sábado, maio 31, 2008

Bárbara

Bom Conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
Chico Buarque

Tag der Blume

Vou me despindo do passado. vou me despindo das coisas que atravancam meu caminho, eles passaram, eu passarinho. efeito cebola. vou me despindo das coisas ruins e relembrando coisas boas e fatos alegres, pequenos momentos felizes que não observei direito naquele momento.. vou esvaziando minha mente das coisa do passado foi o eu que ficou para trás. registrados meus erros e aprendizados. magoas mútuas que hoje são pretérito. hoje minha voz fala somente o que pondera meu ser racional, creiam. não digo que me santifiquei de outra pra outra, mas, sou dono da minha fala, responsável por minhas palavras, responsável pelos meus atos perante o Deus que há em mim. Diante de Deus perante a mulher perante a lei a moral e o espelho. a casca vai saindo e deixando a velha pele pra trás. cobra que não anda não engole sapo. um corpo umedecido e renovado ao sol d Sonora. saudade assim meu remédio escreve. descompacta e desmemoriza. digo assim palavras essas poucas, cansada de sofrer, ocas vagam. Despindo o véu da saudade em planos verticais horizontais diagonais. no silêncio da quinta dimensão. assim melhor. metas vezes a sina desde que o céu possa sonhar. assim como um vento eólico erosivo dilapidante. diga ao tempo que lálálá.
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quinta-feira, maio 29, 2008

coca-cola é isso aí


só pode ter sido uma foto combinada, para criar notícia.

a real

Sinceramente dei o start na minha vida. segunda gestação. foi sofrido admitir. estive tão perdido, com sentimento iconoclasta (já que eu não posso mudar o mundo, quero destruí-lo)tanto tanto que feri a pessoa que mais amo, estive me sentindo completamente sem chão para dar um pouco de orgulho da nossa capacidade. fora outros conflitos maiores, além das nossas forças. sem chão para apoiar-me quis agredir como se me fosse direito apontar o dedo a alguém seja quem seja. sei que, magoei a pessoa que mais amo e ainda está e ainda está magoada. aquele q sente que a sua moral (porque a pessoa não é o João, é a moral do João) se sente traída humilhada com sua moral manchada e jogada aos porcos, sendo ele um ser pouco evoluído, tende a querer destruir aquele que causou os danos. eu confesso que incidi nesse erro. pela primeira e última vez. Mas isso foi antes do start, antes da chocadeira elétrica, antes do rebirth/renascimento que estou vivendo. sem menor vergonha e com a maior dignidade de saber o meu valor, saber quem eu sou. Agora sim, o que me motiva é mais do que nunca eu mesmo. amo-me para que o copo faça transbordar. ao próximo como a ti mesmo. pode não acreditar, mas eu não corro em busca de um troféu. não seria justo com o troféu nem eu ficaria feliz. com os júbilos da vitória anônima, o campeão pode ter vencido o campeonato, quem sabe? por antecipação, sem mesmo subir ao podium. o segundo ou terceiro lugar podem estar na briga pela liderança... se não estiverem estão no esporte errado. não seria justo com o troféu e nem eu ficaria feliz. corro para ser Übermensche - para ser campeão. Vohlgeratenheit. você acha que eu sou como Sísifo? que foi condenado a carregar morro acima a pedra que sempre tornava rolava morro abaixo, por toda a eternidade? pensamento existencialista, êpa !.. que sou aquele que sofre um amor Walt Disney? ultra-romantico-apaixonado? que crê piamente no amor platônico ou impossível? posso ser espanhol posso ser passional mas sou não burro. definindo minha vida. preciso definir minha vida para cumprir minha missão como homem. corro para transbordar o copo, ainda não aconteceu, mas quando isso acontecer, quem sabe minhas idéias já seram outras? busco insistentemente estar bem comigo mesmo. a cada, dia todo dia. paz em tudo. tudo em paz...

moço feliz

daily news

Notícias do dia. Espero porque há esperança. não busco troféu ou beijo de namorada. olho-me no espelho e não vejo nada. vejo apenas o animal orgânico que produz esses pensamentos. vê um sentimento que não tem tamanho, peso, medida mas é, existe. afectos que dão confluência a vida. esse animal material orgânico pensante. produz bons fluidos para uma segunda gestação. "La animal que donc je suis" o animal que logo sou. Amo-te como um bicho.
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sadness

quarta-feira, maio 28, 2008

chocadeira elétrica


não tenho o que escrever. tudo que escrever vai parecer passional e piegas, vai parecer um clichê, um jargão amoroso dito e pronunciado de varias formas “N” mil vezes por 1.000¹³ (elevado a décima terceira potência) números de pessoas infinitamente. o que eu poderia tratar é o número de pessoas que necessitam (em todos os tempos verbais passado presente futuro) da chocadeira elétrica. trata-se do segundo nascimento ou renascimento quando o ser humano se leva para não ser rebaixado (uma máxima Nietzscheniana), usando palavras talvez vulgares talvez incertas mas q transmitem a idéia, ainda não d forma completa. trata-se de aprender nos bancos escolares e nos divãs que a vida não é batatinha. mas poucos pais se dispõem a dar esse apoio. necessário na hora devia, seria lá pelos treze, quatorze, quinze anos, em que o indivíduo precisa nidificar o corpo ao espírito. uma das fases complicadas da vida. conflito entre o corpo e a alma. mas não pensem que são somente os adolescentes que precisam dessa união de si consigo próprio, outros “jovens” também. incluindo a mim mesmo, q tive de voltar para o útero materno para ser expelido de volta ao mundo. com todo amor. seria certo perguntar se a determinação, a partir desse ponto, é válida? toda força de se encontrar. é válido que esse reencontro aconteça! Portadores do risco de que isso não lhes vá acontecer por enquanto existem. cerotonina faz bem à saúde e não causa danos. O encaixe o desencaixe o re-encaixe, questões antropológicas que não falemos disso agora. por exemplo, se um filósofo não produz e publica sua obra ou leciona no meio acadêmico ele está desencaixado, mesmo sendo suas palavras de refinado estilo literário e vasta complexidade de raciocínio. os filósofos são encantadores por sua über capacidade de abstração. acima além. se ele não só vive de abstração, e “corre atrás” assim como nós, que vivemos o mundo real*, tangível, físico, material ele busca se encaixar socialmente. Um filósofo pode ser usado em vários setores? além do que transmite ou publica é muito reduzida a chance. mas se há o encaixe social desse em questão, somos afinal todos formiguinhas. Formiguinha do pensamento, nesse caso. da transmissão e recepção da história do pensamento, ou um novo conceito uma nova tese. rizoma. somos perfilações acima - abaixo se invertem seguem a linha do tempo, mas o tempo não é importante. saiámos dessa chocadeira artificial para engordar o gengibre!
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mildy

