quarta-feira, julho 29, 2009

Análise

Tão abstrata é a idéia do teu ser
Que me vem de te olhar, que, ao entrev
er
Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
E nada fica em meu olhar, e dista
Teu corpo do meu ver tão longemente,
E a idéia do teu ser fica tão rente
Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
Sabendo que tu és, que, só por ter-me
Consciente de ti, nem a mim sinto.
E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
A ilusão da sensação, e sonho,
Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
Do interior crepúsculo tristonho
Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.

Fernando Pessoa

terça-feira, julho 28, 2009

conseguiu segurar a perna da vovô com o braço esquerdo


Hoje o dia amanhecer estranho. Só queria voltar pra casa. O que minimiza a sensação de dor? Foi uma conciliação amigável. Foi um longo dia silencioso. O subtexto perdido deserto pela rua deserta. Meu rito urbano minha vida é fardo que se consome, o tempo me arrasta. Juntar camada a camada tudo que temos. Por acidente mordaz e sem saber em absoluto que as sombras de outrem se encontram consigo mesmo no momento incerto em que dependerá estar entregue à Rainha do Céu para que, de onde a árvore ferida fosse guiada por um eco redundante e rotundo subir as veias de sangue, regando as fibras do inverno que tomaria conta das raízes retorcidas. A transvaloração dos valores e começo a derreter o real e me deparo com suas nervuras desumanas capazes de superar qualquer tribunal da razão. Desço ao fim do fim do fundo para ver a xícara amarela que contém o ultimo gole de café que jamais beberás. Sempre a monotonia e rotina. Pois hoje eu começo a me preparar para deixar esse emplastro de miasmas onde particípio pretérito do findo mundo, desde que observei e vi – seus modos de descobrir, para mostrar como ser um sobrevivente. Não seremos vítimas, não somos vítimas. Não posso deixar essas lágrimas translúcidas embaçar a visão da imagem instantânea. Como a fonte da radiola, a cadência da gramática proferindo sintaxe sem nexo. Crio o verbo, sugando suas rugas e seguindo suas regras, Eu desinvento. Veterano de merdas gigantescas, no silencio no barulho ou na escuridão girando como água no miolo do caos tubular. Vou fumar meu último cigarro com o gole de café que nunca beberei. Bárbaros berberes angustiado geram mais de quatro mil e trezentos signos variáveis. Observo a suspeita recair sobre meus irmãos. Acho que Monga aproveitou a deixa e fugiu. Foi vista no Rio, pela última, vez assustando um turista holandês, sozinho e bêbado no cais do porto. Absorto pela exoticidade da cidade-sangue-quente foi pela transfiguração da mulher-gorila que ele se apaixonou. Desde então, sabe-se que tentou carreira na rua vermelha, mas essa também virou lenda por ter sido notícia nos canais locais, tendo assustado também um casal de velhinhas lésbicas. Acho que essa fora definitivamente sua última aparição. Dizem que foi para Hollywood, mas não foi feliz no casamento com o Pé-grande.

segunda-feira, julho 27, 2009

garotas más não choram

Torno a escrever como uma reza agnóstica. À essa hora, afoito pela necessidade de dormir e já é uma e trinta e oito. Torno a sentar-me diante do computador, onde meus dedos mais uma vez dançam à procura de um tema. Pianista de letras - toca quase sempre a mesma música. Não sei de onde tirar a fonte do meu sono. Do outro lado da casa, nasceu discretamente a lua com um largo sorriso fino e crescente, delineando mais um ciclo de sete dias. Os melhores dias da minha vida, nossas vidas, ainda estão por vir, mas já os vivemos e os viveremos ainda mais no devenir de cores dessa lúdica maquinaria de mágicas. Agora tudo está em paz... o ateísmo teórico conspira... os astros cospem monolitos enormes de plutónio e eu não vejo a hora em que devo abstrair de mim mesmo, colocar as estrelas pra funcionar nesse dínamo e acender a vídeo-fogueira ancestral. Consigo que me faça ver o que é não dormir esse literário lixo que escrevo. Vagar pelas notas bêbado, mas asas dos violinistas de Chagal, dínamo da noite estrelada. Como é puro, preto e opaco o brilho desses olhos. Bêbado de si mesmo. Linda nos tornamos amantes e nos tocamos como dois seres se experimentam. Como se a descoberta do corpo fosse uma ode às novas curas e as navalhadas de loucura que cortam sem verter sangue, gota sequer, numa rica rima fleumática.

