terça-feira, janeiro 19, 2010

Finitude

No mundo-onde-nada-permanece
sonhei ficar-pra-sempre minha pretinha.

Sonhei olhos acordados
embevecidos sua beleza
seu carisma
seu paladar
suave brisa
seu olhar

Esqueci que sua alma não era minha
assim como os gatos
"vem quando não os chamamos
e não vem quando os chamamos"

Eu,
inimigo da solidão,
aceito as lágrimas
azeitando os olhos

Não percebi a mim mesmo
meu coração adormeceu
se perdeu no infinito

9 comentários:

Teodoro disse...

lindo

Papagaio Mudo disse...

obrigado Teo

abraço,

Gus

Vera Y. Silva disse...

Para que lamentar uma coisa tão boa como a finitude?

lírica disse...

Belo poema Papagaio!

Papagaio Mudo disse...

pois a infinutude é maior lamento,
pois...

Prazer Vera,

abç,

Gustavo

Marcela Reinhardt disse...

nossa, gostei muito!!!
www.marcelareinhardt.blogspot.com

Dandara disse...

eu nunca aceito as lágrimas, talvez por isso elas querem vir tanto, pra fazer acostumar.

Maria Eliza Marques disse...

Que versos!
Adorei a sincronia e o final, especialmente!Sublimi-nar ;)

Menina do mar disse...

Oh, here he come's again... Bola prá frente óh Papagaio :)
Beijo de cá!