terça-feira, maio 27, 2008

só mais um

Sou só, mais uma pessoa, só. o tempo segue seu caminho sem volta. cego retilíneo. ao passo que dia/noite se intercalam. o dia seguinte sempre nasce. independente da nossa vontade. pela graça de Deus que nós dá essa linda oportunidade. The sun Also Rises. nada tenho a dizer. nada tenho a acrescentar quanto ao meu relatório diário de minhas atitudes e acontecimentos. Só tenho a dizer que estou mudando. por mim por nós pela humanidade q tanto precisa. perdoem-me os ateus por esse texto espirituoso, mas é que vivo um momento de muita fé. uma fé que me tira de mim mesmo em beneficio d todos que me cercam. sair do meu problema e ajudar aos que precisam de mim. encontrei nesse caminho encontrei as crianças da creche do Centro. nem por isso esqueço do meu sonho de alegria ao lado de alguém que reconhecidamente (por mim e por todos q me acompanham) eu amo. Continuo no espírito de mudança, meu coração palpita quando lembro, mas lento eu continuo meus dias. galgando melhorar. Hoje fazem três semanas, exatamente, que eu não tomo um porre, que eu não bebo uma gota de álcool. Isso me faz muito bem. acho que realmente encontrei meu caminho. não em busca de nenhum troféu mas o meu caminho. que assim seja.
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Marisa

em Tom de Elis

A TVpapagaio em perceiria com Rede Globo apresenta

Águas de Março

Composição: Antônio Carlos Jobim (vamos apresentar ele tocando piano alla nightclub com Elis. Aguardem...

segunda-feira, maio 26, 2008

algumas raízes do papagaio

papagaio roots
Vou tentar contar a vocês a história do papagaio mudo. no início quando encontrei esse espaço de interface com o leitor e comecei a publicar meus textos, relendo, corrigindo e re-corrigindo, limando, incluindo, enfim, tudo que envolve o processo de criação em termos de “labuta” para se apresentar diante do público.
Bem, existia um papagaio formidável que se comunicava com o seu dono, Juan. transmitia mensagens dizia as horas, memorizou o número do telefone da casa e sabia inclusive contar até dez. o problema é que ele era tímido. só falava com Juan, que passou o maior vexame ao descobrir isso. ele havia convidado todos os vizinhos que ouviam e comentavam que Juan estava “ou falando sozinho, ou conversando com o papagaio” para assistirem uma conversa dele com o bichano. foi quando ele se mostrou tímido pela primeira vez para descontentamento de todos. O papagaio chamava-se “papagaio” e a partir desse dia somou-se a ele por parte dos vizinhos o adjetivo “mudo”. Diziam em extrovertidas controvérsias e contido sigilo e tom de voz O Juan deve estar ficando louco, coitado... dizia a senhora do 304, Não! retrucava o síndico, que ouvia tudo porque morava no 101 com área aberta Ele realmente responde. Dona Joaninha ficava com cara de dúvida, mas tinha que se conter diante do síndico que alegava a veracidade dos fatos.
Esse papagaio me inspirou a dar nome a um sentimento meu. O sentimento verborrágico de vomitar as palavras/sentimentos contidos de verbalizar de vocalizar a qualquer tom e da maneira estrutura e concretude com que elaborava o raciocínio, materializado em metralhadora ambulante, mas que se prostrava diante de uma página em branco. foi quando descobri essa ferramenta útil essa brincadeira gostosa que se chama Blog para despachar na Rede e, de uma alguma forma, no universo, todo e qualquer texto ainda manuscrito q fosse, ainda por criar... em outras palavras “minha fala”. assim eu me libertei da mudez. me libertei do meu alter-ego contido na imagem do dono (Juan da história/eu-mesmo da vida real) que so conversava consigo e resolvi declarar anonimamente minhas paixões e dores e histórias muito mal contadas. No início não sabia q seria tão anonimamente.
Quando voltei para a casa de minha mãe descobri (eu já sabia q aqui havia um papagaio) ele acabou ficando meu amigo, intimo, porem evito de tentar ser o alter ego dele. Nos momentos de minha solidão ele respeita e fica calado.às vezes puxa assunto, também tem necessidade de se comunicar, receber e responder aos estímulos, mas só conversamos quando eu quero. nem sempre tô afim de ouvi-lo.
ele é indeciso, às vezes grita Galoo! e em seguida grita Zeeroo! não ensinaram a ele direito, deram uma má educação ao pequeno, nós não sabemos batizá-lo, ele não tem nome ele é “o papagaio”. Sei que agora ele cantarola alguns standarts porque ouve jazz praticamente o dia inteiro. já sabe vocalizar Round midnight, Body and soul e My funny Valetine. acompanha qualquer música sem sair do tom.
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Mil

assistam o clip, por favor. Danke Shön, merci...

