domingo, julho 19, 2009

O sol quando às nuvens encosta e o vento me dizendo as horas, fico lento e encosto meu ombro sobre a roda. O click da geladeira inda me assusta assim. Tosse meu pigarro e acendo mais um cigarro sem café pensando em você, minha flor, meu bebê. Que pena sermos tristes, assim como houvesse alegria plena, mas um estado de coisas que paralisa o momento feliz ad infinitum. Você não acredita em mim, mas quero que você acredite em cores, harmonia e boas vibrações. Acredite no azul do céu mesmo que seus olhos te traiam e mesmo sendo cego. Na temperança e na justiça. A justiça não pode ser outra coisa senão justa. Não existe justiça onde não há homem. Esse é um domínio da razão. O azul do céu é um domínio da percepção. Goethe e eu acreditamos nas cores. Die Farben. Por onde andará Mackauley Culkin? Cuspindo por aí em qualquer privada de restaurante-sujo-de-beira-de-estrada. O que mais o mundo pode suportar além da morte do Michael e do sumiço desse moço, Culkin? do anonimato de quem luta por sua própria razão, pois todo homem é uma ilha. Flores improváveis ícones que remontam ao ídolo. Mas todos os ídolos estão mortos por ovvi motive che noi tutti sapiamo. Deus também morreu sem sequer passar pelo crepúsculo. Mas a Natureza ainda vive Pater Omnipotens Aeterni Deus.

4 comentários:

BAR DO BARDO disse...

e todas as flores murcheceram após a morte de deus...

olharapus disse...

é verdade...o que foi feito desta criatura???
desapareceu de vez! de tão engraçado fez-se num desgraçado!
bj

Diego Yorkes disse...

incrivel, pensei nele ontem a noite. Mackauley Culkin resolveu que Michael Alig fazia mais parte dele mesmo.

Gisele Freire disse...

Goethe "o romantico" :)
Belo texto e a foto é sensacional!
Abraço Gus