidade de abstração, de construir um raciocínio lógico) dos animais e das máquinas não passa agora de um barranco.
Vejamos o caso das TVs digitais. Em minha casa não temos uma TV digital, portando para receber o sinal a cabo, que já é digital, é preciso usar um modem que decodifica esse sinal digital para uma TV analógica. Veja que a tecnologia avança antes da capacidade de assimilação da sociedade.

Como duelar com a Modernidade?

Surgiram então os Mp4, que possuem outras funções, e cada dia surge uma nova tecnologia nesse meracado. Cada dia mais os preços diminuem, dando acesso a quem não pode gastar com aparatos tecnológicos. Os tamanhos também diminuem e as funções aumentam. Uma verdadeira enxurrada tecnomaníaca de oferta e demanda.
Mas qual seria o meio mais recente e menos utilizado? Os podcasts (arquivos de áudio), apesar de serem pouco conhecidos, são ferramentas incríveis nas mãos de quem os utilizas. O indivíduo pode, por exemplo, aprender a falar um idioma baixando vários podcasts (através do E-torrent, mesma forma em que vídeos do YouTube são baixados) semanalmente, diariamente. Isso vai depender de quem está postando os arquivos XML (formatos mp3, etc.). Essa pessoa, que pode estar do outro lado do mundo, pode também te ensinar a como criar coelhos a como cozinhar peixes a como criar peixes e cozinhar coelhos ou como criar papagaio. Os podcasts são postados em determinada página então baixados livremente.
Uma forma interessante de comunicação, além do trabalho de se criar uma rádio on-line, que requer algum conhecimento técnico e também programação, vinheta e etc... Você pode fazer tudo isso, um jornal ou programa de rádio, porém quem está do outro lado só vai baixar o que lhe interessa. Ou seja, você dá ou receptor da informação a opção de escolha. Há uma variedade enorme de informação já disponível em podcasts na rede, é só procurar saber.
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quarta-feira, março 19, 2008

Como duelar com a Modernidade?

Como acompanhar as novas tecnologias? Somos obrigados a aprender a usar e conviver com novas formas de mídia que são impostas cotidianamente. Quando o indivíduo consegue alcançar um objeto de desejo tecnológico, outro mais interessante já surgiu no mercado. A indústria tecnológica movimenta bilhões de dólares por ano e creio estar muito à frente do que o mercado atual seria capaz de suportar. Como se pudessem, a qualquer momento, abrir as comportas de uma represa e afogar a sociedade com uma inundação a qual não sobreviveríamos.
Canais ramificam-se, encontrando-se em algum ponto virtual como se se tratasse de um elo perdido. O Mp3 portátil induz o indivíduo a viver uma dimensão paralela. Eu faria uma comparação com o "celular no trânsito" que tira a atenção do motorista, podendo causar danos maiores à sociedade. Mas para os pedestres, que dirigem suas próprias vidas com os pés, adaptar-se a andar & ouvir já vem dos Walkmans da década de 80, atravessar ruas e viadutos é uma habilidade que se adquire rapidamente. Eu tentei (por influência da indústria), mas não consegui.

Paradigma:
Como vive o homem da modernidade?

