sábado, agosto 29, 2009

Almas Mortas

– AS AVENTURAS DE CHICHIKOV (POEMAS EM PROSA)
Nicolai Vassilievitch GOGOL

Crítica em forma de livro. Rindo e chorando, denunciando e condenando, Gogol - aquele para quem o mundo parecia uma floresta encantada, cheia de espectros e diabos - deu-nos a primeira versão completa da Rússia. Falando de “Almas Mortas” o próprio escritor disse – “eu quis mostrar toda a Rússia, pelo menos de um ponto de vista”
Escrito em 1841, Almas Mortas conta a história de um aventureiro que compra, a baixo preço, os camponeses russos mortos desde o último censo, mas ainda vivos nas listas do fisco. Uma trapaça que permite traçar um panorama da vida da província e um esboço do homem russo por inteiro, pelo seu lado negativo. Gogol escreveu um segundo volume da obra, mas em um momento de angústia acabou queimando-o. A segunda parte, inacabada e póstuma, foi publicada em 1852.
«Ouviu-se o galo. Era já a segunda vez que cantava, mas da primeira não tinha sido ouvido pelos gnomos. Os espíritos, assustados, atiravam-se contra as janelas e portas em grande confusão, tentando fugir rapidamente, mas era tarde de mais: ficaram ali, cravados nas portas e nas janelas. O padre, quando entrou, parou petrificado à vista daquela incrível profanação do lugar santo e não ousou dizer a missa de corpo presente em semelhante lugar. Assim, a igreja ficou para sempre com os monstros presos às portas e às janelas, cobriu-se de mato — raízes, ervas, abrunheiros-bravos. Já “ninguém conseguirá encontrar o caminho até ela.»

Quem foi esse sujeito, afinal?


sexta-feira, agosto 28, 2009

poesia sonora



Gilles Deleuze junto com a banda Heldon cita Nietzsche:


O andarilho Quem alcançou em alguma medida a liberdade da razão, não pode se sentir mais que um andarilho sobre a Terra e não um viajante que se dirige a uma meta final: pois esta não existe. Mas ele observará e terá olhos abertos para tudo quanto realmente sucede no mundo; por isso não pode atrelar o coração com muita firmeza a nada em particular; nele deve existir algo de errante, que tenha alegria na mudança e na passagem. Sem dúvida esse homem conhecerá noites ruins, em que estará cansado e encontrará fechado o portão da cidade que lhe deveria oferecer repouso; além disso, talvez o deserto, como no Oriente, chegue até o portão, animais de rapina uivem ao longe e também perto, um vento forte se levante, bandidos lhe roubem os animais de carga. Sentirá então cair a noite terrível, como um segundo deserto sobre o deserto, e o seu coração se cansará de andar. Quando surgir então para ele o sol matinal, ardente como uma divindade da ira, quando para ele se abrir a cidade, verá talvez, nos rostos que nela vivem, ainda mais deserto, sujeira, ilusão, insegurança do que no outro lado do portão e o dia será quase pior do que a noite. Isso bem pode acontecer ao andarilho; mas depois virão, como recompensa, as venturosas manhãs de outras paragens e outros dias, quando já no alvorecer verá, na neblina dos montes, os bandos de musas passarem dançando ao seu lado, quando mais tarde, no equilíbrio de sua alma matutina, em quieto passeio entre as árvores, das copas e das folhagens lhe cairão somente coisas boas e claras, presentes daqueles espíritos livres que estão em casa na montanha, na floresta, na solidão, e que, como ele, em sua maneira ora feliz ora meditativa, são andarilhos e filósofos. Nascidos dos mistérios da alvorada, eles ponderam como é possível que o dia, entre o décimo e o décimo segundo toque do sino, tenha um semblante assim puro, assim tão luminoso, tão sereno-transfigurado: - eles buscam a filosofia da manhã.


