quinta-feira, agosto 28, 2008

Jun Takahashi

A busca por ser diferente. A sociedade industrial nos empurra, através dos meios de comunicação a desejar as coisas padronizadas. Anestesiadamente seguimos como ovelhas àqueles que estão no comando do pastoreio, seja criando, produzindo ou difundindo. A vontade de ser diferente, como antes da indústria criar e propagar o produto industrializado, impondo essa massificação. A necessidade do homem de ser diferente daquilo que o sufoca. Algo que há milhares de anos se forjava com as próprias mãos. Perdeu-se com o advento do arco e flecha que seria uma metralhadora hoje, atirando flechas em seqüências. Perderam-se armas unicamente forjadas, armas atiradas quando o animal não era abatido. Isso lembra que travamos uma verdadeira (guardado o sentido relativo de verdade) para sermos diferentes, supondo que já não o somos. A cultura da pós-modernidade é que nos impulsiona pra algum lugar que não sabemos ainda onde estamos indo. Os grupos de criação simpatizam com o estudo assim como com a diversão e a arte. a industria que em seus primórdios desdenhou a arte e a ciência racionalizando a fábrica, agora vê-se curvada a elas. Como diz o slogan contraditoriamente “nada substitui o talento”.
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terça-feira, agosto 26, 2008

sábado, agosto 23, 2008

papagaio mudo


Quero me cobrir mas quando me cubro
sinto calor.
Chamo isso de frio interior.
Veja, já sinto calor. Mas minhas
palavras
estão cravejadas de lágrimas
pois já me descubro
e o frio não passa.
je suis
je

je

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sexta-feira, agosto 22, 2008

Drummond




Esse é tempo de partido,
tempo de homens partidos.
Em vão percorremos volumes, viajamos e nos colorimos.

A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.
Os homens pedem carne.
Fogo. Sapatos. As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei.

Meu nome é tumulto, e escreve-se na pedra.

Omnia


omnis

ommino

omnes

omnia

Querido Strindberg,

Passo os dias na corda bamba. Sem saber no que vai dar. Passo, dia a dia, passo a passo. Passo as folhas do calendário. Isso não me faz bem. Tornei-me um diabo porque vivi muito tempo no seu inferno, mas, sabe como são as mulheres, sabe como é a vida...
Infernalizado pelas desalegrias e tristezices sigo mimetizado nesse site. Falando ora aqui outra ali, geralmente quando não me vêem. Já não agüento mais esses pequenos golpes caseiros de teias astrais. Cada um age conforme lhe foi ensinado o bom português. De modo que demorei a entender que sinais que vão além dessa gramática de expressões e gestos cotidianos, que havia algo além nas cabeças. Cabeças essas que devo ter empalado em vidas anteriores. O que me cansa é não poder sair daqui por agora, esse ano, essa década... Mas que foda. Meu próprio revisor diz que foda não existe, mas não é verdade. Quisera ele soubesse quando e e quando é. Mas, o caso é que consigo em você um pouco desse desabafo, um pouco desse não-me-achar-um-louco-tarado e nem me querer só pra você, ou me odiar. Sabe Strindz, eu torço muito pra você ai na China, e quero que tudo te aconteça, e que você suba no lugar mais alto do podium, e que veja a nossa bandeira sendo erguida, e chore ao ouvir nosso hino.
Abraços,


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segunda-feira, agosto 18, 2008

olha

É gostoso lembrar, mas com a devida distância que nos separa. Hoje vivo das palavras, associadas à idéias que me passam pela cabeça. Se hoje vivo é porque elas existem. Formandas letras em sons associados fazendo sentido, ou seja, existe uma regra. Um show de estraladas. Céu... um planeta perto da fogueira. Nosso planetinha sonho de grandeza. Não faço apologia a nada... não faço apologia à pobreza. As palavras me procuram e meu discurso é de paz. O que me separa de Deus é o céu. Só.
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sábado, agosto 16, 2008

