domingo, agosto 09, 2009


Viviam numa espécie de oca de esquimó. Fumavam uma espécie tabaco com pequenas minhocas grassas mortas. Na horta de casa havia uma plantação de lenha, um laginho no quintal onde a água corria cristalina, um arranjo de flores na porta. Estavam juntos, perto de lugar nenhum viviam juntos como dois anjinhos, ela e ele. Enquanto poetas publicavam, adicionando uma florada esquecida de palavras alheias ao alheio vocábulo. Havia ao fundo um pequeno escondido poço onde a queda d’água refrescava plantinhas e musgos que nasciam envolta. No sonho, também havia diversas

cores de borboletas. Na beira da mansidão do regato havia um enorme troco depositado pelas chuvas. E nos primeiros dias da criação não havia nada além do que viver na imensidão. As minhoquinhas grassas mortas já não cresciam mais na horta e o tabaco acabou. Então chegou cegou o Tempo de ir embora. Embora suas almas ainda vivam lá para sempre...



Como Wedekind, feito dois gatinhos deixados que poderiam despertar a primavera.

9 comentários:

BAR DO BARDO disse...

seu texto nos leva para outro paraíso... é um paraíso estranho... mas bom...

namastê, santo gus!

Luma disse...

Rude e delicado ao mesmo tempo.

Karla Oliveira disse...

ah que lindo!

coloca a trilha sonora tb...

b

Papagaio Mudo disse...

q tal essa?

:P

Karla Oliveira disse...

tinha pensado em As Vitrines... rs

b

Papagaio Mudo disse...

embaraçam a minha visão...

Papagaio Mudo disse...

gostou do novo cabeçalho?




:b

Karla Oliveira disse...

quem é o gatinho?

Papagaio Mudo disse...

piu piu