Escrevo dentro de um círculo oval, um território. O pior labirinto é o labirinto em linha reta. Instantes imemoráveis. Já não desejo guardar memórias. Minha memória não é amor, mas hostilidade. Ela trabalha não para reproduzir, mas para afastar o passado. Há um devir animal na linguagem. Escrevo como um homem que prendeu a balbuciar. A loucura de nossa vontade de falar se manifesta através do corpo todo. Ouvir por dentro. O aspecto psicológico de estar sozinho. Escrevo para os analfabetos, escrevo para os idiotas. Pessoas pensam que escrever é a historinha de cada um, arquivos de família, escritos de criança, um caso de amor.... Um eterno lamento sobre a castração, sob os olhares da psicanálise. O inconsciente não é teatro, e sim, uma fábrica de construção de desejos. Todo desejo não é vontade “eu desejo uma moça” etc. Todo desejo é um agenciamento, um conjunto, um território, uma região. A cena em que tal pessoa deseja tal moça. O delírio-família, o delírio-homem, o delírio-objeto, o delírio-abstrato. Todos deliram o delírio-mundo, todos deliram. Eu crio, eu fabrico, eu problematizo, eu dou fim aos meus desejos quando coloco a palavra assim enfileirada tal qual o vil metal da espada.


__ O que é isso? Parece um riacho pouco profundo. Sou eu.


Saio do meu pequeno mundo e o primeiro ser que encontro, que me encara nos olhos, é um pequeno cachorro branco com ares de malvado. Sim, ele estava ali sozinho porque sabia que eu faria o mesmo caminho de volta, esperando seu bando de vira-latas vagabundos. Já é tarde da noite quando esses vigaristas se põem a vigiar sua linha de território. Mas, até os cães dormem. A tarde caiu rosa, brancas nuvens brilhantes despejaram cinza sob a luz do dia, e o sol se foi.


A espera é como gozar com vontade de mijar – você agüenta por um proveito maior.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Óssip


Óssip Mandelstam

Que raio de rua é esta?

É a rua Mandelstam.
Mas que diabo de nome,
por mais voltas que lhe dês,
soa torto, enviesado.

Ele era pouco lineare
de jeito nada brando.
É por isso que esta rua,
ou melhor, este buraco,
se conhece pelo nome
de um tal Mandelstam.

Abril de 1935.
(poesia auto-delirante)
In «Fogo Errante, Antologia poética», Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.

Óssip Mandelstam, poeta, nasceu em Varsóvia (há controvésias...) Polônia, em 1891, descendente de uma família judia. Cresceu na cidade imperial de San Petersburgo. Após muitos anos de exílio interno morreu em um campo de trânsito a caminho da prisão na Sibéria em 1937 (depois de ter escrito um poema insultantes sobre Stalin, que leu a um grupo de amigos e colegas). Ao lado de concidadãos poeta Acmeist Anna Akmatova, ele concebeu uma poesia que foi tanto uma música para o detalhe da vida cotidiana e um testemunho de condições sociais e políticas. O poema "Você e Eu..." ouvido em primeiro em fragmentos e, em seguida, tudo em Óssip é simultaneamente uma história da passagem para o exílio executadas em silêncio e uma metáfora para a morte - uma homenagem do conforto da companhia de outros e da inevitabilidade da partida. (Leia mais em Cronópios Portal de literatura e Arte)

Um poema de Ossip Mandelstam (1891- 1938)

Não, eu não sou de ninguém contemporâneo,
para uma honra tal não estou pronto.
É que nojo me provoca um tal homónimo,
dizer que não fui eu, foi o outro. Duas sonolentas maçãs o século-rei ostenta
e magnífica boca de barro,
mas, moribundo, à mão enlanguescente
do filho a envelhecer se agarra.
A compasso do século ergui também as pálpebras
doentias – duas maçãs grandes.
Contavam-me histórias de humanos pleitos inflamados
os rios largos e retumbantes.
Há cem anos branquejava com suas travesseiras
uma cama leve e desdobrável,
e estirou-se estranho o corpo de barro, a primeira
embriaguez do século findava.