stopsmoking

dang é um ponto branco ¥

Eu observo as nuvens como quem observa o movimento das marés embriagado fujo de um lado pro outro cem pontos cem mil vezes desgastado por lembranças ruins, percebe?, lembranças que quero esquecer, mas que você não conhece e nem deve saber. Que me atacam sem pedir licença. Meu refúgio de medo se tornou me abrigar dentro de mim mesmo e ficar calado, observando as nuvens e os pássaros, a lua mais tarde vem me visitar na janela. Seu brilho passa contando as horas, o tempo de longas histórias em que um dia não foi igual ao mesmo. Passo aqui aqui dentro um dia passarinho depois do outro. A luz do dia sumindo levando as marés chegam aos poucos umas tantas estrelas homeless nesse transitório planetário. Assumo bem o risco o desenho o traço a traçada. Corro o risco de viver sobressaltado sobre mil caveiras de avôs e medulas, de dentadura e de babuíno. Meu fosso vai se enchendo aos poucos como água d esgoto quando chove. Não me comove ouvir isso ou aquilo dentro de mim há um monstro que jorra através do seu cérebro. Mesmo que eu fosse um anjo caído, um ponto a mais uma vírgula, eu tenho é que Sumir ao invés de assumir, portanto, vê? tenho, nunca mais paz nunca mais chance nunca mais riso. sob todos os aspectos

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Smooth

A Pat. me disse que preciso ter um filho, por enquanto eu sou uma ilha. Ciumenta como ela é nem penso em chorar dores de um outro amor e fazer planos com uma mulher que não existe além dela. Já não sei, eu perco o sono que tanto q gosto. Seu brilho de mulher de gostosa de fina fofa das artes arteira e até o tempo passa arrastado. Se abre e acaba comigo, e nessa novela eu não quero ser só seu amigo. Não sei mais nada senão senões e porquês, da fina cachaça que eu tomo. Me embriago fácil das coisas cotidianas, enquanto desejo e planejo uma overdose de sensações boas. Queria que não fosse fácil e necessário lembrar. Que pudéssemos não nos envolver com as lembranças da forma como eu, sangue latino. Acabo de saber que um amigo querido morreu. Old school da cidade natal. Sinto muito, muito mesmo. Não tenho como seguir escrevendo sem registrar a fragilidade da vida. Como reagir contra esse Deus que criamos? quem vai se perdoar primeiro, Ele ou nós? Deixo gravada na memória essa pagina descartável. Uma gravação uma fita velha um tape quero por fogo memória memória por me lembrar certas coisas, me fazer de refém de lembranças de luto de coisas que mato a cada dia no escuro na madrugada do banheiro. Quando chego bêbado em casa vejo e não me sinto. No caminho do meu ultimo refugio de bar em bar. Oficina de coisas e de ócios, desastres que se perderam esquecidos no caminho. Desatino.
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o caminho


Kawasaki

o Moleskine moderno de Audrey Kawasaki



domingo, agosto 10, 2008

hum?

minha senda caminha
na alma do nevoeiroPorque escrevo? venho escrevendo sobre moda e quem lê o meu blog jpg. percebeu que vivemos em um mundo de imagens. Quando Joana D’arc foi morta na fogueira era comum ouvirem-se vozes. Imagens eram sagradas e imaculadas, muito pouco divulgadas, mostradas. Eram (como ainda o são até hoje) manipuladas e usadas mais para amedrontar mais do que para apreciar. Mais tarde percebemos que elas também servem para fazer-pensar, além de que só causar incômodo. Por se tratar de um mundo muito menos imagético, na época medieval ouviam-se vozes muito mais comumente. Descreviam vozes e não imgens.
Enfim, deixei de acreditar em tudo. Agora, desconstruir para reunir cada pedaço e montar reconstituir e tentar entender o mosaico de imagens que eu fiz de mim mesmo. Como desconstruir a si mesmo? ou fugir do frio do Himalaia? como você trabalha? A imagem tornou-se o negativo da imagem real que se tornou cópia ou reprodução. avaliação das cópias. onde começa e onde termina? a indústria sustenta a cultura ou vice-versa? a cultura sustenta a indústria? ser é parte desse processo. Acho que estou querendo viver de novo. O lenhador montanhês encontrou cobras no asfalto. o ser pós moderno faz parte do anonimato em massa que n(os) observa anestesiado, pronto para desaparecer. Para quem enxerga em P&B, a miscelânea de cores do fim da década de 10 está para ser pensada.

