sexta-feira, outubro 23, 2009

A palavra hoje (?)

No conservatório na Suíça. O jovem Nicolas Economou encena um flerte rápido, captado pela câmera.

Mais um virtuose delicadamente enfurecido. Começou a tocar piano aos cinco anos de idade, e engraçado como as profissões (ou vontades frustradas) se definem aos sete anos de idade, segundo especialistas em psiquiatria neuro-linguística. O contato que o indivíduo tem com a cultura até essa idade é tipicamente marcada por projeções que quando adultos buscamos consciente ou inconscientemente, e muitas vezes não conseguimos. Concebemos a primeira vontade de prazer, ou pulsão de vida, mas não guiada por uma pulsão sexual, mas uma análise interpretativa muito mais abrangente. As definições freudianas ultrapassadas condizem com uma concernente realidade pos-moderna da auto-afetividade cujo indivíduo pós-moderno almeja, visto que cortou o cordão umbilical com suas múltiplas gerações de ancestralidade. A negação das gerações que fizeram (direta-indiretamente) você quem, ou quê você é. Seja de forma cultural adquirida, não-sanguínea. Salvo as patologias neurológicas genéticas. O dom quanto o anti-dom quanto forjados na primeira infância e que perdura durante certo período é desastroso ou excelente. Guardado o sentido relativo da palavra desastre, com o qual desastre pode ser reavaliado ser buscar distribuir “culpa” (cristã) ou atribuir demérito. Sete anos é a idade em que a criança deixa de “observar” apenas as vontades induzidas, mas também suas próprias e embrionárias vontades, que irão se manifestar (e influir diretamente sobre atitudes) com o decorrer dos anos. Mesmo na sociedade atual, na qual somos coagidos a ser quem, acreditam os apocalípticos e também creio eu, a agir, usar, falar, seguir os estereótipos, que (também em minha opinião) vem muito antes da Indústria Cultural, mas da Arte em si. Exemplo, a admiração pelos artistas da Renascença Italiana. Este exemplo de desejo de poder, de domínio sobre o adversário em prol dos louros da vitoria, seja ela alcançável ou supostamente intransponível, remonta aos jogos olímpicos da Grécia antiga, à rivalidade instituída por meio da palavra na democracia ateniense. O que, misteriosamente, leva-te a ser quem você é? Sem recorrer ao papai a mamãe as leis ou as transgressões... Quando Sólon Michaelides, célebre compositor cipriota, regente, musicólogo e amigo da família ouvi-lo tocar pela primeira vez, quando Nicolas ainda não havia sequer completado de sete anos, declarou: "Esta criança é uma benção para seus pais, para o Chipre e o Mundo". Por conta “aviso” e advertidos sobre o talento inato da criança, a formação musical Nicolas foi realizada nos mais nobres parâmetros. Essa declaração, somado a uma serie de fatores genéticos e biológicos, que a ciência ainda não desvendou, além dos fatores culturais, além do ânima que cada elemento possui, segundo a física quântica, e levando em consideração a questão dogmática: famílias espirituais, vidas passadas...

com um velho amigo Que Quais serão essas flores atrás? Bouganville? Rosas?
Reparem nas botas e no detalhe da cerveja

3 comentários:

Katrina disse...

Há, reparei sim na cerveja.

E prá quem achava que a renascença não inspirava mais ninguém, taí a prova

.::Li::. disse...

Sensacional!

bjs

Isabel disse...

Muito bom :)