Bem no meio da marcha tão rangente do mundo,
como é levíssima esta cama!
E pois não podemos forjar um outro do fumo,
com este século convivamos.
Num quarto quente, ou numa caverna, nas tendas
morre o século – e por último
sobre hóstia córnea duas maçãs sonolentas
resplandecem num fogo de pluma.

terça-feira, agosto 25, 2009

monday bues


Quase posso dizer que no nosso caso marijuana Velha Sabedoria, pela qual o primeiro bezerro quer ir atrás da cerca e, em breve, não deve ser posto em prática. Observemos que a melhora é divisível, porém, não tenho dúvidas, 14 de fevereiro seguido por um rastreamento de pé, e tão feliz se algum dia puder ir-me daqui! Ainda o nosso principal objetivo, a certeza de que o replay não deve ser e não há o que temer. Terminou na noite e se escondeu. Reuniram-se novamente, o que não deixa ninguém frio, muita gente dança. A festa foi eliminação de lixo, Elefante penal, Twisted Dance Co... Amoras... Ventríloquo... por isso agradeço-vos sinceramente que o último esforço importante seja convertido em azul. Perda de memória e auto-estima pode ser encontrada aqui. Ontem foi um dia frio. Nos trópicos é real e apenas quando. Tive ainda, como é para mim muito assustado... e Bang. Mesmo com mais medo do que antes do ano passado que tenho antes do próximo ano, ou seja, teoria e prática, assim respectivamente. Cheio de ansiedade antes dos questionários na segunda-feira, e agora cheguei ao que eu chamo de continuação. Esta é a minha roupa de hoje, meu outfit textual. O que eu não tenha dito, aliás, fica distante. O agora não era mais agora, mas que tempo era esse? Tenho esse retrato do primário... prosa desconexa. Uma festa pagã para um deus Pã.

domingo, agosto 23, 2009

echo flash


Uma coisa que ele sabe está ecoando nas colinas certamente. Se perder como espécie de instante cheirando a sabão. Como referido, na boca superior coloca a cor desejada, o livro e a limonada. Você colocou velas na formiga-espaço. E chamou o cheiro de queimado quando aquecido. Abrange quase toda a casa a perder. Se tornando Echo flash de arrefecimento. Uma e vez outra, meses de quase todo dia ele se vai. Estou queimando os convidados chegam. Eu faço o cheiro, é muito intenso. Asfixiado. Após passar o olho pela minha mente muito infelizmente, naquele momento, um amigo dá vida a um pensamento próprio. Mesmo que às vezes você vem, querida, falta minha alma. Eu tinha um amigo do colégio...

absoluto é o caminho

certa vez

eu estava registrado

momentaneamente


tinha alguma leitura

antiga da Suécia

meu rosto ferido de jovem vuruvuca frases tiradas do telhado

você sabe da minha situação

que a hiperatividade fuck

dispensado do tédio

felizmente tão dizendo

mas por exemplo

ou noite de sono e tédio

algo me diverti e

me perdi

O primeiro celular. Vejamos. Aquele homem dos filmes de guerra de Hollywood que corre com uma informação nas costas (ou alguma arma tão poderosa quanto a informação) sendo protegido pelo resto da tropa de homens, em cada região por onde ele passa se esquivando de bombas e ataques a tiro e a faca. Homens tentam pegá-lo, mas ele escapa com a informação preciosa. O homem-célula. Interpretado ele pode ser (em tese, deve ser) rápido, bem-treinado, precioso, descartável.


en passant


Não morrerá a flor da palavra. Poderá morrer o rosto oculto de quem hoje as nomeia, mas a palavra que veio desde o fundo da história e da terra não poderá ser arrancada pela soberba do poder. Nós nascemos da noite. Nela vivemos. Morreremos nela. Mas a luz será manhã para todos mais. Para todos aqueles que hoje choram a noite, para quem se nega o dia, para quem a morte é um presente, para quem a vida está proibida. Para todos, a luz. Para todos, tudo. Para nós a dor da angústia, para nós a alegre rebeldia, para nós o futuro negado, para nós a dignidade insurgente. Para nós nada.


Manifesto Zapatista



"Só um dia o “por que” se levanta e tudo recomeça nessa lassidão tingida de espanto (...) no extremo desse despertar vem, com o tempo, a consequência - o suicídio ou o restabelecimento."