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Prece

soltar somente pétala de rosas e camélias de minha boca e que minhas palavras sejam cheias de luz.
que meu pensamento esteja sempre em comunhão com o bem, muito além de todo e qualquer mal, todo e qualquer desequilíbrio. obrigado por essa jornada de trabalho.
ajuda-me a aceitar com gratidão as dádivas e ajudas espirituais que encaminham as etapas e deixam fluir no positivo as mentes daqueles que nos cercam.
quero sorrir e fazer sorrir. daí a força necessária para isso. faz de mim o seu pupilo predileto que possa adquiri bens maiores, bens espirituais, de crescimento, de amadurecimento verdadeiro. a lua entre tenieblas, entre as nuvens entre trevas.
Senhor ajuda-me a entender a pureza a simplicidade o perdão as palavras doces a paciência o respeito o caminhar da natureza o processo de quem ama e está amando em silêncio a distância. sinto-me como a preparar uma viagem para a Europa, porém isso exige passaporte dinheiro planejamento persistência preparação física moral psicológica, boa conduta. Não sei se me fiz entender, ou s discordam de mim... O fato é que toda essa preparação acontece para uma viajem ao destino desejado que se encontra aqui e não além daqui.
Senhor desculpa-me se peço algo que seja contra a sua divina vontade e bondade infinita. Perdoa-me se estou sendo egoísta em minhas preces e meus desejos e o foco da minha oração. vibro somente energias boas apesar disso. apesar de Conhecer as angústias do meu coração.
que as palavras sejam sempre suaves e puras. que pétalas de rosas caiam da minha boca despejando luzes amor harmonia. o perfume das flores do campo. a beleza idílica da vida. navegando nesse astro terra que circula o sol... dai-me a chance de fazer feliz.
Que seja feita a sua vontade!
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sábado, maio 24, 2008

Der Kleine Prinz

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer cativar ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo... Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo... A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me! Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"
trecho do livro . . .
Antoine de Saint Exupéry
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Star dust

John Coltrane
O que somos nós afinal de contas? porque somos e
agimos dessa forma? porque provoco ternura e medo nas pessoas?
help me think about it, John...
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Cole Porter

Chico Buarque

A Love Supreme

John Coltrane


P o P C a F é

nosso Café Virtual em algum lugar do futuro.
opiniões forjadas opiniões formadas opiniões adquiridas emprestadas formuladas, impressões e perceptos de cuja densidade não quer mais ser vividos, oxalá de forma alguma jamais. opiniões vividas engessando a nossa imagem na imutabilidade. Sentia a doçura de sua ingenuidade sigilosa e de sua calma ao mesmo tempo insegura. sempre fui bom em guardar segredos. matava-me segredar esse sentimento “aos outros”. enquanto em um mundo ilusório (porém muito racional agora) vivia uma realidade paralela, dúbia, paradoxal, dual, antagônica, contraditória, oposta, ambígua, cartesiana e ao mesmo tempo ilógica àquilo q a mim fora segredado. a verdade que sinto é que nos separáramos enquanto ainda nos amávamos. e não tivemos tempo de nós despedir nos ventos intempestivos daquela ultima mudança. lembro-me, quando descendo a rua a vi, uau. te protegi quanto aos nervos aflorados, irrompemos em lágrimas por dois minutos contados. Não eu nunca vou dizer adeus, no, I never gonna say good bye! Gloria Gaymour. submergir. às vezes alguma paz me tranquiliza. Sabem? é difícil solidificar um estado são d solidão. Na página manchada de café agradeço por estar passando por essa fase manchada de incertezas idas, de frutificação do q estava deserto, de sentir verdadeiramente quem sou e quem desejo ser(mos), da vasta supressão das válvulas neurais, dói. un season au l’inferne. afogado em goles e nos envolvendo no fundo d pequenos nadas. é hora de uma cirurgia moral radical. nada de romances ordinários de uma vida atribulada.
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muito Pop?


sexta-feira, maio 23, 2008

Flowers for a lady

Charles Mingus

Dimetil Triptamina


Dimetil Triptamina*. o que me motiva a viver/correr de mim mesmo para mim mesmo mais que a mim mesmo? em quantos dias meses eu consigo nessa corrida contra o tempo para chegar ao ponto de largada subir ao podium estourar a champanhe e receber a coroa de flores? eu sou bom motorista, vou me conduzir bem na minha vida. cada dia tem sido uma tortura em que tenho que transmutar as energias em boas. como isso? o desapego. estou apegado à mim mesmo pelas correntes preso à realidade mas também não deixo de ter desejos isso é o que me mantêm vivo. houve um tempo em que deixei de ter desejos. não queria mais viver. agora por desejo ou por saudade por vontade entre o antigo eu a mudança vem o deserto da alma, na alma. e a partir desse deserto onde se nega o pão, onde se é obrigado a curvar-se diante de uma força maior onde se passa por todas as mudanças espirituais e materiais onde se é tentado e ao mesmo tempo chamado a confirmação do instinto que nos leva a viver o mundo real, trabalho, companheira, casa... encare dessa forma. veja com os meus olhos. estou seguindo meus instintos de sobrevivência para continuar caminhando a cruzar esse deserto, na busca de encontrar um oásis e continuar na trilha que me levará de volta pra Sua casa. como estou magro. deus, me ajude.

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* formula o êxtase.

Body and Soul

Musiker





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Sänger




quinta-feira, maio 22, 2008

desprendimento, como usar



para ler ao som de my funny valentineHoje é um dia especial para mim. estou vivendo uma dor ambígua, mas cada dia que passa me valorizo mais. escrevo sem maiúsculas, mas estou cheio de músculos, principalmente no cérebro talvez seja isso que me torna duro sem virgulas sem acento. em não acreditar em mim mesmo, mas logo em seguida ver que a vida continua, continua nosso percurso diário em busca do amor em busca do trabalho em busca da felicidade. eu não dependo dos meus pais, eu estou dependente deles nesse momento. voltei para o ninho materno. sou um homem que ajuda a cuidar de uma senhora minha mãe, uma mulher sozinha e um adolescente. tenho recebido muito em troca, mas não é um castigo estar aqui. tocam os sinos. anunciando a vida! basta viver. viver as coisas positivas com equilíbrio e intensidade comedida. a isso dá-se o nome de Força Vital. as minhas estavam abaladas mas não deixei de viver estando entregue à vida. Diante desse teclado escrevo uma nova página. diante dessa página em branco q chamei de vida, de estilo, de estética, de equilíbrio das massas, de inteligência emocional auto controle. afinal, quando não coisas estão muito bem não é necessário ter equilíbrio ele vem naturlich vem por conseqüência, busca-lo requer um outro esquema requer estar bem consigo mesmo de se olhar no espelho dentro dos olhos dentro da alma e enxergar um ser humano completo vivaz alegre em paz. vasculhando as possíveis janelas do futuro aprendi q devo me ocupar do presente e o futuro inevitavelmente virá. dependendo da forma como o moldamos agora um segundo não volta mais. Estou obtendo isso ao ver a linha do horizonte e o ocaso do sol. o outono é um tanto previsível, mas a cada instante caí uma maçã madura do pé. ou uma jaca.
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quarta-feira, maio 21, 2008

