sexta-feira, maio 21, 2010


A madrugada é toda minha. Tomarei um banho na “hora morta”. Quem estará comigo? Me sinto uma bosta. Eu serei uma boa companhia para mim mesmo. Eu achava que era, mas se devastado por dentro é capaz de me achar qualquer coisa. Foda-se. Estou aprendendo a me perdoar assim como as fadas. Amanhã eu serei um homem “melhor”. Sinto no frio também remorso. Quem terá me abandonado, deixado de me “seguir”. Eu? Parte-me ao meio e me ergo. Sentimental e sentimentalista até doerem as hemorróidas. Ultra-romântico fora de moda. Que será de mi? Eu tenho lágrimas doces para você? Sinto vontade de ir embora. Sinto vontade de ir embora, mas tento me comportar como um monge budista. Mas o que está em voga, afinal? Qual é o padrão? Onde está a ilusão? Morreu atropelada feito um cachorro. Eu não sou ninguém mais. Artista é aquele moço que faz arte com lixo e faz sucesso em NY. Eu a madrugada e mais nada. Eu tenho a mim. Mesmo gauche e sobrecarregado das suas dores. No momento, me sinto um distúrbio ambulante. Dificuldade de pensar, de agir. Eita merda! Assim que anda minha auto-estima. Pero hay que tener fuerza! ¿Si?¿ No, Marina? Sintam então e fodam-se com o que eu sinto. Fui chamado de frustrado, Excêntrico, de outra vez. Todos os adjetivos que fazem jus a minha vileza. Existe vida ainda após esse desfalecimento macabro? Afirmo e pergunto. Minhas palavras não “servem” a mais ninguém, não servem pra nada. Mergulhei fundo na quinta dimensão da sua realidade, então fica difícil “voltar”. Difícil dormir, difícil até de fumar um cigarro. Mas fuerza! No meio de um bando de pessoas ninguém quer ser toureiro, torero. Nadie quiere ser la víctima. A história de vida desastrosa de alguns artistas. Todos aplaudem, mas alguém tem que morrer. Deve morrer. Petit. Meu anjo perverso.

Um comentário:

Gisele Freire disse...

Gus
...teu texto e o Chet tem muito em comum mesmo...