sábado, janeiro 31, 2009

Noites Adentros, NY

P a r t e 7 Um compromisso com o acaso

Alguns chamam de sorte. Os freudianos chamam de sincronicidade, de sincronia, ou sincronismo, tem a ver com tempo. Cronos engole seus próprios filhos, a poeticidade na interpretação da cronologia, essa fome sinistra. Outros chamam de coincidência, enfim, existem vários nomes para o acaso – fado, destino, sina, ventura, sincronia, simultaneidade, concomitância. Pode escolher. Esse último, o acaso, segue um movimento caótico, acidental, quase mórbido, de suspense, batimentos cardíacos, adrenalina, alívio. Transcendental, percebe?, um movimento não retilíneo e não constante em velocidade. Só não se pode mesurar, medir, criar, inventar ou fabricar um conceito novo capaz de explicar os porquês etimológicos da natureza humana e quantificar e qualificar (o que fazem por ética, grosso modo dizendo, valores universais - não matar, sexo não consensual também vai contra o senso-comum de civilidade) e tudo aquilo que foge da natureza simplesmente humana, demasiadamente humana, a imaginação, abstração. Roubaram-me uma crença, quando eu era criança. Como roubam-te cá e lá ao longo da vida. Mesmo Kinsey, o maior taxonomista da área (taxonomia – ciência da classificação) e suas pesquisas revolucionárias sobre o sexo e as relações, não conseguiram qualificar, quantificar, medir, criar a equação sexo/amor. Lembra-me o mito grego mais antigo de Psique em busca de Eros.
>>¨<<
(s e g u e...)

7 comentários:

Menina do mar disse...

Transcendental, percebo!
beijos e segue...

Liberté disse...

(bom - fina flor - mitologico)

Alice Salles disse...

não existe nada verdadeiramente humano, e é por isso que continuamos tentando nos entender...

palavras certeiras as do seu texto, gustavo, como sempre.

Codinome Beija-Flor disse...

Blog como o seu e outros que navego me faz aprender cada vez mais, aos poucos vou saindo da minha ignorância profunda.
Aprendo um pouquinho aqui, outro pouquinho ali.
Bom demais.
Bjos

expressodalinha disse...

Enquanto andarmos à procura, é bom sinal...

Adriana disse...

" roubaram-me uma crença ", isso é sério.

Ca:mila disse...

peligro