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Wim Wenders

quinta-feira, agosto 07, 2008

Margiela


O belga Martin Margiela ilustra bem o olhar da modernidade com sua falsificação legítima de realidade Guardado o sentido relativo de realidade. Parece cobrir nossa ossificação conceitual com sua jaqueta feita de luvas de esqui amontoadamente costuradas. Moda masculina em voga – converse Watanabe (ou Nike old-school surrado) protegem os pés e roubam o olhar das calças. Paletós que só aparentam serem mal cortados que se valorizam camisetas do Mickey freak ou qualquer camiseta – livre expressão da moda self-made, nas ruas. Notas envolvidas em uma gominha de cabelo, e o “dinheiro de plástico” e documentos por dentro. Na América do norte, Adam Kimmel aproveita atores de Hollywood. Kimmel baseia-se nas vestimentas do anti-herói e artista Jackson Pollack. Homem moderno vestindo referências em antigos estilos de homem basics. Meninos da Califórnia vestindo as camisas de tricoline xadrez de seus pais e avôs estampados de arabescos e brushes, fazendo calças inclusive. As saraaenes do que o poeta D.H Lawrence eternizou, jalecos usados pelo exército para desbravar as colônias inglesas, viraram repetição matemática nas ruas e agora são re-pensados em cortes mais audaciosos, eu diria quase um atrevimento. Margiela choca completamente mostrando na passarela seus vestidos com golas enormes, montadas por estruturas internas que até os carnavalescos brasileiros ficaram intrigados.

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quarta-feira, agosto 06, 2008

omminis 2008

a ambientação da caçada é o que desenha a presa

O disforme e a questão amorfa da moda. Até que ponto a transformação é vista de uma perspectiva da construção? Não existe estética delineada, assim como não existe consenso entre aqueles que pensam, produzem ou registram a moda. Os anjos e bestas hype se debruçam sobre os nossos sonhos ou aspirações do inconsciente. Mostram-nos abismos e desertos em aberrações banalizadas, ruptura de conceitos e costumes e o show da dicotomia. Necessidade explosiva de reavivar a beleza bruxuleante do belo senso comum com pitacos de bizarro. Contra leituras pontuais ou casuísticas, a palidez de uma consciência imaculada.
Arte e moda seguem-se, sondam e se misturam com os fins mais diversos. Começos que mudam rapidamente de lugar quando tentamos alcançá-los. Façamos arte geral nessa limitrofia transgressal e transgressora, que nos distingue segundo um cabeçalho de expressões. A arte de uma nova imagem.


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terça-feira, agosto 05, 2008

Heuters

Nice to meet you

saiu segunda 04 de agosto
procurar New York Times

Times Topics> people > Y> Yamamoto, Yohji

o trabalho de Yohji Yamamoto é frequentemente caracterizado em termos de genialidade. sua reputação é a de um comandante da vanguarda do design do século 20. Nas últimas três décadas, suas idéias radicais têm animado colegas tão diversos como Junya Watanabe, Jun Takahashi e Martin Margiela. Suas estranhas formas e proporções bagunçadas podem transformar-se em toda parte, tematicamente enfiadas através de coleções incomparáveis como as de Miuccia Prada e Marc Jacobs. Mas não só a moda cogniscente sentiu a influência do Sr. Yamamoto.
Com sua linha Y-3 de sportswear, produzidos com a Adidas, ele introduziu às novas gerações a sua austera noção sobre a forma como as pessoas olham-se, movem-se e entendem-se dentro de roupas. Julie Gilhart, diretor de moda da Barneys New York, disse uma vez que ele ''é provavelmente o único designer de 60 anos, que você poderia nomear, que pensa da mesma forma cool como com 17 anos."
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shoes

segunda-feira, agosto 04, 2008

Balanciaga video

Catherine Deneuve says that Balenciaga is spanish infant.

