sexta-feira, março 19, 2010

Ginger grows underground


Intensidades e potencialidades

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Obnubilava. Andava apagado, meio morto meio farto. Ergo o nariz na linha do horizonte, mas também gosto de entrever o céu. Vislumbrar as nuvens como quem observa um movimento de marés – os ventos arredios no fim da tarde, manifestação do “fora”, o outside hipertextualizado. Difícil é não se achar fora de si, não se ver ou “dar-se conta” e saber-se da própria profundeza. Dá vontade pépé pópó – o vocábulo mais instantâneo do que o real. Convergências entre um tipo de caule rizomático. O gengibre cresce horizontalmente e subterrâneo. Já o caule da espada-de-são-jorge é totalmente subterrâneo. Esses filamentos ramificam-se ao ponto de transformarem-se num bulbo, um tubérculo. Conexão e disparidade não cessam de conectar cadeias semióticas. A multiplicidade, ela própria, é constituinte. Como “entender” as diferenças dessas perfilações existenciais? Referem-se à ruptura - o significante pode ser rompido em qualquer lugar e retoma como outras de suas linhas. Não pode ser explicado por nenhum modelo gerativo/estrutural. Encontra qualquer eixo genético análogo à sua origem. Gira em torno do eixo fixo onde desenvolve uma base. Nenhum ponto de origem ou de princípio primordial comandando todo pensamento. Nenhum avanço que não se faça através da bifurcação, do encontro imprevisível e a reavaliação a partir de um ângulo inédito. Não tenho saco para estudantes de filosofia. São chatos e arrogantes.

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