cancioneiro

Baila la Rumba! foi aqui que eu nasci. diante d uma página em branco. ando agora por preencher de lembranças o papel. lembrando de alguma coisas, todas boas, nada de ruim vem à minha memória. Somente a coisas boas q vivi com a Pearl, a sensação de paz que sentia quando ligava pra Mildy, enquanto estava no Rio sob pressão. Os passeios de Jeep com a Pearl pelas estradas, quando ninguém sabia onde estávamos, de navegar pelas montanhas do santuário com a Pesseguinho, os quinze dias que passamos caminhando na Chapada Diamantina... momentos que vivi na Patagônia argentina, o Chile! as Torres do Paine, os lagos e glaciais, os picos de Big Wall, lembranças da caminhada mística na Bolívia e caminhos do Incas no Peru a la Pacha Mama. a escalada em móvel no nas agulhas do Frei. os abrigos os amigos que fiz pela estrada. Tudo me segura agora aqui, onde eu nasci, mas queria escrever mais uma página no livro da minha vida, cruzar o Atlântico até o extremo oriente chegando ao Pacifico norte. não consegui perder esse espírito aventureiro. mas todos esses caminhos me dão medo. medo q tenho de nunca mais voltar de me perder para sempre nas estradas da vida, de ser um errante, um barman de pouca cultura... e só. Não nunca fincar pé. é paradoxal, a palavra tenta nomear a cor assim como a cor tenta retratar a realidade. a filosofia é assim, de cada um. tento me desvencilhar de quem me prende ao mesmo tempo q quero proteger abraçar galantear beijar, deitar no colo lamber umbigo fazer cafuné falando a língua do amor. nossa! realmente não tenho medo de ser piegas. éramos seis antes da chegada dos netos. eu tinha oito anos quando Gabriel nasceu...
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cante jondo

Sou espanhol (mestiço). Meu pai é espanhol. Os pais do meu pai são espanhóis (eram). Dançar um tango cubano a mi pueblo de México. “¿trajo los cepillos de dientes, guey? uma salsa portenha com o passar dos anos. cruzes. que coisa ridícula. mais nada de mal, caia na dança, entre no ritmo, saia do ninho, da blogsfera pinche guey. dar uma volta na lagoa, andar na praça, ir no supermercado. de presente uma saia justa para quem não faz nada disso. para quem se fechou em si. um dia após o outro. é verdade que fui relapso mas não quero falar de passado. “meu passado me condena” as cenas de espanto que sofri e que causei. “aquele que nunca pecou que atire a primeira pedra” e “a César o que é de César”. como te quiero mamacita como te amo. Uxi, se eu não fosse tão imbecil em não perceber isso. Em teimar e teimar e teimar em querer esquecer. e de repente, de surpresa! atinar... se liga! o soneto da separação do Vinicius é límpido e tórrido, “de repente do riso fez-se o pranto/ silencioso e branco como a bruma/ das bocas unidas fez-se a espuma/ e das mãos espalmadas fez-se o espanto”. e finaliza “de repente, não mais que de repente/ fez-se de triste o que se fez amante/ e de sozinho o que se fez contente/ fez-se do amigo próximo o distante/ fez-se da vida uma aventura errante/ de repente, não mais que de repente.” é... será? concordo que a vida é uma aventura, mas cansou de ser errante e sem rumo. então, se liga na missão! entrei pros Correios. Não troque o certo pelo duvidoso. mais vale um pássaro na mão que um papagaio voando. “quem se rebaixa quer ser exaltado.” Nietzsche.
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terça-feira, maio 20, 2008

descobri






Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


V. de Morais

que é impossível lutar contra o amor
mas sim, se reformular corpo/alma/mente
para lutar pelo amor.

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segunda-feira, maio 19, 2008

o Dia

existe apenas um jeito de subir. mantidas as rotas de fuga, tenho que ir. seguindo o "crescendo" (movimento sinfônico) de um exercício diário de paciência. todos e todo mundo nosso potencial contido na bunda das formiginhas operárias. assim seguimos fazendo a revolução em nossas vidas e admitindo que um dia, apenas um dia... , faremos o que for necessário para algum instante de glória, pouca que seja. e por merecimento ficaremos na mesa depois depois da sobremesa. Fênix, sinto em te dizer mas nós somos os últimos da fila. tenho que ir... descontente da própria burrice (negligência) sigamos!
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sábado, maio 17, 2008

Olívia

Ukoy-ê

TSUNAMI em mundos flutuantes
“cada um tem seu próprio ideal de felicidade”
disse o argelino, há quem não tente fazer o seu próprio manual de felicidade. apesar de ser muito estimulante, a renovação cansa. não vou mais me levar cego ao apagar das luzes. Ave! claridade. Musica de cabaré dos anos 30 cantada em alemão. as tabernas de onde eu nunca saía correndo. eu quis matar alguns amigos. onde houve turbulência, amizade. mas quando as ondas inundaram a embarcação, falta de companheirismo. daí? que fazer? naquela última e fatídica noite em que quis você ao meu lado. O presente foi lambido pelas ondas, o passado... também levado pelas ondas e o que ficou, na China, foi o presente. mas isso ninguém vai tirar de mim. porque o amor tem que ser assim? Hegel gestalt tudo passa tese antítese síntese leia os epicuristas... Eu me ative demais àquele capitulo da Ética, do Spinoza, da Servidão Humana e me esqueci de ler o próximo capitulo: como combatê-la. William Somerset Maughan escreveu “of Human Bondage” onde você interpretava a garçonete Mildred e eu Phillip, naquele palco vazio. Impresso com mágoas cotidianas em sua amplidão particular onde se sentia invisível. Se eu me dispusesse a morar 20 dias (ou vinte meses) fora- creio que não se importariam. Eu fui um bom Phillip. quero despertar agora o velho samurai. venha vida! Ave! a Tempestade e o Trovão nas mãos de Zeus ou de Iansã. Valha-me 20 vezes qualquer coisa ou 20 vezes de nada ou 20 X Nada. e chamo alguém pra resolver essa equação inacabada. aquela casa não teve som de música. não estou no deserto no oásis agora no ostracismo do deserto das idéias. não quero que palavras recônditas regurgitadas machuquem a você, e nem a mim. apesar de vazar essa frustração de felicidade possível, esquece. é só o refluxo de um sábado monótono. Conto para o papel, abrigado do vento que sopra contra mim. ¿quem sabe um dia voltarei a participar da sua vida... compartilhar contigo meu rebirth.
Japanisch
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o super ciclone