domingo, julho 26, 2009

Domingo


fim da tarde e a gente canta porque finda a tarde... Com minhas ceroulas de maluco de uma prosa quase nada estética. Ouvindo Hermeto Paschoal... há um brilho de vida, nas ruas por onde passamos, só não poderás falar do meu amor. Há um brilho de vida nos versos musicais na suíte paulistana, na modinha sertaneja como quando lampeja iluminando o horizonte vs. caos. A estrelinha que nos vigia na cama, sobe. E nos nós amamos como quando tínhamos sete anos. Há um brilho intenso de vida raiando no meu peito sôfrego e quase sem fôlego que me reanima. Sofro padeço morro... reavivo no momento exato. Tento escrever um pouco de vida que, tento escrever uma poesia. Ninguém sabe que coisa quer ninguém conhece a alma que tem. Fui persuadido por mim mesmo a nunca mudar, mas aprimorar as técnicas sistêmicas da minha solidão, do meu ócio. Anjo, anjinho. Revivo no seu amplexo o cheiro de vida. Deixa a melodia rolar, deitada no meu colo. O brilho dos seus olhos incentiva-me a viver. Não que eu quisesse que meu fôlego dependesse de tantos ésses e nenhum olhar. Mas o amor é vil e cruel e às vezes só o que escuto é o trilintar das teclas randômicas do teclado quando escrevo. Contrabandeando verbos enquanto articulo os dedos, enquanto circulo pelo lado obtuso de mim mesmo. Onde a palavra enxerga assim enfileirada, tal qual o vil metal da espada.

"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim."

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, julho 24, 2009

silent message

Mountaine


Ah... quanta saudade de estar nas montanhas... Saudade de andar pelas cumeeiras, de conquistar cimos e cumes derradeiros. Picos distantes esvaziam meu pensamento e levam consigo o peso do mundo. Um ou dois dias pra retirar todo esse peso que carregamos. A metafísica de coisas dispensáveis, a metafísica do funcional pragmatismo. Esquecer a cidade e questões cotidianas. Esquecer os apegos. Ouvir apenas o barulho da natureza, o barulho do silêncio, o barulho de si mesmo até que se cale. Até que se ouça apenas os ventos. Assobiando... subindo... descendo... O ruído d’água do sobrenatural, doce lamento que desce lentamente as pedras de inverno. Sopé de um batatal de orquídeas rosa, entardecer sobre os braços de paixões esquecidas. Todas as conversas deixadas de lado e o existencial. Somente o essencial de estar em si. Saudades... de quando o sol despeja seu último raio mais sóbrio, mais sombrio.Tudo parece meu, até onde os olhos enxergam. Todo espaço cheio de meu olhar. Apagam-se informações que nos metralham. Aumenta o número de informações que não vivíamos, que não víamos. Nenhuma corrida ao pódio, nenhum medo nenhum ódio, nenhum desejo sedento de coisa alguma. Nenhuma solidão, nenhum ninguém. O dia transborda sombras de matiz alaranjado. Compro-te um beijo onde se cruzam os ventos. Quanta saudade de andar durante o dia e descansar à noite. Nada me preocupa. Ocupar-se apenas das coisas mais básicas. Pegar água, catar lenha, ver a fogueira... televisão das cavernas. Deixamos, então, de ser homo-videns, e a vídeo-fogueira vem a ser o fogo ancestral – noção primeira de percepção. Faz temer a escuridão, temer a cegueira, temer o abismo e obriga-nos a usarmos todos os sentidos. Todo homem ou mulher deve ser austero na natureza.

