sábado, março 27, 2010

fuck Lolita meu coração



O tempo passou depressa. Quão liso, quão áspero, quão doce, quão amargo. Qual o tamanho dessa enorme tubulação? Enorme só lhe confere uma “impressão” de tamanho, mas tamanho de quê, dO "quê"?... "quanto tempo se passou?" Em dias, horas ou minutos, o instante memorável que nossos corpos se tocaram, pele contra pele, e talvez, nossas almas vibraram em um pensamento vazio, um não-pensamento, um quase animal ou meditativo estado de ternura, imensidão e plenitude eu senti? Quanta dor-de-cotovelo nessa história. Quanta batalha inglória? O ponteiro que conta os segundos corre atrás do minuteiro. Atrás do minuteiro, o mundo inteiro e todo mundo. Hoje ela foi ao teatro, agora ninguém sabe onde está. Só ela. O que está mais distante está próximo, e o que esteve mais próximo está distante. Lembra-me o soneto da separação. A estrutura próximo-distante. É como: "não me incomode". Fez-se do amigo próximo, distante. Fez-se da vida uma aventura errante. De repente, não mais que de repente. V. de Moraes. Não só uma, mas várias.



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