Desenho a noite como um peixe morto e a imagem, o odor, a tessitura. movendo com agilidade, alerta e perspicaz. já vasculhamos exaustivamente os dados da caixa-preta, mas não chegamos a nenhuma resposta conclusiva (pelo menos eu, a não ser a de me mover pras frentes de batalha. tempos de guerra templos de paz.). Ouvimos várias vezes as últimas mensagens emitidas pela tripulação, checamos os dados que resgatados em contraposição aos que se perderam. conferimos esses dados com a expedição divina aeroportuária. as conseqüências da tragédia ainda não foram totalmente avaliadas, mas teme-se que seja muito difícil superar as perdas e danos (morais) ainda ricocheteando com saudade obrigatoriamente comedida. Como explicar as relações humanas quando elas agem como as forças da natureza? o animalzinho acuado volta a toca da mãe onça com previsão de em dois anos estar de volta. já se passaram 9 meses... Então cada semana cada dia cada hora cada minuto cada segundo conta! Cansado meu punho mas não a cabeça contudo esqueça! na agilização espiritual mental da própria vida. e também material: forçado a ser.
o que passou é passado e nunca deixará de ser o presente se descortina à minha frente e logo adiante dos meus olhos orgânicos materiais, vejo o futuro. Submerso nessas águas boas límpidas cristalinas da boa vibração que tem o poder de aliviar as dores da alma, essas intangíveis e incognoscíveis. éter . Voarei a mesma linha aérea. nunca embarcaria num troço que não fosse um veleiro ou uma canoa furada.
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do poeta

ao olhar do poeta.
a inquietante personalidade de Arthur Rimbaud (1854-1891) já entrou, há muitos anos, na categoria dos mitos. A sua figura adolescente vira-se, desde o fim dos tempos contra nós, injuriando-nos, crispado pela cólera que se revolve em seu espírito, oferecendo-nos uma imagem única daquilo que o autor entende por literatura. Aos dezanove anos troca a sua obra rebelde, revolucionária e vidente por uma vida de aventureiro. É quando deixa de escrever, mas era então já o autor que mais caminhos tinha encontrado para a sua expressão.

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folha de papel

essa é a minha hora. a hora morta. nada de mórbido, simplesmente a hora que adoro. a energia d que todos dormindo. as luzes nos prédios apagadas. uma janela aqui outra ali refletem o brilho oscilante das TVs. essa é a hora em que eu correria na lagoa. trocaria idéias trocaria o dia pela noite. mas como eu não posso faze-lo, lanço minhas palavras no silêncio sussurrante da madrugada. sem considerá-lo um ato de glória só mais notívago solitário na esfera do vazio do nada da folha de papel. retroagindo sobre mim o sono mal dormido. enfim... o tempo voa voa também o super homem quadrinhos, nas tela de cinema. Um poeta francês disse em verso q é preciso ser vidente. cartas de um vidente. o casamento entre o céu e o inferno. Todo poeta tem um olhar vago e um olho caído. esse loirinho danado não fugia a isso. “é preciso ser vidente” homenagem singela, no meio da madrugada, a Rimbaud.
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sexta-feira, maio 16, 2008

pastilhas matinais II

Houve um tempo em que precisava tomar diariamente minhas pastilhas matinais. A doutora Tara Shy acompanhava o meu tratamento me recomendou que fizesse uma pequena (ou grande, sei lá) cirurgiamoral. foi quando eu conheci Bruna Gil neurocirurgiã das palavras, cansada de romances ordinários de uma vida pacata, pediu que eu fizesse unsrabiscOs. Ao findar das horas, marcamos a próxima consulta com café e pó de queijo bem quentinho, derretendo manteiga. No caixaamarela, bar de alguns filósofos abstracionistas, que anda meio abandonado, encontrou por acaso o Edson Jr. - ele me dizia que o breviáriosetentia havia sido enfestado de spams e spys e discutíamos semiótica tomando Domec. No dia da consulta lá estava eu morrendo de medo, mas pronto para entrar na sala de cirurgiamoral. Pleno de coragem pronto para uma nova renovação ampla e drástica e redundante. cheio de vida e paciência. a maior das virtudes. navegando no meio da escuridão da Paleontolinésia, encontrando-me. sabia q estava preparado para atravessar um ponto cardeal, mas saí de lá bem sem saber o que aconteceu, anestesiado... porque minhas palavras se reavivaram? porque ainda sinto aquele seu cheiro de fêmea? por que mais Tempo passo menos me aproprio do Espaço? Bem, a Bruna disse-me, em outra consulta, aquilo era apenas uma medidaprovisória, que às vezes eu iria titubear e não encontrar tantas respostas, às vezes só mais perguntas. Eu não seria mais acometido daquela enfermidade, mas frisou que aquela fora apenas uma medidaprovisória. medidaprovisória, cheia de tanta inteligêngia e gloria. gloria diária de nome desconhecido, que pareceu durar dez anos... e parece que a gente se conhece há tanto tempo e há tempo se gosta...
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dedicado aos amigos blogueiros...

