quarta-feira, maio 12, 2010


Gosto de escrever na hora morta. Tem gente que gosta de jogar merda no ventilador. Quando todos dormem e a vibração de pensamentos é infinitamente menor. Mas dada a necessidade de escrever eu escrevo. As teclas dançam influindo palavras. Incomoda-me ouvir o sussurro de pessoas, ruídos ao longe, fobia. De toda forma escrevo pela miséria de colocar-se pra fora. De jogar fora esse falso, de ser esse falso Eu. Um momento se cala. Ainda ouço um barulho de TV. As pessoas se aconchegam em seus lugares. Um processo quase de abelhas. Colméia. Cada um agasalha-se ao que pode. Pimenta, por onde anda aquela menina que escrevia coisas macambrosas tudo tipo de uma pegada só assim muito mórbido. A semiótica diz que quando dizemos apenas, queremos efetivamente “matar”. Ah a minha minha mente me decepciona. Adeus. Aprisiona fumaça. Tudo no lugar certo? desejo que desça uma entidade. Giselle, olha a foto fashion.

Um comentário:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Fuga é travesseiro e seu espaço cá é oásis... ;)

...quando todos dormem e a vibração de pensamentos é infinitamente menor...

Um dia achei - tolamente - só eu percebesse que à noite os pensamentos dos que dormem, dormem com eles, ao passo que os meus acordam...