O Mito de Sísifus, A. Camus


quinta-feira, agosto 20, 2009

Hai-kai

tentei voar
era pequeno
caí

agora eu vou por aí...
petit dream


Sabe, eu sei que nem sei quem somos nós, de onde venho ou de onde vieram antes de mim meus ancestrais. não sei de onde você veio e nem me interessa saber. Agora fazem pelo menos vinte anos que espero, mas agora reagindo, reagindo, reagindo, como se uma veia do pescoço fosse saltar até a testa. Como no filme de Straub-Huillet – a voz nos conta a história de uma pessoa e sua linhagem, enquanto a câmera nos mostra a paisagem do deserto ao leve roçar do vento, náufragos naufragados. Como prender a respiração embaixo da água no sonho. Imagem sonora imagem visual. Claro que não somos da polícia. Nenhum patrulhamento nem nada. Acho que estamos a salvo para sempre nos safar. Ao tédio movimento. Meu peito pressiona suas espaldas, viro-te e beijo seu plexo. Um som incandescido sussurra. A ígnea flama flui em eflúvios. Salvo a salvo te salvo da solidão e vamos. Você me salva minh’alma salta numa queda sem volta. Tem gente que espreita a vida alheia. Meus olhos passeiam pelo anonimato a flanar por aí... em busca de mais uma foto que só eu sei.

vive la fette

vive la vie!

Orada olmak için pek çok yolu olduğunu düşünüyorum mutlu
basitlik ise
gün şafak olarak

doğru taslak
bulutlar hızla turuncu ve sarı için mor dönüştürülür
Ben yeşil su gibi
su gibi

Şimdi çok uzak olan
ama önümde görmek
gökyüzü olur
bu sabah ince bir
Düşünebiliyor
bana

Bize yakın bir ve diğer biliyorum
bir

Beni yanında uyku hissediyorum
göz kulak ve bakım

Çocuk Duvar tarafından kağıt atıyor
Ben ebedi uyku deneyin

Gustavo

terça-feira, agosto 18, 2009



Já quis matar, esganar e trucidar. Já desejei com toda a raiva de um bicho ferido que cessasse esse meu sofrimento. Estar de menos, sentir que te falta um pedaço. Toda separação é um ato incrível. Eu como o chacal crio laços. A síntese de Hegel se encena num ato novelesco. Então começa o recomeço. Não sem antes passar por litros do vodka o run aham [o vinho] venho, velho Barreto Miles Davis James Taylor whisky com guaraná cerveja com schwepps Gim Beam Ellis Regina Marvin Gale aquela da roça que me acordava um trago. Todos os dias de ebriedade e redundancia diária me condenando a pagar por isso. Esse descaminho e destroço de alvoroço. Desde sempre sou bicho solto criado na mais pura amplidão. E desde o primeiro dia quero esquecer desde o primeiro porre desde a última lágrima ao último corte. Minha mente me impede tem hora, quando vejo que perdi tudo que no ar se desmanchou. Quando olho pras paredes desse quarto. Não rezo nenhum absurdo sentimento, mas não me arrependo. Minha vida deu um pequeno rodopio. Perdido solto absorto. Morto dentro de mim. Quem esta morto dentro de si não tem motivo pra viver. Foi quando eu vi que a quinta geração de puritanos é obscenamente libertina. E não por isso mas sem saber mais quais conceitos eram os meus troquei o meu usado por um novo. Quebrei a propria imagem dos meus sonhos como quem quebra um ovo, só pra fazer essa rima barata. Ser um poeta de meio quilate, um porre um ressaca uma sina, uma métrica sem rima, um cão que morde, mas não late, um cão que morde sem latir. É como ser enterrado vivo dentro de si, uma paisagem desértica como um nó na palavra. Soube então que eu não tinha nada e comecei a procurar como quem busca desesperadamente um dicionário para saber tal palavra que te trava, um algo qualquer que restava adormecido e que não tenha sido brutalmente atacado. Contra todos os sentidos e sem pressa, procurei as palavras. Letra por letra, regra sonora, mesmo que não seja vocalizada, e as lágrimas espirravam e os dias se passaram até a última gota de sangue.