Rádio papagaio

Apresenta:
Bob Dylan em dose dupla




PENICHE pastilhas matinais

Acordo pela manhã, mas você não está lá. você partiu para Nova York onde sua infância já fábula de sonhos encontra o menino morto que gritava tanto que foi preciso que se chamasse os homens para que os cachorros parassem de latir. Acordo pela manhã e meu papagaio ainda está mudo. em frente a minha casa há um lindo gramado. vamos dar um passeio: eu e você. atravessando o jardim uma joaninha pousou em mim, dizem que dá sorte, então vejo a Crisblogando cuidando das plantas que nos deixam alegre e com febre de viver! gozar da vida e de toda a nossa Liberté! sair por aí cantando bem alegre. Os dublêsdepoeta estão em Sampa e vão dar três pulinhos em Santos não sei porque. pra encontrar algo que nunca perderam. Não sabem se voltam mais... deixa a brisa leve correr solta. afoga-te em cerotonina! absorto encontra as suas ilhas de felicidade! carpe diem! faz desse orgasmo alegria de quem viveu pra contar história. por falar nisso, tenho uma. Certa vez, caminhando na praia, encontrei um blogdeareia. foi quando caio e me levanto e, adinha quem encontro? Dou de cara com o amigo de Santos, Caio! fomos caminhando pelo porto, depois de nos cumprimentarmos direito. faziam dez anos que não o via. os mesmos olhos verdes vagos... falava de como a vida havia mudado. A praia acaba na ruadosaflitos seguimos dando voltas dobrando esquinas serpenteando pela cidade em grandes e pequenas voltas, deixando o rastro de uma conversa aqui, outra lá. encontrei no chão, em um papel molhado seco um poemadabatalha. Caramba! aquilo nos inspirou a atravessar oceanos, até que enfim seguindo a voltadamaré chegamos a casa da menina do mar, nossa amiga. ela nos serviu um belíssimo vinho enquanto víamos o sol se pôr em mares lusitanos. e tanto tempo parece que a gente se conhece, que a gente se gosta...
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Villa







relaxa...
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cool


Quando ouço essa música penso em crianças sapecas em um parque cantando aquarela do Brasil acho que estou a sonhar. sugestionado.



quinta-feira, maio 15, 2008

Tu niñez fabula de fuentes

Fragmento de
Tu Infancia em Mentón
(...)
Es tu yerta ignorancia donde estuvo

mi torso limitado por el fuego.
Norma de amor te di, hombre de Apolo,
llanto con ruiseñor enajenado,
pero, pasto de ruina, te afilabas
para los breves sueños indecisos.
Pensamiento de enfrente, luz de ayer,
índices y señales del acaso.
Tu cintura de arena sin sosiego
atiende sólo rastros que no escalan.
Pero yo he de buscar por los rincones
tu alma tibia sin ti que no te entiende,
con el dolor de Apolo detenido
con que he roto la máscara que llevas.
Allí, león, allí, furia del cielo,
te dejaré pacer en mis mejillas;
allí, caballo azul de mi locura
(...)

¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬Tradução
(...)
É a tua hirta ignorância onde esteve
meu dorso limitado pelo fogo
Norma de amor te dei, homem de Apolo
Pranto de rouxinol alienado,
porém, pasto de ruína, te afiavas
para os breves sonhos indecisos.
pensamento de frente, luz de ontem,
índices e sinais do acaso.
Tua cintura de areia sem sossego
atende somente rastros que não escalam.
Mas eu hei de buscar pelos rincões
tua alma tíbia sem ti que não te entendes
com a dor de Apolo detido
com que rasguei a máscara que trazes
Ali leão, ali, fúria do céu
deixar-te-ei pastar em minhas faces
ali cavalo azul de minha loucura
(...) Federico Garcia Lorca

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journné de la Fleur


A Flor de Lótus representa Pureza por crescer esplendorosa no meio de pântanos e charcos os enfeitando de cor. Buda se transformou em uma enorme flor de lótus plasmada e se desintegrou no ar verde e vermelho prateado em nuvem de energia cósmica. Sobre o seu (o que nós ocidentais chamaríamos de) altar diante de mim. de todos que conservaram sua pureza, essência de criança. Passei por charcos caudalosos, mas como o lótus, não consegui não me envolver com a lama. Hoje sinto-me uma criança, vejo o descortinar da nova realidade, me ocupo do presente, enxergo com mais clareza e compreendo com mais paciência. de repente o menino q entrou no quarto no terceiro decênio de vida lá mesmo meditando, refletindo, recebendo forças astrais passou a repetir em tom de positividade let’s go on! e ficou feliz. sentindo-se jóia rara impossível valorar. Lembra quando nós valoramos o amor? com que fazíamos o pão. nosso de cada dia e sábados pela manhã dos intelectuais e senhoras, do samba. bate outra vez. pulsa! vida, pulsa! devora-me ou te decifro! - disse Einstein em sua bicicleta para o futuro. Somos novos?
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Dance me to the end of Love



Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic til Im gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love

Dance me to the end of love

Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
Were both of us beneath our love, were both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Leonard Cohen

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Naples

Man from Naples - Jean Michel Basquiat

Once again becoming a human being
Pronto! já pode ir! fugir de mim sorateira dor. quanto às coisas redundantes. ribombar the past, no more no more não mais. corroendo, olhos boca e orelha.
Responda o que você quer ver? e não me responda, pois essa é uma pergunta insensata. Tantos ês e ênes para nenhum ésse. Eu falando e você me ouvindo lendo você telepaticamente. Garota inteligente e tanto. Então pessoal Parem um pouco! eu ofereço a vocês o peso que não pesa mais, a dor nas costas do peso do mundo que não mais sufocará e nem nós fará engasgar!

Assim falou Zaratrusta quando se atrasou. . .