O que podemos esclarecer sobre esse hipertexto midiático nas relações humanas? Quais interfaces obrigatórias na vida cotidiana do ser nas grandes metrópoles? No campo social, quais as classes têm acesso a aparelhos tecnológicos e quais usos fazem dele e com que freqüência? Através de um senso estético induzido por classe social (por exemplo: assistir a determinado programa segundo o nível de compreensão do indivíduo).
Na Modernidade, com Kant, o belo deixa de existir em si, como na Antiguidade Clássica, passando a existir para o nós, para o sujeito, o belo depende, então, do modo subjetivo de sermos afetados pelos objetos contemplados, dos nossos sentimentos, sendo por isso relativo a cada um, por isso, Kant defende também que todos somos capazes de formular juízos estéticos e de avaliar objectos como belos. Na Idade Contemporânea o juízo estético deixa de obedecer a qualquer dogma e passa a ser absolutamente relativo, deixa de respeitar qualquer critério objetivo e universal, passando a ser inteiramente pessoal variando conforme as capacidades de cada um.
Quando valoramos um objeto em termos de beleza, formulamos um juízo estético. Julgamos de acordo como nos sentimos, de sentimentos de júbilo, de prazer, de desagrado ou repúdio. Porém, o significado de juízo estético tem flutuado ao longo dos tempos relacionando-se intimamente com o conceito de belo.
Mas, paralelamente a esse juízo estético, individual ou massificado, qual seria ética da Modernidade? A indústria cultural tenta restringir o conteúto a ser comercializado, mas as músicas em formato mp3 circulam gratuitamente pela rede mundial de computadores- a Internet, enquanto alguns conhecedores de informática baixam filmes que ainda não foram exibidos nos cinemas usando inclusive um programa específico para colocar as legendas no idioma desejado.
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Novas formas de emitir e receber a informação
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O mp3 é um algoritmo de compressão de áudio. São fórmulas matemáticas aplicadas por um computador a um sinal de áudio digitalizado. Este sinal de áudio comprimido pode ser gravado em vários tipos de mídias e tem um sinal cerca de 10 vezes mais comprimido do que um CD normal (formato cdda). Com o desenvolvimento de pequenos chips capazes de decodificar o áudio em mp3, logo surgiram os tocadores portáteis que fazem esse sucesso epidêmico, frenético. A organização alemã chamada Fraunhofer foi quem desenvolveu o processo de compressão de áudio batizado de MPEG Layer-3, o Mp3. O mérito de sua interface é transportar a informação digital para qualquer aparelho de som (desde que tenha entrada de áudio) podendo assim utilizar os altofalantes de um som velho e ultrapassado.
Lembro-me que em janeiro de 2007, andávamos de Brasília vermelha pelo Rio de Janeiro, com aquele som de carro que se gira um botão, fazendo correr um agulha para sintonizar a rádio desejada. Porém, nosso anfitrião usava um Mp3 player ligado aos altofalantes do carro por um cabo desses e eu podia ouvir as “minhas músicas” porque também dispunha de um Mp3.

terça-feira, março 18, 2008

Daylight saving time is over

> Ao anjo caído
Brilhou no céu da minha testa uma esperança besta de não ser triste. A crença dogmática de q um dia será melhor do q os de ontens. Katze, sei nicht so traurig. Warum? respondo ansioso. Porque espero não ser por excesso e com malícia, mas as notas do blue ainda soam além de Body and Soul – além do corpo e da alma, além dos olhos de anjo, pois quando ponho fogo na água silenciosa e lenta, incendeio as palavras e queimo antigos testamentos em novas ardências de luzes coloridas em um pôr-do-sol do Sugar Loaf. Lembranças de um cartofilista frustrado. Queimo por dentro essas tórridas memórias que me delatam em negras nuvens de fumaça. As folhas de outono ainda não caíram, mas o sol já se vai abrandando enquanto a terra distancia. Daylight saving time is over. A luz do entardecer cai verticalmente sobre nós e os tons de verde q passeiam junto à brisa, escondidos no vazio entre os prédios, me acalmam o olhar.

Depois de ser irremediavelmente rejeitado por uma deusa afro-brasileira- uma criação coletiva dos orixás, quase um orixá, um ser com quem ele conversa sozinho sentado na pedra ao pé da santa- Katze caminhou durante dias sem parar, desviando-se de abismos, descendo corredeiras lacrimosas em um fluxo indecifrável e infinito (durante o caminho chegou a ver A Mãe dos Monstros e a enxergar seu Medo.) caminhou até o cume de sua estranha geografia mental. Lá chegando dirigiu-se a um pequeno abrigo onde permaneceu durante muito tempo em estado meditativo. Tempo suficiente para curar-se de um resfriado. Pedia ao céus Por favor aponte-me O Caminho! podia ver Orion e o Cruzeiro do Sul q sinalizavam os pontos cardeais e assim, foi orientado de volta ao seu monastério. Pensava em lugares... na sala de cirurgia, em magia branca, fazer o caminho de volta em sonho que se ergue além do mar além do Além Mar do além.
Via São Jorge na lua, mas tinha medo de enredar-se em um conto dos irmãos Grinn, por isso nunca mais se ouviu falar em
conto de fadas.
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domingo, março 16, 2008

