domingo, fevereiro 21, 2010

assim


A delícia ao sentir beijar seus lábios, seios e sexo. Alegria ao ver sorrir seus olhos e sorrir. A plenitude ao envolver seu corpo com meu corpo. Ao carinho mais íntimo e o desejo mais ínfimo. Sentir o riso mais cândido e descansar a pele sobre a sua. Na cama, sentada em mim nossos corpos se fundirem e se confundirem. Meu corpo e sua alma, minha alma. A sensação indivisível do presente sem futuro. Quando contemplávamos a estrela vigilante. Sentir caber-te quente no meu peito apertado e desejar que parassem o caminhar das horas e o Tempo. Ver-te ir embora, levada pelo vento e o pôr-do-sol. Ao demonstrar meu afeto cantando pela rua fazer-te ruborizar. Descer ao ponto da despedida meu coração de criança só. E a tristeza extrema de levar-te rosas ao túmulo.

7 comentários:

Alessandra Jungs de Almeida disse...

Lindo...

marinaCavalcante disse...

Fui lendo e lendo e gostando...
mas, que final triste!!!
Não que o texto esteja ruim,
jamais. Mas, o conteúdo que entristeceu
de uma forma rápida e intensa.

:~ Enfim, a melhor parte:

"Sentir caber-te quente no meu peito apertado e desejar que parassem o caminhar das horas e o Tempo."

Lindo trecho.

Abraços e te espero em meu blog!

.::Li::. disse...

Lindo, como sempre. Melancolia no ponto certo. Amor parece que preciso disso pra ser belo, não?

Bjs

Nydia Bonetti disse...

inundei meus olhos hoje
de dor, tristeza e palavras
que ouvi de um papagaio
embora fosse mudo)
também emudeci e chorei
tudo é silêncio lágrima

Adriana Godoy disse...

Nossa! Muito lindo, mas dá uma dorzinha lá no fundo. beijo.

Papagaio Mudo disse...

triste é viver na solidão...

Gisele Freire disse...

...na dor cruel de uma paixão...