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quarta-feira, maio 14, 2008

O Boto

Não há dor, não há porto não há porta na ponta dos ossos que doa não há tumulto não há mistério pra desvendar. sabemos ao certo o que significa você vai você vai... vai e não fica. você sabe o que significa ao qüinquagésimo passo em falso o pulo do gato. a peça principal enxerga com os primeiros olhos relegado ao segundo plano, concretude e verdadeção em primeiro. o justo se torna inútil e supérfluo como um império romano. anestesia-te anestesiante. um olhar de lado não me encara de frente. quando eu sou eu mesmo. quando a teoria dos papéis. quando vestir a capa de cidadão Kane. essa persona me levará até lá. há luz no fim do túnel. estou no começo dos trilhos mas há um duplo, o trem pode estar vindo e não há como retroceder. Pense positivo, o trem não vira ao meu encontro. encontrar um lindo vale no fim dessa jornada. o vento de orvalho respira sobre mim. vida, não pára se não há como parar. cavalo de madeira corre louco desenfreado nascido em 78. longa é a trilha pela frente, mas no alto há uma nascente... não desanime quando alguém quebrar seus sonhos. existem cabeças estreitas demais naquele momento. se falta tinta nessa pena, volta e escreve com sangue a tua sina, volta e escreve com sangue a tua vida. verte as lagrimas necessárias e segue adiante. Resiliência resistência em suportar altas pressões. sobrevoando suaves palavras nas termais do vento. mesmo que trocem dessa joça. troça calva monetária instituto do amigo ao próximo. o que era vespertino passou a ser matutino e se capitulou. não há frio na ponta dos dedos não há dor. boneco de pano no armário do ostracismo. rompendo de forma incerta uma estrutura mal concebida. a vítima somos algoz de nós mesmos. não me fale de desejo não me fale de libido. amplo de profundos suspiros aliviastes alivia dores. o tempo adiante. o meio ambiente. como nunca outrora nunca dantes dantescos mares navegados. por seus ideais, waste of time, de pai postiço. saudades de cuidar de ti, pequeno Iákov. saudades. de segurar sua mão enquanto se aconchegava em meus braços.
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terça-feira, maio 13, 2008

Página

Um poeta diante de uma página sem pauta. Volto a existir, aos poucos, volto para a sociedade e saciedade de consumo manifesto maior que o sacerdócio. Ser dócil não me inclui em nada na esfera rotativa do trabalho turbulência e mais valia. Quando vale um ser humano? Quanto vale ser humano eu sei, tenho uma vida modesta. sem virgulas sem acento sem verbo transitivo indireto que nunca vai direto ao ponto. Suponhamos que seja nada. é isso que vale um ser humano. numa maca de hospital, nada. O poeta veio curar a alma das pessoas, o poeta é o cura o padre o curandeiro. é o couro do tamborim ai de mim! se eu soubesse quais os ventos me levam-me ao caminho certo. sem táticas e nem éticas sem acorrentadas hermenêuticas. sem iças nem eças nem todo mau e toda crença sem promessas. a galhardia dia sem trabalho. Largo meu pranto de lado e vou à luta. Sim, menina do mar, saber que está passando também dói. Imagem para Iákov.
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La cumparsita

Termino meu dia ouvindo La Cumparsita, ritimada, compassada. ao som do tango, caiu um lindo entardecer. ah, atualizei meu C.V. . . TVpapagaio in association w/ JumpTV apresenta

La Cumparsita de Matos Rodrigues. . .

La Nouvelle home

O abecedário de Deleuze. O homem-novela como personagem das revoluções: da revolução comunista, na Rússia, da revolução francesa, da revolução Art Noveau - tudo isso é pura abstração, é vida. A justiça não existe se o homem não existe, esse é um domínio da percepção. Se você enxerga que o homem, adulto, bem sucedido continua mantendo o maior poder sobre a sociedade política, poderia dizer que mulheres e crianças, que são a maioria seriam a minoria. A minoria é tudo mundo.
O sistema platônico: o que é uma idéia?
__ A idéia é uma coisa que não é outra coisa.
Portanto a idéia de- pode ser outra coisa que não outra coisa? um problema mal resolvido...
Idéias abstratas. A filosofia é feita de idéias abstratas. Van Gogh, Gaugin tentava retratar a paisagem doravante a cor. Cor amarelo... como nomear aquela cor? a palavra insiste em falar da cor assim como a cor insiste em retratar a realidade. A realidade é de cada um como a filosofia. Como coisa abstrata ele mesmo contempla, reflete e crê no conceito, criado ou fabricado. Selecionar o pretendente e o problema, seu conceito e sua forma de crer. Alguém pode criar um conceito extraordinário (Nietzsche) surge a questão da rivalidade de pretendentes. A cidade ateniense tinha o seu problema e conceito, tipicamente grego. Na democracia ateniense a magistratura como objeto desejado tinha seus rivais, portanto, Platão cria uma escola para pretendentes desse poder. Essa rivalidade contribuiu com a ginástica, criou os jogos Olímpicos, etc.
A filosofia exige a constituição do problema e a criação do conceito em função do problema proposto hoje em dia.
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Você não precisa ter uma teoria da "Natureza Humana" para ser contra o capitalismo.
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TV papagaio

segunda-feira, maio 12, 2008

Degas

la clase de danza

Guardamos nossas forças, empenhamos nossos esforços em arquitetar a trama, colocamos nosso corpo e alma, ouvidos atentos sentimentos, buscamos talentos, a sonoridade ambientação quando se é livre do coração livre de angústias demasiado complicadas para obterem resposta. Passa tempo e os ventos que me trouxeram até aqui que também passaram. Vivem revoltosos lá fora em busca da minha presença e eu mesmo sedento de ar puro, caminhante das montanhas, perguntem à liberdade, mas qual liberdade? onde está você? e se tudo se trata de uma trama, talvez não muito bem elaborada. Então a vida se torna uma aula de dança, saindo da sala dos moribundos diretamente para o salão. O palco, um circo navegante da matéria onde fica o epicentro do meu cérebro, volto a dizer, meu mundo é poetizar. Faço do jeito que bem queira, uma queixa se esgueira de um lamento, uma gueixa uma deixa um momento que não quis soltar ao vento, quis aprisioná-lo dentro de mim, na minha calma cotidiana e monástica que de repente, assim como as forças inexplicáveis da natureza, saem como um furacão. Quero deixar claro um dia turvo que se tornou incenso queimado e deixou apenas o perfume de sua fumaça.

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Anita

Difícil. Difícil (porra) conter as lágrimas desse amor que já passou, mas Viva a beleza feminina...