Foi quando uma borboleta pousou em minha cabeça, e feito criança me pus a procurá-la. também desnorteado...


Pela minha paz pela nossa.


Amem.

segunda-feira, agosto 17, 2009

memória tropical


Traga um pedaço de pão e uma fruta. Pode ser uma banana, pode ser fogo no mel maçã ou manga. Traga faca muito usada já não corta mandinga de amor samba de roda a cabeça da franga ginga e gira gira e voa em passeios de bamba, sonho e orgia. Inventar o meu próprio pecado. Veneno de cobra não pega em jacaré. E digam que de pouco em muito, a gorda porca já não anda. Enquanto me guardam um puro desdém no fundo no fundo vos desejo bem. Sabe, se os bêbados da periferia ainda invadem essa dislexia do meu distexto, o espírito santo amém.

Adiós jazzy Maria... mataste la musica y la poesia...

sábado, agosto 15, 2009

cinema

Deleuze fala sobre o ato da criação
Gilles Deleuze spricht über Robert Bresson und die Filme von Akira Kurosawa

Au revoir Deleuze...

Gilles Deleuze fala sobre Robert Bresson e sobre o cinema de Akira Kurosawa

Comédia bufa, ou o Rintonelo - alma imerecida, inesperado solo, acumulação de cavilações, sandices, o último cacho planejar enganos, proposta traiçoeira, ironia maliciosa. Consciência adulterada, misturada de tecidos, fração de segundo, emancipação, cor de sussurros humanos incompreendidos. Córnea, bílis, tratores. Cinderelas da rua, um cabelo de gato na parte de trás de uma centopéia, atraso, odores de flores, fuligem, miscelânea. Cantando celeste péssimo no inverno, mutilação inadequada, contratação apaixonado, sonhos molhados de um pentelho, o cancro. Darius Golazo, Moneti, Quiros, prata da manhã, tristeza, dor e acúmulo. Eu te amo. Minha metralhadores cheia de mágoas...

Robert Bresson, um dos grandes mestres do movimento minimalista

e uma estrela na testa...
valores tácteis

Chet Baker



Chet & Wolfgang Lackerschmid

e algumas Observações...



Hoje esqueci-me de comer, tudo que ia esquecer algo constantemente, minha memória é tão ruim, mas meu estômago disse aquilo, ele também é esquecido, eu estava faminto, mas dar o sinal de que existe uma batalha a descer yoyo a família e jantar não era o que eu estava faminto. Embora nos últimos 20 meses como no último café da manhã, o almoço também tentou algo de novo, do modo que precisamos. Eu tinha forçado o meu estômago, foi determinante o meu estômago "porra se eu ficar fome novamente nem a pau" foi objetivo. Eu quebrei o nariz da boca podem se espalhar, mergulhar no lugar e não posso deixar lá e ela deve ser feita para meninas podem responder o que estou procurando um amigo. Eu estava exagerando um pouco agora a sua boca é uma severa ação foi quebrando seu nariz e eu e as meninas. Mas desde que o meu amigo Médio me difama, com ele quando o joio do povo é dizer que meu próprio umbigo irritado ou bravo Édipo me distrai. No dia anterior, enquanto a palha (palha de Jesus onde algo de estranho aconteceu, mas como) algo desonesto para mim quando digo que nenhum de vocês a sério tem alvo que e porque eu não sou assim e é este um ponto de vista, como eu próprio também tenho o direito de ser. Como resultado, tenho duas horas para lhe explicar o significado da palavra-piada mesmo ajudar alguém entediado que, esperamos, tenha entendido. As pessoas nem sempre recebem essa piada normalmente, mesmo porque devo admitir mudar de compressão. Apesar desta pequena irmã de uma infância, na realidade estamos sempre a ser. Vamos nessa complexa paz esteja com adeus.

sexta-feira, agosto 14, 2009




Cred că numele acestei frumoase albe cat este Misha.
Foto captate de Adriana, direct de la România.
Terry Richardson (píncha aquí ■ porn fashion photographer) & Barak Obama

