terça-feira, junho 09, 2009

homo nouvelle

Breve reflexão sobre o excesso de acesso a informação na pós-modernidade. Relativo à disponibilização (significa gerar informação na atualidade, retransmitir através dos portais de vídeo disponíveis) de músicas gravadas há mais de trinta anos atrás. Parto da premissa de que é necessário a uma determinada cultura conhecer e valorizar sua arte, tradição e costumes, embora as tradições sejam quebradas a todo instante. A arte, em termos gerais, engloba todas as manifestações: pintura, escultura, música, dança, teatro, literatura e cinema. As quatro primeiras sendo de mais fácil entendimento ao Sujeito cognitivo universal. Sendo as três últimas (em sequencia quantitativa não qualitativa) necessárias de entendimento (cognição) lingüísticas e culturais ao mesmo Sujeito universal. Partindo do pressuposto de que não existe um conceito definido (e aceito) de Objeto, na pós-modernidade, esses arquivos fazem parte de um Tempo atemporal. Esse “todo” manifesta-se on-line, ou seja, em tempo real. Mas devo salvaguardar o sentido relativo de real, posto que o Tempo seja apenas uma contagem (um cálculo, estimativa, uma análise) criada pelo homem para diversos propósitos.

[A opressão gerada pela marcação das horas acontece nos primórdios da Revolução Industrial, na Inglaterra, com o advento do relógio. O relógio determinando o horário, a hora, que o trabalhador deve acordar trabalhar, almoçar... faltando pouco tempo para o etc. limita o tempo para reflexão sobre o que Deleuze classifica como as três idéias, ou ilusões de transcendência: Alma, Mundo e Deus.]

Com o advento dos vídeos, na década de 1960 (gravações com áudio), a filmografia disponível hoje, em 2009, gera (legi-) signos que serão ouvidos, vistos, lidos e interpretados pelo Sujeito infinitamente. Entendo o homem-novela como personagem das revoluções - Revolução Comunista, Revolução Russa, Revolução Francesa, revolução Art Noveau - tudo isso como sendo pura abstração, tudo isso é vida. A justiça não existe se o homem não existe, esse é um domínio da percepção. Adentrando o functivo da Arte, os perceptos da pós-modernidade só existem porque existe a possibilidade de interface. Mesmo sob o crescimento rizomático e caótico da sociedade pós-industrial.


Novos Baianos (bem novinhos mesmo...)
♪ ♫





Diz minha mãe que eu pareço com o filho do Moraes Moreira. Acho que sei quem é. Um moço que anda só de turbante, fazendo pose de candomblé-pós-moderno.

17 comentários:

Gisele Freire disse...

MUITO LEGAL ESSES CLIPS!
GUS COMO ÉS ERUDITO CARA!
:)

Gisele Freire disse...

"Um moço que anda só de turbante, fazendo pose de candomblé-pós-moderno." rsrsrsrs

Papagaio Mudo disse...

oi Gi,

ahh...
ainda vou descobrir o nome desse gajo. Disse-me ela que foi namorado da Ivete Zangado. Sabes quem é?

poser-candomblé-bahia...

Gisele Freire disse...

rsrsrsrsrs, sei não :)

Raquel disse...

Gustavo,

enviei pra vc algumas questões que, pode-se dizer, também abordam a pós modernidade.
mandei como depoimento,porque tenho certa urgência. não sei se anda a ler seus e-mails.
Pode me responder ainda hj?

Danitza disse...

Num é Davi?
Mas é esse não é rei, nem toca lira!

Papagaio Mudo disse...

David Moraes?
ou David Moreira?

Danitza disse...

rs... Davi Moraes

Papagaio Mudo disse...

é... deve ser

Cátia Barbosa disse...

Obrigada pela atenção:D

Cátia Barbosa disse...

Obrigado voltarei com tudo o gosto:D

Lucy disse...

Ola Gustavo,obrigada pelo comentário.

Muito lindo teu cantinho,bem clean...adorei!


Bom feraido pra vc.
Beijo!

homoluddens disse...

...

Papagaio Mudo disse...

oi Cátia,

aguardo sua visita, novamente. Se cuida bem! Aqui do Brasil te mando boas energias.
Beijos,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

oi Lucy,

Obrigado. Também adorei passear no teu blog. Apareça!
Beijo,

Gus

Papagaio Mudo disse...

homoluddens,


???

Papagaio Mudo disse...

Raquel,

não há "questões" a serem resolvidas. Há vidas a serem vividas, só isso. Cobranças nunca valeram a pena. E nada mudam.
Abraços fraternos,

Gustavo