sexta-feira, outubro 30, 2009

Bilhete fraternal, talvez útil


destinado a Maysa, que teria tentado o suicídio, de onde retiro o seguinte trecho: "O suicídio é uma desforra, e este é o seu lado fascinante. Mas o suicídio contém a morte, e este é o seu defeito irreparável. Nunca morrer hoje, quando se pode morrer amanhã... ou daqui a cem anos. Há muito o que ver e sentir, há muito o que amar! Em mim e em meus semelhantes mais intranqüilos haverá, um dia, aquela manhã clara e azul, e, com os olhos da alma sossegada, veremos toda a beleza da rosa, toda a luz do lago duro e prisioneiro, o sopro da manhã cheia de pássaros, o convite do amor no ser que passa. (...) Viva, sem a nervosia de procurar-se a si mesma, porque cada um de nós é um perdido, um ilustre perdido na humanidade vária e numerosa."

Antônio Maria

6 comentários:

Liberté disse...

confortante!

Papagaio Mudo disse...

é...

Henrique Pimenta disse...

AM sabia, sentia, escrevia...

Adriana Godoy disse...

é, da próxima vez que pensar em me matar vou lembrar desse texto...

Menina Misteriosa disse...

Tira um pouco da pressão. Nos faz sentir mais normais. Todos temos problemas e momentos de desespero. Mas, até os mais loucos, terão dias especiais, bonitos...
Esperança!
Beijos

Papagaio Mudo disse...

isso mesmo!