quarta-feira, novembro 04, 2009

Adoxografia de um misopônico

Análise de tipos, enquanto espero a chuva. Analiso a história sempre desde o final, o desfecho, o fim do caso. Até o início de onde conheço e posso imaginar. De fato, são análises pessoais, não me importo com a imparcialidade enquanto estamos sujeitos as leis da física e da matéria e aptos (ou não) a lutar, vencer ou perder. Todo dia usamos expressões que fazem parte do nosso cabedal linguísticos que não significam, apesar de serem signos. Uma espécie de reflexo - objeto energético social. Todo homem é uma ilha, contradizendo Henry Toureau. Porém, é uma ilha que necessita da constante movimentação das marés, que vão e vem, levam e trazem. Indiretamente geram melhoramento àqueles que moram na ilha, que são a ilha. Mas se você está perdido e joga no mar uma garrafa com um bilhete dentro... Eu posso pegar essa mensagem, posso achar você. Ou posso esquecer. Esquecer que um dia, alguém que eu não conheço existiu. Você só existe pra mim agora como é. Só se apresenta como é – nua de corpo e de alma. Somos ilhas vulcânicas que se mesclam. Estive a deriva nesse oceano turbulento, colidindo com as laterais do mundo. Vendo as margens da salvação de não morrer afogado. Afogado em planos que pareciam inatingíveis, topos de morros, cristas de montanha, uma plenitude imerecida e inalcançável. Sangue e lágrimas no combinam mais com minha vontade de viver, ou de poder, ou de poder viver. Um direito que não nos é dado assim facilmente. Ausência, transferência e inversão de papéis conduzem a quebra mais suavemente. Copos se quebram enquanto novos paradigmas (mais flexíveis) se levantam. Hoje os paradigmas, vão além da origem dogmática. Amanhã existirão 4 ou 5 tipos ou faces da mesma moeda, ou quatrocentos tipos da mesma Moda matemática. Qual é a sua vontade, meu bem? – se não “dá certo” vamos mudar de assunto, vamos fugir desse mundo. Somos um ponto entre linhas - círculos elípticos e linhas, longos traços de infinitudes, que se cruza, que cruzam o ponto, que somos nós, e “navegamos” simultaneamente essas linhas de Tempo. Os três estados do Tempo como hoje conhecemos, não existem. Passado, presente e futuro se cruzam ao mesmo tempo. No mesmo instante que sou meu passado hoje, amanhã posso ser melhor, menos parvo, menos ignorante, mais sábio. O “complexo de sábio” dos filósofos, também afeta os poetas. Registro as dores e também as marcas deixadas por quem passou por mim nessa existência. Saber viver um coração simples. Sonhos despedaçados podem ser reconstruídos, costurando retalhos. Pra mim existe um único tipo, aquele que trás de casa um beijo partido e no navio dos loucos quer partilhar comigo essa Loucura. Porém, sonhos despedaçados podem ser reconstruídos...

Um comentário:

Danitza disse...

sou totalmente a favor das reconstruções... diariamente.

Como já disse o seu amigo: é um guru...rs

Beijão, Gus! Sempre com saudades!