domingo, junho 13, 2010

guardanapo de buteco


Se alguém te destrói, se reconstrua. Mesmo que sem ânimo, mesmo que juntando os próprios casos, mesmo que ajoelhado, mesmo sem ter fé, mesmo que seja na toca do texugo. Mente quem disser que não permite que ninguém o destrua. A gente mesmo se destrói. Se alguém te rejeita, escarra nessa boca que te beija. Se tudo terminou quando você começava, deixa pra lá. E esse “deixa pra lá” é difícil. Ter a ver com apego. Inclusive de tornar o outro uma “religião”. Tenho uma amiga que foi casada com um baixista que descobriu que foi casada com uma religião, um “mundo”, um universo, uma ambientação, uma ambiance, um metiê um aplob fake e poser, como dizem os fanceses. Eu fui enamorado de uma ilusão. Em Minas nascem cem artistas e morrem cento e um. Aqui todo mundo é artista. Projetei vínculos e “deu errado”. Ainda vou cair várias vezes, disse o meu pai, sempre animador. Parece até que nunca vivi o lado ruim da vida. Que nunca sofri de alguma forma. De onde eu tiro essas palavras. O ser humano sofre, eu sei. Minha dor é infinitamente pequena.

2 comentários:

Jaime Piedade Valente disse...

Hum... Importa-se de repetir? Acho que não ouvi bem.

Priscylla de Cassia disse...

guardanapo produtivo esse!
vontade de reconstruir-me...

bacio