Kori Richardson (IMG)
Vejam depoimentos sobre o desfile.

Yohji Yamamoto

Spring 2008 prêt-à-porter Yohji Yamamoto – Runway
Sveta Egorova (NATHALIE)
Explorando o show da dicotomia
vida e morte

O estilo de Yohji Yamamoto de formas desestruturadas e amplas que evoluíram através do tempo em uma forma mais estruturada. Silhueta equipada com um espírito de couture-com-balanço. Em 2008 Yamamoto utilizou algodão preto básico e couro prata metálico, gritante e brilhante. Impressões de Jersey floral-e-dragão. Criações bizarras e belas da coleção primavera 2008 do Yamamoto, com modelos do mundo inteiro me impressionaram e, confesso, deram-me certo medo. Lembrei-me de minha avó espanhola, que usava sempre preto. Viveu de luto eterno. Quando acabava o luto falecia outro parente, do outro lado do atlântico, na Espanha - marido de uma prima. Ela seguia usando negro. Uma reflexão sobre morte. A universalidade - o choque a única certeza das incertezas individuais. A repetição, no entanto, quebrada assimetrias e poéticos vestidos draped, mostrados com uma camisa casualmente usada sobre um ombro apenas, deixando nas costas uma folga transpiratória. Vestidos intrincados com correntes de prata que descem a partir do decote... Outras peças para admirar - como uma palavra-chave saia agradou-me densamente.


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Japanese word for - saudade

Acordo pela manhã pensando além da curva da terra, além do Horizonte. Ontem conversei com uma querida amiga de infância e adolescência - ela está morando na cidade de Okazaki no Japão! nossos pais eram amigos bem próximos. lembro-me do dia em que a conheci,. disse - ora, essa mocinha existe! depois, na adolescência e nos tornamos amigos. voltei a freqüentar minha cidade natal com dezoito anos, renascendo. (estive em Campinas, São Paulo, com mui tenra idade. desde os quinze caminhando, ûpa neguinho na estrada!). Éramos bad boys and girls... namorava a Pearl, amiga da Maria Pia. voltava eu então à nossa querida e respeitada província, a conhecer minhas raízes, muito embora não estivesse nem um pouco preocupado com isso. éramos todos roots da cidade. perfilações genéticas de quem a ergueu, como os pioneiros americanos - passava voando um chumaço de feno e uma porta aberta rangendo... Pia, certo dia, nós mostrou fotos de seu pai, senhor Bedoni - exímio leitor, italiano de origem, nas quais ele aparentava incrível semelhança com o Quentin Tarantino! ficamos impressionados. e fazendo jus à senhora Bedoni, que fazia a melhor rosca-flor q já comi - os pais da Pia são cool - nas fotos ela também nos lembrava uma atriz de cinema, não sabíamos qual.
Maria Pia Bedoni - designer, trabalhou em Sampa em uma agência de publicidade. confirma nossas chispas com Atendimento, a barreira que se ergue (às vezes uma muralha de ruídos) entre a criação/cliente onde deveria haver entre pessoas, sinergia e fluidez de pensamento. Por conta de nossos clientes também serem comunicólogos comunicadores natos, ela está refazendo uma série de trabalhos muito legais! de muito estilo e bom gosto- catálogos, papelaria... tudo que uma agência produz. Em breve colocarei o link para podermos acompanhar seu trabalho no Japão. Muita sorte! para a mais nova colaboradora desse hipertexto-mundo em que vivemos, conexão direta Okazaki.
Bem, agora, quatro horas da madrugada, ela agora deve estar dormindo e quando você estiver lendo isso, Pia, talvez eu esteja dormindo, mas fica aqui um pequeno registro da nossa amizade. desejo que seja muito feliz! beijos e abraços para sua família. sayonara! Nippon...
do outro lado do mundo,

Gustavo.

domingo, agosto 03, 2008