Anita Ekberg, em 1955. A foto encontra-se no Statens Porträttsamling, Castelo de Gripsholm, Estocolmo. Photo by Georg Oddner. Copyright Nationalmuseum
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Wormhole

"Como podem ver será algo que unirá diferentes sítios da estrutura do espaço-tempo. (Daqui surgem teorias sobre viajar no tempo e/ou espaço, que tenho a certeza que não perderão a oportunidade para comentar, mas que estando envolvidas nesta teoria que é apenas uma hipótese, não podem receber muito crédito, não descuidando do facto de serem uma possibilidade, caso a teoria se confirme. Segundo outras teorias, estes "túneis" poderiam ligar universos paralelos, embora seja menos provável por razões de inconsistência com outras premissas que a teoria usa como fundamento...) Como vêem na imagem, no meio do "túnel" fala lá de "energia negativa" - este é um dos problemas: nunca se "viu" energia negativa, ainda assim se existir fará parte de outra matéria também teórica que se chama "matéria exótica". Porquê que metem uma "matéria" que não se sabe que exista na teoria? Simplesmente para que se possa pensar nesta teoria da existência de buracos de verme: sem energia negativa, a chamada garganta do buraco fecharia sempre que recebe-se qualquer matéria, o que tornaria o buraco totalmente inútil em termos teóricos, pois só existiria caso não fosse usado..."
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Tchékov Wahrnehmungen

a verdadeção vista de dentro pra fora, meu mundo é poetizar. O mundo é moderno, meu mundo é primitivo. A realidade já é demasiado seca e amarga para batizar com doçura as palavras. A minha verdadeção vê de viés, pois quando encaram estarrecidos, novos tons, novas nomenclaturas, novos perceptos de futuro, novas abstrações e antigas formas de pensar, insurgente iconoclastia, paradigmas sendo criados, fabricados, substituídos, meus olhos vêem cognição avandgard as idéias de alguns pensadores (futuristas da vida humana) da semiologia. Capta a intercomunicação, a interface, a força, a capacidade e o poder de desmoronamento das relações recíprocas, a debilidade em criar relações humanas reais, no sentido físico material da palavra. Por meio da rede, que se interliga por cabos fixos, fios ou satélite, nos conectamos via Internet. Mas existem outras redes com concepções muito parecidas, redes de trabalho que se interligam, redes de pensamento (a força maior do ser humano, a cognição) perceptos (a noção de sensação de percepção) de um pensamento, afectos. Sociedade cresce rizomaticamente como um gengibre, para todos os lados e de forma orgânica organizada e aparentemente caótica, a partir de uma rotatividade vertical, mas linearmente pela questão do Tempo. A vida (do taxista, do homem universal) não apenas é uma acenóide como também têm variações de fluxo e refluxo em todas as direções em proporções geodésicas e em micro proporções. Mas ao anoitecer, a vida desse ser humano tende a se abrandar, se acalmar e dormir. Sedada pelo o sonho. Esse é um percepto meu de “como as coisas são”. Nos textos tento criar ambientação para uma dor um lamento, uma homenagem, uma alegria, toda essa (noção de sensação de) percepção.
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domingo, maio 11, 2008

TV papagaio

High Quality Image Definition

Apresenta:
da série,
direto de sua casa
Paco de Lucia, astro da guitarra flameca falando de sua iniciação na música, da parceira com seu irmão Pepe de Lucia, cantor de cante jondo (canto popular de origem cigana, difundido na Andaluzia, Espanha) e de seu pai, que também era violonista. Capas originais dos primeiros discos. Legendas vermelhas em árabe! Assistam execução de Zapateado. Está muy bueno.
21 de mayo de 1973.

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sábado, maio 10, 2008

Feliz dia das mães!

Belo Horizonte, 10 de maio de 2008.
Querida mãe,

Sei que o calendário não marca hoje o dia certo do dia das mães, mas senti a necessidade de te escrever. Esse é o momento propício pra quem escreve, pra quem acredita em inspiração. Ainda preciso aprender muita coisa com a vida. Com os novos tempos que estão chegando, meu ciclo de vida onde nada é natural e tudo é cultural, a realidade que se impõe diante dos meus olhos... A aventura da modernidade, Deus, alma, mundo...
Mas bem, queria dizer nessa cartinha que, em todas as áreas do conhecimento, você acrescentou muita coisa com a sua sabedoria. Ensinou-me valores morais, valores familiares, e principalmente a maior de todas as virtudes, a caridade. Te amo mãe... Um amor de quem é e sempre será eternamente grato pelos seus cuidados e jamais deixará de te amar. De outros tempos,
novamente,
Beijos e abraços
com muita alegria!

Gustavo
(seu filho mais novo temporão)

Felicidade rara

Olha mãe, eu e você aí do lado. Como eu estava alegre! você segurando a minha mão, repara. Você moreninha! bronzeada! essa foto foi tirada na praia e eu devia estar tão feliz... Lembro de pouca coisa: do Adriano com filhotinho de cachoro, e aquele amigo dele que eu não lembro o nome. A karlinha...diz ela que lembra até hoje desse maiô verde. Me foge a memória esse momento, nem mesmo essa foto eu me lembro, mas você sempre me deu a mão, você sempre me apoiou. Inconscientemente eu sabia que você estaria ali se eu caísse. Agora, passados tantos anos, tantas idas e tantas vindas, tantas cicatrizes e alguma glória, veja o passado que ficou registrado nessa foto, o quanto estávamos felizes...
Te amo baby,


seu loirinho

Gustavo

Lenir

v. tr.,
abrandar; mitigar; suavizar
uma pétala de rosa linda elegante e charmosa . . .
(reparem em mim tomando mamadeira na rede, no colo do Afonso, meu irmão mayor. Viram?)

mães!

Eu tenho duas . . . Essa é minha segunda mãezinha, a Karla! aham . . . pensou que sairia ilesa? ela me ajudou a escanear as fotos pessoal e nem sabia dessa homenagem.
Karla, te amo. Obrigado por me ajudar nesses tempos de abalos sísmicos.
Beijos!
parabéns por também ser mãe!

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dois e três

e como crescem ! olha a turminha aí . . . nossa família em 1974

Surgem

Um pequeno(Olha a magreza do papai...)

Eles se casam

Olha o vôvo Indalécio aí . . .

Maria

___ Lenir é o nome dela. Bonita, não?
___ Linda! valha nossa Senhora*...
* "fazia mor sucesso no Baile", isso porque eu não sei nenhuma gíria da época








depois que ele encontra e se apaixona por essa moça toda cerelepe...continua>>