Estrutura de logística. Sistemas. Olhares invisíveis. Olhares de viés. Embornal bordado de vendé pan. Passo pela manhã de sábado no largo da travessa onde Henriqueta Lisboa lê seu livrinho. Com meu passo invisível de gato vira-lata sem emergência de volta para casa. Os gatos vira-latas também têm casa e também se aninham quando não estão caminhando pelas ruas da madrugada. E se faze o “ganha” na rua, e sabes que estou na sua. Sou uma espécie de macaco noturno, mas cada um pode mascarar um fim de semana com manhãs geladas. Continuo a preferir estar internalizado entre os marginalizados. Fugir e fingir que sou feliz deliberando o dia com moedas. Infere nos meus dias e fico desligado da maquinaria que compõe o grande gengibre. Repasso a leveza que me segue apesar do peso. Na passarela da vida deixo o cheiro dos meus beijos nos seus seios. Deixo-te o endereço da vida e a esperança. É como sonhar em ser criança e brincar de amor. Vem de outros tempos, mas por sorte ninguém se feriu. O calor aumenta até o domingo e o clima seco pode causar a síndrome do olho seco. Na segunda, volta a chover. Quarenta e seis milhões de segundos esperarei para te ver durante algumas horas. Procurando algum fôlego distante, elétrico, secreto. Meus sentimentos estão em aberto, meus sentimentos estão por apenas 14 e noventa cada. Arranca-te os olhos de tirano, come a chance da passagem, deseja o ouro e a prata, escrevendo, lembrando e tentando esperar sem ofender, mas sentimentos são irracionalizáveis, tem hora. Sigo arquitetando um plano de sair da merda de catar os farelos, lamber as migalhas. No limite dos meus nervos-flor da pele, cor de jasafá.

quarta-feira, agosto 12, 2009

make this bliss never end

Instante em que o melhor silêncio prefere calar. Sente uma vitória perdida no exato momento em que prefere calar. Sente uma vitória que nem chega ser derrota. Embota-se de jasafá, sai no momento das últimas tarefas e fala quando aos fundos pássaros piam cães ladram. Dá-se o momento último em que se ouve o último arrepio, e o barulho surdo dos náufragos escuta a tarde entardecer. E eu adormeci. Enquanto minha princesa sai sem que eu sinta, sonho com seus momentos mais belos em que o próprio sonho faz da realidade novelesca um relativo Rintonelo - alma imerecida, inesperado solo, acumulação de cavilações, sandices, o último cacho planejar enganos, proposta traiçoeira, ironia maliciosa. Consciência adulterada, misturada de tecidos, fração de segundo, emancipação, cor de sussurros humanos incompreendidos. Córnea, bílis, tratores. Cinderelas da rua, um cabelo de gato na parte de trás de uma centopéia, atraso, odores de flores, fuligem, miscelânea. Cantando celeste péssimo no inverno, mutilação inadequada, contratação apaixonado, sonhos molhados de um pentelho, o cancro. Darius Golazo, Moneti, Quiros, prata da manhã, tristeza, dor e acúmulo. Eu te amo.

segunda-feira, agosto 10, 2009

baco de saudade


















Instante em que o melhor silêncio prefere calar. Sente uma vitória perdida que nem chega ser derrota. Sai no momento das últimas tarefas e fala que quando aos fundos pássaros piam cães ladram dá-se o último arrepio e ouve-se o barulho surdo dos náufragos.