terça-feira, julho 21, 2009

duerme negrito

Duerme duerme negrito
que tu mama esta en el campo, negrito... Mercedes Sosa
Neruda y Picasso tanbién amavam esta color Ay Este Azul

De repente cavou-se um buraco em meu texto feito um parágrafo desdentado, surge do nada e não muda de assunto. De repente venta um buraco desmazela teia bem tramada e eu me vemos no imerso nada, onde minha pisada não deixa marca e choro. Minhas lágrimas são secas como a poeira lunar e há crateras em meu peito feito esses buracos mal tampados. Acordo no meio do meu deserto dormem de olhos abertos, sonho acordado. Aquele dia escreveu uma poesia na rua, sentado na calçada. “Se essa rua se essa rua fosse minha...” mas eu nem sei mais onde estava. Certo que passaram minutos em que a matéria não poderia acelerar, derramar ou verter com o pensamento. Passaram-se as horas, passaram-se os dias, as noites em claro, o Tempo passou... De repente e não mais que de repente. Deserto como um desejo ardente.

mon petit

mon ange an danger
adoro-te ad infinitum

domingo, julho 19, 2009

O sol quando às nuvens encosta e o vento me dizendo as horas, fico lento e encosto meu ombro sobre a roda. O click da geladeira inda me assusta assim. Tosse meu pigarro e acendo mais um cigarro sem café pensando em você, minha flor, meu bebê. Que pena sermos tristes, assim como houvesse alegria plena, mas um estado de coisas que paralisa o momento feliz ad infinitum. Você não acredita em mim, mas quero que você acredite em cores, harmonia e boas vibrações. Acredite no azul do céu mesmo que seus olhos te traiam e mesmo sendo cego. Na temperança e na justiça. A justiça não pode ser outra coisa senão justa. Não existe justiça onde não há homem. Esse é um domínio da razão. O azul do céu é um domínio da percepção. Goethe e eu acreditamos nas cores. Die Farben. Por onde andará Mackauley Culkin? Cuspindo por aí em qualquer privada de restaurante-sujo-de-beira-de-estrada. O que mais o mundo pode suportar além da morte do Michael e do sumiço desse moço, Culkin? do anonimato de quem luta por sua própria razão, pois todo homem é uma ilha. Flores improváveis ícones que remontam ao ídolo. Mas todos os ídolos estão mortos por ovvi motive che noi tutti sapiamo. Deus também morreu sem sequer passar pelo crepúsculo. Mas a Natureza ainda vive Pater Omnipotens Aeterni Deus.

Uvas verdes...


Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Die Trauben werden grün...

Kandinsky

Estudo de cores

quinta-feira, julho 16, 2009

regicídio


Não é preciso trair a si mesmo (no sentido de ir contra a própria ética), mas faz-se necessário romper com as próprias tradições. Intrínsicamente. Mais do que hábitos e costumes apenas. Ninguém sabe mais quais são os costumes da atualidade. Ninguém mais sabe o que é bom ou ruim, nem o que é bom, nem o que é mau. Ninguém sabe quem está bem qualificado para o bom. A ideia nova, le noveau iddé. Mais do que ocupar-se com a desteritorialização social. Bem, por que estou aqui a essa hora escrevendo? Pão de chocolate e meu amigo Gustav Klimt vai ajudar a vender na feira dos pintores, sábado pela manhã, no largo da Travessa. O próximo será Gustave Coubert, que me linkou hoje pela manhã e já combinamos. Obreiro mais alto da arte, cheio de sonhos. O pão é integral e íntegro, entrego, dependendo do local. Será que isso é tiro ou tiroteiro? Impossível não ouvir as ramificações do hipertexto, manifestações. Apenas a dor de quem vai... A lua sorrindo, alto se expõe no céu janela afora madrugada adentro, noites adentros. Estamos impróprios para o consumo. Saímos do prazo de validade e entramos para o submundo. Li o resumo do caso em que me acusa de, e em suma assumo a responsabilidade sobre o crime de haver poupado a sua vida. Rintonelo na comédia bufa doce torta e anjinhos gordinhos, sobrevovaondo. Num sei... tudo que eu penso já foi dito. Uma bOboleta amarela pousou na minha tela. Porque a gente se embriaga? Só a gente querer ser e tudo se atrampa no fio da navalha. Sem cortes, pisando em ovos, passando pela brasa. Pão assando no forno. Tudo é organico, inclusive a madrugada, as freiadas, os foguetes, a luz do céu.

