sábado, maio 09, 2009

Fuck All You Drunk People

ou As Novas Mentiras Contadas...

Sabe, às vezes fico triste. Fico triste com as injustiças que eu penso ter sofrido. Com o desgaste emocional pelo qual, às vezes passo e passei. Não é fácil desvincular o presente do passado, mas agora estou aprendendo a viver. Tentando passar imune. Vocês sabem como é se sacrificar por um ideal e não alcançar coisa alguma? ou sacrificar um ideal por coisa alguma? Estou cansado de saber que não sou o único ser humano no mundo que sofreu, mas quero escrever, quero expurgar, quero por pra fora e foda-se. Que cada um me conte a sua história pra eu poder chorar junto, senão, deixa-me contar a minha porque eu tô afim. Sacrifiquei tempo e saúde, sem saber que além da grana, eu também desperdicei conhecimento. Nada seria capaz de me encaixar em algum sistema. Mas você tentou, Mildy. Você bem que tentou usando todos seus artifícios de mulher, de criança desesperada por uma liberdade que se está dentro de si mesma, mas ainda não encontrou. Na minha vida aconteceu uma reviravolta. Eu permiti, não é? Foda-se o meu, é claro! Como assim não me avisaram? Não me avisaram que ia doer tanto. E hoje ainda sou tratado como lixo. Ah sim, você Mildy, se vendeu por uma falsa liberdade. Pensei que isso fosse uma coisa comum nas mulheres. Mas isso o quê? Essa lacuna, esse desespero infundado, essa incerteza íntima, e as certezas materiais que me incomodavam. Pensei que fosse uma coisa comum entre os casais, entre nós humanos, que nos unimos em afeto pra resgatar o passado. Tenho que exercitar minha paciência. Para meu pai todas minhas ex-mulheres são putas ou desreguladas = doidas. Apenas aquele bebezinho que eu desvirginei (putinha mor) tirando leite de vaca - vestidinho de chita e chinelo de dedo - e ele trouxe pra morar comigo, onde agora permaneço acastelado. Apenas essa garota, não menos escrota, que foi inclusive funcionária de sua empresa, que El papi considera “boa moça”, o resto não presta. Eu não presto, fica implícito nas entrelinhas. A moça com quem me relaciono agora tem recebido elogios (e possui singelesa, calma, vastidão, beleza humana, imaginação, sutil alegria, leveza, atributos enfim, que desejo compartilhar). E eu próprio já não creio mais em mim mesmo. O que eles dizem faz algum sentido, ou vou ser o imbecil da história mais uma vez? A empresa família faliu, estamos na merda e tento manter o astral. O método do século passado comigo não funcionou. Sabe qual é? Mensagens negativas. O desestímulo tentando ser usado como estímulo. Joga-se o individuo lá no buraco. Mexe-se com sua auto-estima pra ver se ele é digno de revidar e lutar contra o que dizem. Época em que a criança e os cachorros tinham o mesmo status familiar. Ou seja, alguns como eu, se revoltam e mandam isso tudo à merda. Ele consegue me colocar pra baixo, Jude. Deixa... Eu sou uma força poderosa da natureza, não tô aqui de bobeira, venho nascido do coração das trevas. Eu sou a luz. Pense positivo, garoto-enxaqueca. Ou seja, vocês não prestam. Me enterrem com meus livros.

9 comentários:

Papagaio Mudo disse...

ainda assim, eu sou feliz!

"todo idiota é feliz"

Millôr Fernandes

Danitza disse...

Ei moço! Vou levar para você aqui de Portugal um filme. Sua cara.

Papagaio Mudo disse...

Oi moça,

nem sabia que estavas em Potugal.

einige Panik in Portugal,
minha cara são muitas, deve ser.
bjs,

Gus

Danitza disse...

Estamos...
Sim, são muitas. Todas agradáveis na perspectiva.

Beijos

Karla disse...

A Dorothy X 1.000

pronto, falei!

Papagaio Mudo disse...

Karla,

Adoro-te maior que a Lua, mon petit.
Bisus,

Gustav

votre ange gauche!

BAR DO BARDO disse...

A sua torre de marfim se encontra no subsolo...

homoluddens disse...

...

Papagaio Mudo disse...

999