doentemente

néctar venenoso

tua cara hirta na amplidão

corta a glote mascarada de pigarro

troça do meu troço

troça o meu gozo

sexo jubiloso







Deve ser executada, pois, uma tarefa. Depois de conseguir adiar a minha execução por três décadas, deveria agora encontrar um lugar onde pudéssemos comer em paz nossa Svenska. Onde estivéssemos saciados embora nunca nos sentíssemos saciados. Embora sejamos a espécie de criatura mais exótica dos mares. Predador faminto de minhas próprias ideias devorar. Contando nosso lado da história em busca dos fatos. Doze metros abaixo da terra, onde é possível visitar um lugar possível. O dia para si mesmo, para encontrar o melhor. Nas profundezas de mistérios perdidos. Cuidado, segura, segura! Estados que revolucionem os estados de ser, o projeto mais ambicioso de nossas vidas. Ainda assim eu quero não ser um rio seco. O que está escrito no papel é o próprio objeto onde no bar consegue seu próprio sacramento verbal vocalizado. Como os galegos. Concentrado em estrangular em busca de um de um novo dia. Concentrado em ser encontrado ao ser encontrado um osso do pé até que se vá até os altos picos nevados para saber onde se é, em dois de outubro. Então se lembra que se você é você mesmo e revisa o caso. Abandonar o capitalismo carnívoro escravagista não é opcional. Era uma depressão natural cultural humana que derrama o mesmo substrato de seu suor na terra e sua terra regojizou contigo. Da forma que no solo a nossa vida começou Vs. Meus uma produção de passos calculados em fornadas de ideias mais “válidas”. E talvez na subseqüência se pense que nunca tivéssemos perdido o controle sobre si e sobre as coisas e se segue seguidamente em frentes do mesmo destino de desaparecido do seu avô. Porém, que seja com amor e suavidade... Onde pudéssemos comer nossa Svenska em paz.

domingo, agosto 09, 2009


Viviam numa espécie de oca de esquimó. Fumavam uma espécie tabaco com pequenas minhocas grassas mortas. Na horta de casa havia uma plantação de lenha, um laginho no quintal onde a água corria cristalina, um arranjo de flores na porta. Estavam juntos, perto de lugar nenhum viviam juntos como dois anjinhos, ela e ele. Enquanto poetas publicavam, adicionando uma florada esquecida de palavras alheias ao alheio vocábulo. Havia ao fundo um pequeno escondido poço onde a queda d’água refrescava plantinhas e musgos que nasciam envolta. No sonho, também havia diversas

cores de borboletas. Na beira da mansidão do regato havia um enorme troco depositado pelas chuvas. E nos primeiros dias da criação não havia nada além do que viver na imensidão. As minhoquinhas grassas mortas já não cresciam mais na horta e o tabaco acabou. Então chegou cegou o Tempo de ir embora. Embora suas almas ainda vivam lá para sempre...



Como Wedekind, feito dois gatinhos deixados que poderiam despertar a primavera.

sábado, agosto 08, 2009

alvo
alfa
para ler duas vezes

Ossificado eu disse aos gatos, aos ratos e às mariposas-fesceninas-que-escapavam que as coisas não iam muito bem. Depois dessa mítica crise mundial financeira e/ou/eu apesar das coisas não estarem muito bem, estávamos (e estamos) em movimento. Sangue e fúria envolvidos numa tarde de viver vontade viver tá de viver Von. O objeto se coisifica, e coisificado se utiliza de um sistema de códigos para estabelecer um glossário de definições lógicas. O vento mais do que venta além de ventar. Eu invento. Maneirismos ou casualidades existem em uma desmesurada simbiose entre o homem e natureza - redundantemente ainda não descoberta pelo Sujeito pessoal, temporal e Subjetivo universal, conceitual.
O que mantém as ovelhas unidas? O que mantém as ovelhas unidas é tão somente a “ideia” do lobo. As ovelhas unidas facilitam o pastoreio dos pastores e das pastorais. As coisas andam, os pássaros voam. A corporação consome sua instituição ao sabor do Tempo, sob a opressão do relógio ditando a palavra decomposta de auto-estima. Os curtumes e fábricas de sabão de beira de estrada onde doem as hemorróidas e descemos do carro no próximo posto para flutuar nossas mazelas. As pupilas dilatadas-de-ontem fazem adormecer as pálpebras, até as palmas de quem participa de si mesmo, participa do sopro divino impalpável de um functivo conceitual da jogada - enxadrística filosófica lingüística e litero-esquemática nas formas da memória de um novo ângulo meta-humano. Sincope de um sentido de sensação de percepção, nem velho nem novo. Desperto.
Ossificado eu disse aos gatos, aos ratos e às mariposas-fesceninas-que-escapavam que as coisas não iam muito bem. Depois dessa mítica crise mundial financeira e/ou/eu apesar das coisas não estarem muito bem, estávamos (e estamos) em movimento. Sangue e fúria envolvidos numa tarde de viver vontade viver tá de viver Von. O objeto se coisifica, e coisificado se utiliza de um sistema de códigos para estabelecer um glossário de definições lógicas. O vento mais do que venta além de ventar. Eu invento. Maneirismos ou casualidades existem em uma desmesurada simbiose entre o homem e natureza - redundantemente ainda não descoberta pelo Sujeito pessoal, temporal e Subjetivo universal, conceitual e composto pela multiplicidade de raças. O que mantém as ovelhas unidas? O que mantém as ovelhas unidas é tão somente a “ideia” do lobo. As ovelhas unidas facilitam o pastoreio dos pastores e das pastorais. As coisas andam, os pássaros voam. A corporação consome sua instituição ao sabor do Tempo, sob a opressão do relógio ditando a palavra decomposta de auto-estima. Os curtumes e fábricas de sabão de beira de estrada onde doem as hemorróidas e descemos do carro no próximo posto para flutuar nossas mazelas. As pupilas dilatadas-de-ontem fazem adormecer as pálpebras, até as palmas de quem participa de si mesmo, participa do sopro divino impalpável de um functivo conceitual da jogada - enxadrística filosófica lingüística e litero-esquemática nas formas da memória de um novo ângulo meta-humano. Sincope de um sentido de sensação de percepção, nem velho nem novo. Desperto.