LebensBrot – O pão da vida

¹/2 quilo de farinha branca (se eu digo branca, não quer dizer que eu seja menos negro)
¹/2 quilo de farinha integral (não mais ou menos íntrega, como disse)
Um bocado de farelo de trigo (se puser gérmen de trigo, ou invés do farelo, fica amarelo tipo dourado brozeado)
Um bocado (tipo, meia xícara. Dependendo da xícara) de aveia torrada
3 colheres (colher média, de tomar sopa...) cheias de açúcar mascavo
Um bocado de chocolate em pó, orgânico (na verdade tudo é rizomáticamente orgânico. Con canela em pó também fica uma delícia)
Uma colher de fermento seco granulado
Uma colherinha de sal
(adoro a posição... mas digo uma colher pequena, nesse caso)
Água (ou leite...) - mais ou meio ¹/2 Litro (medir no olho, explico em «Modo de preparo»)
Um pouco (uma colher...) de vinagre
Um pouco de óleo

Modo de preparo ou « como fazer pó&líquido virarem uma massa homogênea »

Misture bastante todos os ingredientes e faça uma represinha, (será que eu devo fazer um desenho?) deixando farinha nas laterais da bacia... a massa deve ser feita em uma bacia. Pois bem, coloque a água, o vinagre e um fio de óleo. Com a ponta dos dedos vá retirando o pó das laterais e misturando à àgua da represinha. A técnica da represinha geralmente nunca dá certo de primeira, mas a intenção é unir a àgua ao pó para formar uma massa homogênea. A regra é, muito pó mais água, tá empapado, molhado, gosmento? = mais farinha, até dar a liga, sacou? é fácil. segundo passo/ deixe crescer durante uma hora em lugar quente. Coloque na forma de alumínio e deixe crescer por meia hora. Quem não tem forma pode fazer a massa no formato que quiser e assar em um tabuleiro comum (também deixar crescer meia hora depois de mexer na massa). Deixe o forno esquentar. Coloque os pãezinhos no forno em fogo médio. Em mais ou menos 40 a 50 minutos fica assado. É tudo verdade. Bem,
Boa sorte! para quem for tentar. Aproveito o gancho para mandar um abraço pr'aqueles que não gostam de mim e pra quem gosta de mim.


Uma iniciativa – Eu

terça-feira, julho 14, 2009

boa noite, Ontem.