Já conheço os passos dessa estrada

Talvez você tenha razão. Não há realmente como buscarmos algo que “já foi”. Como tentar resgatar uma história de amor, embora as reconciliações sejam hermosas e tenham seu tempero especial, ou nenhum. Seria possível? pois em nada mudamos e na essência ainda somos os mesmos. Ontem estava lendo uma carta sua antes de dormir na nossa cama vazia você dizia exatamente isso Será que somos compatíveis? mas isso eu considero um tanto subjetivo e abstrato quando se trata das relações pessoais, você dizia alguma coisa sobre as nossas origens, algo que eu talvez não tenha percebido no fulgor da minha paixão. Agora passados inumeráveis dias em que continuamos ligados um ao outro, percebe?, paro para refletir. Tenho uma sede avassaladora de ti. “Excesso de tristeza ri. Excesso de alegria chora”. O gosto do artifício e a busca do bizarro que caracterizam essa história têm rebours, onde se conta a vida de um esteta blasé. Essas lembranças inundam meu cérebro diariamente. Não tendo como escapar faço delas a água que movimenta o dínamo da vida em meu pacato monastério, dínamo da noite estrelada. Quando acordo a primeira imagem que vejo é o seu fantasma. Durante dias passo o tempo. Noites q não consigo dormir entorpecido por esses fragmentos represados. Stay little valentine. Stay and make each day a valentine’s day.
Traurige >¨<

sexta-feira, março 14, 2008

medo?

Não tenha medo das minhas farpas porque eu não sou de madeira. Não que eu me sinta uma árvore frondosa, ao contrário, sinto-me um tronco partido. Minha pele sente a falta da sua e eu me desespero em saber que “nunca” ou “jamais”. Agora eu não soltaria “farpas” nem “vespas nem “marimbondos”, apenas tocaria de leve o seu rosto e beijaria suavemente a sua boca e acariciaria sua pele com a inocência infantil de um menino carente. Com tanta delicadeza me apresentaria a você que jamais me lembraria dos momentos em que foste irascível e os momentos em que fui indelicado e vários outros adjetivos que não devo usar contra mim mesmo, mas sei que fui e admito. Não ousaria falar nem pensar em culpas, nem porquês nem pra quê ousamos nos amar muito e tanto. Não somos os primeiros nem seremos os últimos mas não tivemos o tempo suficiente para uma despedida. Com gostinho de café e sobremesa, que não fosse de lágrimas, aperto no peito e rancores, mas de puro amor e afeto que houve entre nós. Perdoa a falta de abraços, e de inspiração também. Mesmo que virtual ou em pensamento me acolhe mais uma vez nos teus braços com carinho, acaricia meu cabelo com a ponta dos dedos, sente cócegas com minha barba sempre por fazer e, quem sabe algum dia eu me sentirei protegido.
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terça-feira, março 11, 2008

Esses dias

Estou gripado. Eu q sempre disse que a gripe ocorre por conta de alguma carência afetiva, disse e reafirmo. Cai de repente a chuva descontente de março. Estou definitivamente gripado tentando inutilmente lutar contra essa carência, lutar contra esse vírus, nada como um nariz entupido. As minhas forças de repente se esgotaram e eu caí doente, fisicamente porque doente eu estava já a muito tempo, de risos de porres homéricos de soluços de andar de madrugada bêbado nas noites escuras of downtown de conhecer pessoas que eu não conheço de morrer de rir de um medo constante de matar a sede em uma fonte invisível de me deixar levar pra onde quer q seja num caminhar sonâmbulo com olhar meio nulo com lágrimas de O que eu estou fazendo aqui? com impaciêcia de motorista de táxi quando sinal está vermelho e desinteresse mútuo de mim por mim mesmo.
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traurig Katze