terça-feira, março 23, 2010

Chove chove contínuamente... Chove mais, chove fraco. Enfim derramamos nossos ventos, por aí. Café e cigarros... parece que todo ano é o mesmo ano da minha vida e sinto isso repetidas vezes. Chove entre os fracos e os delirantes, sonolentos e ateus. Aquele que pensa e não age, engendra a peste, diz um dos provérbios de Blake. Provérbios do inferno. Vou reconstituir meu estado mental. Vou refazer a minha casa mental. Organizar as gavetas do cérebro. Dedicando tempo a percepção dos próprios pensamentos. Observando meus pensamentos. Aceitando com humildade os florais de Bach, ouvindo Rachmaninov no piano, tocado por aqueles músicos que eu falei. O sol volta entre, seu brilho opaco enquanto ainda goteja. Chegou todo o material. Agora, tocar a vida para as frentes.
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Chove em Kiev
e ninguém se comove,
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quando chove

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