Nessa minha pequena e inútil vida eu só quero o amor. O peso do mundo é o amor. Peço agora que não nos pese tanto. Me pego lembrando um doce e difícil passado. Onde ontem mesmo encontrei uma pessoa que me fez avaliar os anos. Sim, os anos se passaram feito água, mas essa é apenas uma marcação dos imensuráveis espaços entre o que vivemos. Foi quando senti uma grande perda pela primeira vez. Dos dezoito aos vinte e poucos anos, quando éramos meninos... Viver e apenas viver, intensamente. Não se pode ser "mais ou menos" intenso e vendo aqueles olhos verdes, penso que lês imediatamente nos meus olhos que nunca acreditaria em você. Por isso eu cá sou eu e você está onde está. Eu, não nada mudei. Continuo amando demais, onde o sol nunca se põe. O mesmo andante contínuo, porém mais contido mais sóbrio e mais sombrio. Livre, leve e suavemente vou levando. Hoje meu irmão disse que aos trinta se sente alguma coisa, aos quarenta se sente apavorado. Ele completou quarenta anos no dia quatro de julho. A distância de idade que hoje nos separa é pequena. Tenho completos trinta e um anos, e vai a vida se passando. Como rio como nuvem como cavalo, ou como qualquer alusão que se queira fazer a esse riacho pouco profundo. Eis, pois, o homem que sou. Pensei na minha pequena e no dilema que vivia quando tinha quase nenhum objetivo nem meta de tão rigoroso ser. Obediência cega e ritualística. Ato social total, de origem tribal e ainda vigente nas sociedades primitivas. Conexões atávicas com a sociedade pós-industrial.
Vejo um não
blues.
Venho quase
blues.
Anestesiado.
Pensei na vida. Fui eu o grande mestre do desastre e rei do impasse. Grande guru de vidas insondáveis, registro fractal da luz da lua no quintal. Quase tocando as partes vis e sonhando vis a vis tu alma tuya. Imaginando páginas escondidas do seu mundo-adentro. Adentro suas noites a sós no travesseiro, seu repleto pequeno mundo inteiro. Penso nos exercícios de meditação. Começo a embriagar-me de um sono que te traz pra perto de mim e vou dormir,
sem nome, sem face, sem modem, sem impressão digital, Sem Fantasia
apenas desejo

a prenda imensa dos carinhos teus

segunda-feira, julho 13, 2009

Farah Fawcett morreu

Farah Fawcett, umas das "Panteras" - série de TV dos anos de 1970

Eu-pensamento. Não sei se tento ignorar a ignorância do próximo, ou se devo imparcialidade à minha própria ignorância. Ou se estou transmitindo cacos desconexos do meu dialeto mentalês. A que meu cérebro decodifique signos eternos! rompendo pequenas magistrais esferas infinitamente a cada instante, acumulando vazios insignifi(-Kant)s. Sigo adiante sem me dar conta desse tribunal da razão. Estou indiferente aos seus veredictos, que me apavoram ao mesmo tempo em que fascinam por sua engenhosidade.
Sobre pontualidades e pontuações. Às vezes sinto-me um kind of tipo de doutor Spock. Ler engorda. Quero devorar livros. Queria mergulhar na literatura russa, mas não há traduções não sei russo e nessas horas gostaria de ser conhecedor da língua russa, assim como o Augusto de Campos, que traduziu em causa própria, o poeta russo (concretista – na Rússia também houve esse jogo de engana). Os (mal-)ditos pseudo-pais do Concretismo brasileiro, como movimento literário. Fizeram inclusive um manifesto. Muitos anos depois de Oswald de Andrade escrever Tupi or not Tupi. Como diz meu caro amigo, Caio Campos – Atirei-o-pau-no-gato já era concretista muito antes... Sobre pontualidades e pontuações. Farah Fawcett morreu no dia 25 de junho com um soco na buceta. (mesmo dia que o mega ícone pop Michael Jackson... apanhou uma brisa mais fria e desfaleceu)
Será mesmo necessário glosar? Os glosadores analisam parcialmente e não há senso comum, não há lógica, não há sentença em nenhum tribunal da razão que atribua nomes à literatura. Eu me enquadro na Poesia Intuitiva e tenho a intuição que esse rótulo não resume (se é essa a intenção, recortar, reduzir. Como dar nome as cores) o que escrevo. Poesia gástrica, edipiana, o camelo, o leão e a criança. Perguntas obsoletas de sociedades desenvolvidas pós Revolução Industrial.

eu Quero