terça-feira, julho 21, 2009

duerme negrito

Duerme duerme negrito
que tu mama esta en el campo, negrito... Mercedes Sosa
Neruda y Picasso tanbién amavam esta color Ay Este Azul

De repente cavou-se um buraco em meu texto feito um parágrafo desdentado, surge do nada e não muda de assunto. De repente venta um buraco desmazela teia bem tramada e eu me vemos no imerso nada, onde minha pisada não deixa marca e choro. Minhas lágrimas são secas como a poeira lunar e há crateras em meu peito feito esses buracos mal tampados. Acordo no meio do meu deserto dormem de olhos abertos, sonho acordado. Aquele dia escreveu uma poesia na rua, sentado na calçada. “Se essa rua se essa rua fosse minha...” mas eu nem sei mais onde estava. Certo que passaram minutos em que a matéria não poderia acelerar, derramar ou verter com o pensamento. Passaram-se as horas, passaram-se os dias, as noites em claro, o Tempo passou... De repente e não mais que de repente. Deserto como um desejo ardente.

6 comentários:

BAR DO BARDO disse...

eu nunca sei onde estou e quantas horas...

eu?

Gisele Freire disse...

Que maravilha!

renata.ferri disse...

Gustavo Perez.
Me GUSTA suas rimas.

Papagaio Mudo disse...

Renata Ferri,

Muchas gracias!
Besito,

Gusta

Adriana Godoy disse...

vim parar aqui de novo e gostei de novo. bj

Papagaio Mudo disse...

oi Adriana,

sumiu...
bjo

Gus

ps: e essa mamadeira de cevada?