quinta-feira, maio 06, 2010

Anti Poetic View


Ressurge sobre as minhas retinas sob forma de sonho diurno e angustioso devaneio. Tinhoso. Anti poético. Volto a escrever as desavenças e as tortuosas lembranças que têm sido tema recorrente da minha “quase” obsessiva obstinação. Como chutar cachorro morto. Quem entende é obrigado a aceitar. Até que eu me arrume. Até que eu aprume, essas roupas amarrotadas. Até que um dia a esperança se refaça, nada traz comoção. A obstinação do trabalho, administrando frutas e cuidando de folhas e legumes. Cuidando do meu ambiente e do meio-ambiente. Tentando ser aquilo que proverá meu sustento. O corte umbilical que ainda me resta, mesmo tendo passados dez anos fora, vagando, fora do útero materno. O mundo é um grande útero tri-vitelino. E o personagem mais aflito sou eu. Que conta os minutos, que contabiliza as horas, que já não sabe quando, mas espera.

6 comentários:

Felicidade Clandestina. disse...

nossa. como eu aprecio o modo como escreves *-*

LINDO o post . beijos

Honny e Gio. disse...

amei *-*

literatura pública disse...

Gostei muito, lí os outros textos antigos... e adorei a forma como deixas o texto sofisticado e ao mesmo tempo ele tem uma doçura... sem tamanho. Parabens!

Papagaio Mudo disse...

Gio M,

Agradeço muito os seu elogio.
Abraço carinhoso,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

Honny e Gio,

Já conheciam meu blog? Se já, agradeço muito. Se não, sejam bem-vindos!
Abraços,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

Ei cara - literatura pública,

"deixas o texto sofisticado e ao mesmo tempo ele tem doçura"

Gostei da crítica, e agradeço. Essas observações são raras.
Abraço,

Gustavo