segunda-feira, julho 13, 2009

Farah Fawcett morreu

Farah Fawcett, umas das "Panteras" - série de TV dos anos de 1970

Eu-pensamento. Não sei se tento ignorar a ignorância do próximo, ou se devo imparcialidade à minha própria ignorância. Ou se estou transmitindo cacos desconexos do meu dialeto mentalês. A que meu cérebro decodifique signos eternos! rompendo pequenas magistrais esferas infinitamente a cada instante, acumulando vazios insignifi(-Kant)s. Sigo adiante sem me dar conta desse tribunal da razão. Estou indiferente aos seus veredictos, que me apavoram ao mesmo tempo em que fascinam por sua engenhosidade.
Sobre pontualidades e pontuações. Às vezes sinto-me um kind of tipo de doutor Spock. Ler engorda. Quero devorar livros. Queria mergulhar na literatura russa, mas não há traduções não sei russo e nessas horas gostaria de ser conhecedor da língua russa, assim como o Augusto de Campos, que traduziu em causa própria, o poeta russo (concretista – na Rússia também houve esse jogo de engana). Os (mal-)ditos pseudo-pais do Concretismo brasileiro, como movimento literário. Fizeram inclusive um manifesto. Muitos anos depois de Oswald de Andrade escrever Tupi or not Tupi. Como diz meu caro amigo, Caio Campos – Atirei-o-pau-no-gato já era concretista muito antes... Sobre pontualidades e pontuações. Farah Fawcett morreu no dia 25 de junho com um soco na buceta. (mesmo dia que o mega ícone pop Michael Jackson... apanhou uma brisa mais fria e desfaleceu)
Será mesmo necessário glosar? Os glosadores analisam parcialmente e não há senso comum, não há lógica, não há sentença em nenhum tribunal da razão que atribua nomes à literatura. Eu me enquadro na Poesia Intuitiva e tenho a intuição que esse rótulo não resume (se é essa a intenção, recortar, reduzir. Como dar nome as cores) o que escrevo. Poesia gástrica, edipiana, o camelo, o leão e a criança. Perguntas obsoletas de sociedades desenvolvidas pós Revolução Industrial.

eu Quero

4 comentários:

BAR DO BARDO disse...

Acho que vou reler "Santa Clara Poltergeist", do Fausto FAWCETT.

Um abraço, véi!

Papagaio Mudo disse...

é...
ela era tia do Fausto.

Gisele Freire disse...

Eu vi
Um vivo
Sol
Ou tom no
Outono
Só no
Sono
Azul.
Enquanto
Do canto
Dos teus calcanhares
Calcas os ares
Para o novelo
Da nebulosa,
Teu cotovelo
Em ângulo alvo
Alteando aos lábios.
Abril,
Abrir
A voz
As provas
De
Deus.
Consonha
Em vôo
Aberto
O abeto,
Colhe os
Olhos
Azuis
Com os laços
Das sobrancelhas
E dos pássaros
Cerúleos.
No anil
Há mil.


1919

Velimir Khliebnikov
Tradução de Augusto de Campos e Boris Schnaiderman
procê Gus, poesia Russa moderna :)

Papagaio Mudo disse...

oi Gi,

Lindo lindo.
Boris Schnaiderman...
Tradutore, traditore.
estou de volta.
beijos,


Gus