sexta-feira, outubro 30, 2009

Sim,

... eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo os corredores em silêncio Perder as paredes
aparentes de o edifício Penetrar no labirinto O labirinto de labirintos
Dentro do apartamento Sim eu poderia
procurar por dentro a casa Cruzar uma por uma as sete portas,
as sete moradas Na sala receber o beijo frio em
minha boca Beijo de uma deusa morta Deus morto,
fêmea de língua gelada Língua gelada como nada Sim,
eu poderia em cada quarto rever a mobília
Em cada uma matar um membro da família Até que a plenitude e a
morte coincidissem um dia O que aconteceria de qualquer jeito
Mas eu prefiro abrir as janelas prá que
entrem todos os insetos

6 comentários:

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Eu queria um castelo, cheio de quartos, desvendar os labirintos matando membros, não só da família. Ufa, já me sinto melhor!

Gisele Freire disse...

Putz Gus, vc botou aqui uma das músicas que mais amo do Chico, valeu a lembrança, my friend!
bj
Gi

Katrina disse...

Deixar as janelas para o mundo pegar fogo.

Fiquei triste por ter mudado o banner, quero de volta o bill, haha

Clara disse...

Eu tenho um LP com essa musica, há muito tempo ficava ouvindo e tentando decifrar o que ele queria dizer com o ato de plenitude e morte coincidirem. Acho que agora eu entendo...
Bom, só posso afirmar que o Chico sabe das coisas.

Adriana Godoy disse...

Papagaio, me deu tanta saudade dessa música. Gostava tanto e vi que ainda gosto e muito. Valeu. Bj

Papagaio Mudo disse...

oi Adriana,

gosto do Chico cantando essa música, Janelas Abertas nº2.
A versão da Bethânia é ainda mais funestra; quase tétrica...
Ab,

Gus