quarta-feira, junho 09, 2010

começos

Teatro da vida. Chegamos ao ponto de ruptura. Cruzam-se as linhas de nosso pequeno mundo familiar e partimos do princípio de um recomeço. Meu pai, cuja foto em beca, eu tinha como a de um morto, retornou ao lar. O guerreiro chega como Ulisses, cansado da batalha, cansado de guerra. Pra mim que aguardei um mês, é hora de exuzá e colocar os bandido e as bandida, os maldito tudo pá fora. O danado do Tião Bolinha, o Pai Tainha e por aí vai. Essa casa está amaldiçoada e abençoada. O polaridade é múltipla de zero. Nascer é um acontecimento doloroso. Renascer é um ato de fé. A casa está à venda e ontem vieram os caras da imobiliária, uma coisa meio Matrix, com um senhor mostrando tudo, o quarto do meu pai, o banheiro, o meu quarto enfumaçado, fez mostrar a janela, a claridade, a vista, e o “senhor” nem olhou na minha cara, ainda bem. Um café na mão e um cigarro, de ceroulas. Eu e meu pai. Não sei quem é mais junk. É... neguinho, é cabuloso.

the Pan Piper


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