WWWWWWwwwWwwwwWWwWwrrrrrrrr!


Japanisch Markt

Die weiße Katze, die mit MGM-Vertrag und zu Reisen in die Flitterwochen mit seiner Frau Savage. Petit, dass Savage ist mit der Bereitstellung einer in der panther kitty, diese neue Phase seines Lebens, die Rückschlüsse auf. Die weiße Katze an zwei Monaten in Paris und zurück zu schießen "die Wut der grausamen Krieger Candy Banditen gegen das Böse" unter der Leitung von Steven Spielberg in der Disney-Studios. Der Film kann bis zu 2 Milliarden Yen in den internationalen Markt und Japanisch. Er konnte ihn mit einem Lächeln. Er rief die Journalisten des Voodoo. "Wer doo woodoo ich tun, oder?", Fragte er prophezeite, der neue Stein von des Kinos.
BBC news

terça-feira, agosto 04, 2009

ataque nervoso

Pura mistura
Um cachorrinho nervoso me dá a impressão de ter o cérebro bem maior do que o crânio. Um cérebro tentando se expandir. Enfrenta a mutação genética pela qual nós, humanos detestáveis e insalubres, criamos para satisfazer nosso ego e nosso gosto pelo belo, e transformá-lo em um canis lúpus bizarro e ordinário, um ser vivo. Não por estar em ordem, nem tampouco por ser absolutamente inadequado, inadequado à tentativa de criá-los dentro do armário (ou na varandinha) e eles defecam naquela posição dorsal e côncava... envergonhados. E alguns olham de lado evitando nosso olhar. Esses pequenos querem explodir quando se vêm confrontados com sua ancestralidade perdida. Mas tudo é simplesmente. A nossa apreciação do belo pode se candidatar aos aspectos mais inusitados. É como se se identificassem na rua e quisessem bater um papo. Um farejando a rua outro dentro do carro. Tantas raças que são a mesma raça, na excentricidade de tanta diferença tal como cada a venera, admira, e por sinal até os ama (por mais subjetivo que me caiba citar esse verbo) como membros da família que agem, mas não falam, latem quando muito. Muito e muitas vezes são como pessoas. Dono de seus donos sem serem donos de si. Seu lar é uma espécie metafísica de abandono poético entre a distância abismal da matinha e o apartamento de dois quartos, sala banheiro e cozinha. Todos eles voltarão à água e se tornarão lindas espécies de peixes a digladiar devorar e serem devorados, quando a Terra virar Água. Não restará nenhuma mágoa por termos tê-los transformado em bichanos mimados ou "a mais ou menos original e louca mistura de vira-latas"